11 curiosidades que ninguém te conta sobre gravidez e nascimento

Do tamanho do útero ao número de meninos e meninas que nascem no mundo, veja alguns fatos curiosos sobre o universo da maternidade.

Por Ketlyn Araujo Atualizado em 19 fev 2021, 12h28 - Publicado em 21 fev 2021, 10h00

É fácil encontrar toda sorte de informação para quem engravida ou está pensando em ter bebê: nas redes, nos livros, na mídia, na internet… a lista é extensa, mas não substitui a experiência de gestar uma criança, que pode vir acompanhada por alguns fatos e vivências já conhecidos, mas outros não tão famosos assim.

Se você é do tipo curiosa, acabou de descobrir uma gravidez e quer saber o que te espera pela frente, ou se você apenas simpatiza com o universo da maternidade e paternidade, veio ao lugar certo. Listamos 11 curiosidades interessantes sobre gravidez, parto e nascimento.

1. O útero aumenta MUITO de tamanho

Geralmente, quando não está grávida, o útero de uma mulher tem o tamanho de uma laranja. Durante a gestação, porém, ele começa a crescer e, lá para o terceiro trimestre, pode ter o tamanho de uma melancia! Quer um dado ainda mais chocante? O útero pode expandir cerca de 500 vezes seu tamanho normal ao longo da gravidez.

2. Não é preciso comer em dobro para ter uma gestação saudável

Ao contrário do que diz a crença popular, uma mulher grávida não deve dobrar a quantidade de comida ingerida diariamente, mesmo funcionando como casa para um outro ser humano. De acordo com um estudo publicado pelo U.S. National College of Medicine, gestantes devem ingerir apenas 300 calorias extras na dieta todos os dias, o que na prática corresponderia, por exemplo, a uma porção de linguiça calabresa (100 gramas).

3. Ainda no útero, bebês podem sentir alguns sabores

É sabido que alguns sabores, principalmente os mais fortes, são capazes de passar diretamente da mãe para o bebê através do líquido amniótico, que envolve e protege o embrião. Isso acontece entre a 13ª e 15ª semanas de gestação, nas quais os sentidos do bebê já estão um pouco mais desenvolvidos. Alho e outros temperos, como curry, são alguns exemplos, bem como suco de cenoura quando consumido em grandes quantidades.

4. Os pés de uma grávida podem aumentar de tamanho

Seja por conta do inchaço habitual, ganho de peso ou pelo fato dos ligamentos do corpo, durante a gravidez, se tornarem mais elásticos e instáveis para prepará-lo para a chegada do bebê, é bastante comum que na gestação os pés de uma grávida aumentem de tamanho. Já falamos sobre este assunto por aqui. Geralmente, se os números dos calçados pularem um ou dois números na gravidez, eles voltam ao tamanho de antes com o passar do tempo, mas isso varia de mulher para mulher.

5. Bebês “fazem xixi” quando estão dentro do útero

Chamada de urina fetal, e composta quase que na sua totalidade por água, o “xixi” do embrião, até a 16ª semana de gestação fica solto na bolsa amniótica, e é essencial para que o bebê cresça de maneira saudável. A partir da 16ª semana, o bebê consegue urinar por si só, já que está com os rins maduros, e esse xixi também é absorvido por ele, funcionando como alimento.

6. A gravidez altera a percepção de gostos e cheiros

Muito por conta das mudanças hormonais, durante a gestação a mulher pode apresentar alterações no olfato e paladar, o que é uma das possíveis causas para o “desejo” que muitas gestantes sentem em consumir ou misturar alimentos bem específicos.

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Outra hipótese para isso é a possibilidade de a gestante estar sofrendo com alguma deficiência nutricional durante a gravidez. Se, por exemplo, a grávida sentir muita vontade de consumir carne vermelha, pode ser um indicativo que o próprio corpo dá para mostrar que ela está com falta de ferro no organismo. Existe, ainda, a picamalácia, ou síndrome de pica, que é quando a gestante tem vontade de comer coisas estranhas e até bizarras, que não são alimentos. Muitas vezes ela também indica a deficiência de nutrientes específicos, e deve ser investigada pelo médico.

7. A cor da pele também pode mudar em algumas áreas do corpo

Ainda por conta das alterações hormonais que ocorrem durante a gravidez, é bastante comum que muitas mulheres apresentem mudanças na pigmentação de algumas regiões do corpo. Isso porque a quantidade de melanina, pigmento que dá cor à pele, varia ao longo dos nove meses, o que faz com que, por exemplo, os mamilos escureçam e a pele do rosto apresente manchinhas conhecidas por melasmas.

É essa variação que torna a chamada linha nigra, aquele risco mais escuro localizado no meio da barriga da grávida, aparente. A partir do momento em que essas variações se tornam mais intensas, geralmente no quinto mês de gravidez, ela surge como se sempre estivesse por ali.

8. 55% dos partos no Brasil são cesáreas

Enquanto que em países desenvolvidos do continente europeu a taxa média de cesáreas é de 25%, e nos Estados Unidos são feitas aproximadamente 32% de cesáreas, o Brasil se configura como segundo país no mundo com a maior taxa de cesáreas – com 55% dos partos desta maneira, segundo o Ministério da Saúde -, ficando atrás apenas da República Dominicana. Já para a Organização Mundial da Saúde (OMS), a taxa ideal de cesarianas em um país deveria variar entre os 10 e 15%.

9. Nascem mais meninos do que meninas no mundo

Dados da OMS divulgados em 2018 mostram que existe uma tendência mundial para o nascimento de mais meninos do que meninas na espécie humana, de modo que, de maneira estimada, nasçam 100 meninas para cada 105 meninos que vêm ao mundo.

Algumas teorias existem para explicar o fato, como a evolutiva que considera que homens tendem a morrer mais do que mulheres de causas naturais e, portanto, o nascimento de mais meninos serviria para equilibrar a espécie. Outra hipótese é de que, mesmo sem um motivo específico, meninas sofrem mais mortes fetais do que meninos, maioria das gestações de sucesso.

10. Março e maio são os meses “preferidos”

Estes são os meses nos quais mais nascem brasileiros, dado que se repete desde os anos 90. Apesar de cientistas não terem encontrado motivos concretos para isso, pode-se tomar como base o Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), do Ministério da Saúde, em 2019, que mostrou que de 1997 a 2017 nasceram 17% mais brasileiros em março do que em dezembro – este último conhecido como mês no qual menos pessoas nascem no país. Mudanças na atividade sexual dos brasileiros ao longo do ano podem ser uma hipótese.

11. Um novo órgão é “fabricado” pelo corpo durante a gravidez

Trata-se da placenta, um novo órgão criado pelo corpo especialmente para passar nutrientes e oxigênio da corrente sanguínea da mãe para o bebezinho em crescimento. Outras funções da placenta são proteger o bebê de infecções, e ajudá-lo a limpar os resíduos que ficam circulando no organismo. Ao final da gravidez, a placenta – que liga a mulher ao bebê por meio do cordão umbilical – pesa cerca de 20% da massa da criança, o que geralmente corresponde a 600 e 700 gramas.

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