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Como apresentar e incentivar a prática de esportes para as crianças

Os benefícios são inúmeros! Por isso, conversamos com especialistas para ajudar a família a introduzir e a incentivar as atividades físicas entre os filhos

Por Isabelle Aradzenka
3 nov 2022, 16h49 • Atualizado em 3 nov 2022, 17h18
Como apresentar e incentivar o seu filho a praticar esportes
 (Catherine Delahaye/Getty Images)
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  • É inegável que a atividade física contribui para nosso bem-estar físico e psíquico. Mas, quando desempenhada pelas crianças – que ainda estão em fase de desenvolvimento -, os benefícios da prática esportiva são muito mais intensos. Além dos ganhos físicos, as atividades coletivas, por exemplo, têm a capacidade de contribuir para o amadurecimento do pequeno e de ajudá-lo a lidar melhor com frustrações, reforça Danielle Admoni, psiquiatra geral da Infância e Adolescência e especialista pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

    Entre alguns dos proveitos dos esportes para as crianças, podemos citar:

    • Eles contribuem para o crescimento e para a elasticidade corporal;
    • Desenvolvimento da coordenação motora;
    • Aumento da força muscular;
    • Eles ajudam a criança a lidar com regras, hierarquias e limites, além de saber quando é “a sua vez”;
    • Incentivo ao respeito do tempo e do espaço;
    • Estímulo à convivência com outras crianças e adultos, principalmente nos esportes coletivos.

    Por isso, a partir do momento que o pequeno demonstra maturidade física e social, é possível (e muito benéfico) incentivá-lo na prática de esportes. Neste guia, separamos algumas dicas para isso!

    A hora de apresentar o esporte à criança

    Em primeiro lugar, precisamos entender as capacidades de cada idade. “Crianças pequenas ainda não conseguem se relacionar ou respeitar algum tipo de regra. Não dá para incentivá-las a participar de jogos que requerem bastante atenção e concentração. Já os filhos maiores vão ficar desestimulados em fazer atividades que não os desafiam. Por isso, a idade é muito importante ao escolher um esporte para as crianças”, indica Danielle.

    Além disso, existe o limite de cada um. Há aqueles que naturalmente são mais competitivos e outros que preferem atividades tranquilas, como alongamentos. O ideal é respeitar a opinião e a vivência da criança. “Mais do que tudo, entenda a capacidade, a condição, as escolhas e vontades do seu filho. Os pais podem oferecer qualquer atividade, pois a criança não a conhece, mas ela que irá dizer se gosta ou não”, reforça a psiquiatra.

    O que seria ideal para cada idade?

    De 2 a 5 anos 

    Nesta faixa etária, a especialista afirma que as atividades indicadas são aquelas que não dependem da coordenação motora totalmente desenvolvida e requerem apenas habilidades básicas, entre elas correr, nadar, rolar, jogar e pegar objetos.

    “Nessa idade, as habilidades podem ser aperfeiçoadas, mas não dependem de um esporte organizado e com regras. As atividades devem ser estimuladas por meio de demonstrações e ter tempo pré-determinado. Evite esportes competitivos e, de preferência, participe com seu filho”, explica Danielle.

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    De 6 a 9 anos 

    Para estas crianças, os esportes mais adequados são os que possuem regras flexibilizadas e exijam habilidades mais básicas. Podem ser corridas, natação, pedaladas, artes marciais, ginástica olímpica, dança, futebol e tênis, por exemplo.

    “A maioria das crianças desta idade já terá habilidades motoras suficientes para esportes mais organizados, com regras e em grupo. Mas é possível que elas ainda não consigam entender ou lembrar de todas as estratégias da equipe. As regras devem ser adaptadas para promover ação e participação. Não foque em competitividade, mas no desenvolvimento de novas habilidades”, recomenda.

    Portanto, evite esportes complexos, que precisam de tomada de decisão rápida, reflexos apurados e estratégias de equipe, como basquete, handebol e vôlei.

    De 10 a 12 anos 

    As atividades complexas são bem-vindas nesta faixa etária. Mas o foco ainda deve se manter no desenvolvimento das habilidades motoras e na diversão – não na competitividade. Sem falar que o ideal é que as crianças joguem com outras no mesmo estágio de desenvolvimento ou pratiquem atividades que não levem o tamanho em consideração (tênis, natação, artes marciais, ginástica olímpica e dança são exemplos dados pela especialista).

    Criança praticando esporte
    Criança praticando esporte (Getty/Getty Images)
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    Como ajudar na escolha?

    O ideal é oferecer e apresentar o esporte para a criança e deixar que ela decida. “Proponha algo que caiba para o seu filho. Não adianta oferecer atividades não têm nada a ver com a idade ou o gosto dele. A partir daí, você pode ir incentivando a prática”, orienta a psiquiatra.

    O exemplo dentro de casa é sempre o mais importante para garantir a motivação. “Pais que praticam alguma atividade física, jogam e mantêm o estilo de vida ativo e saudável são um exemplo muito melhor do que o falado. Quando a família se propõe a fazer isso, a criança acaba entrando na boa prática”, explica Danielle.

    Faça o esporte ser parte do ambiente familiar, seja praticando atividades em família, apoiando o filho em jogos e competições, seja conversando sobre ídolos e atletas favoritos.

    Tudo bem se a criança desistir…

    É de extrema importância que o esporte seja prazeroso. Assim, garantimos todos os ganhos psíquicos da atividade física. “Quando praticamos algo de que não gostamos, podemos até obter os benefícios físicos. Mas se a criança faz algo ‘obrigada’, a longo prazo acabamos vendo uma alteração de comportamento em relação a isso”, observa a psiquiatra.

    Esses são alguns possíveis sinais de insatisfação dos pequenos:

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    • Reclamar que está muito cansado ou que apresenta dores indiretas;
    • Inventar desculpas para não ir aos treinos;
    • Verbalizar, de uma maneira indireta, que não gosta do professor, da quadra, entre outros.

    Aí talvez seja a hora de oferecer alguma outra opção para ele. “Nada é definitivo, a criança pode retomar a atividade depois, o importante é sempre praticar algo e que isso seja prazeroso para ela”, finaliza Danielle.

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