Covid-19: entenda os sintomas da variante ômicron em crianças pequenas

Os menores apresentam principalmente sinais de quadros respiratórios, mas problemas gastrointestinais e cutâneos também podem ser indícios da doença.

Por Alice Arnoldi Atualizado em 17 fev 2022, 09h41 - Publicado em 16 fev 2022, 17h03

Com o caminhar da pandemia causada pela Covid-19, temos presenciado a aparição de cepas que mudam o quadro do país de tempos em tempos. Com o início do ano letivo presencial, a atenção desta vez é em relação a ômicron, que tem atingido as crianças e levado turmas a voltarem ao sistema híbrido de educação até que todos da sala de aula testem negativo para a doença. Mas afinal, quais são os sinais desta variante nos pequenos?

A ômicron é a cepa mais presente não só no Brasil, mas no mundo, e um dos motivos disso é a sua capacidade de alta transmissibilidade quando comparada com a variante original do Sars-Cov-2, como aponta a Organização Mundial de Saúde. Estas diferenças entre as duas também aparecem nos sintomas que evidenciam a doença, inclusive entre crianças.

De acordo com o infectologista pediatra Marcelo Abramczyk, professor de medicina do Centro Universitário das Américas, os principais sinais da variante no público infantil estão relacionados ao quadro respiratório, como:

“Outros quadros que podem ocorrer são gastrointestinais, principalmente de diarreia, mas a criança também pode ter vômitos e náuseas. Nestes casos, é importante se atentar a sua hidratação“, completa o especialista. Ele ainda cita que estudos indicam que a ômicron pode estar associada à lesões cutâneas no público infantil, com um indício chamado exantema, que é uma vermelhidão pelo corpo inteiro.

“Meu filho não pode ir à escola se tiver sintomas?”

Não pode. Sabemos que as idas e vindas das aulas presenciais são desgastantes tanto para os filhos quanto para os pais, mas o afastamento do pequeno que está com sinais da doença é pensando em prol do bem coletivo.

“A ida para a escola de crianças com sintomas virais – como febre, tosse, coriza e dor de garganta – deve ser suspensa até que se possa ter a certeza de que não se trata de um quadro de Covid-19. Normalmente, essa variante tem o período de incubação de até três dias“, explica o pediatra e pneumologista Eduardo Rosset.

Neste caso, como os sintomas da cepa são semelhantes aos de quadros respiratórios, como o de gripe, só é possível descartar a Covid-19 com testagem específica, por isso, não estranhe se a escola só liberar o retorno presencial do seu filho quando ele acusar negativo para o coronavírus.

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Os testes que crianças podem fazer

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Nikola Stojadinovic/Getty Images

Eduardo esclarece que o exame mais efetivo para a identificação do vírus continua sendo o RT-PCR, realizado com o swab nasal e oral, isto é, utilizando o cotonete no fundo do nariz e garganta. É o chamado padrão ouro. No entanto, o teste rápido feito em farmácias, identificado como o de antígeno, também pode funcionar, especialmente em crianças que estão com sinais significativos da doença. Nele, o swab é passado nas narinas e o resultado fica pronto em cerca de 15 minutos.

“Se vem positivo, o paciente realmente está doente. Já para aquelas com poucos sintomas ou que estão assintomáticas, a sensibilidade dele é um pouquinho pior”, pontua Marcelo. Assim, caso o seu filho tenha tido contato com uma criança que testou positivo, mas não demostra ter se contaminado, o infectologista pediatra indica o PCR para comprovar que ele está realmente negativo à doença.

Quando a criança pode voltar para a escola?

Com o teste negativo, o retorno do pequeno às aulas presenciais pode ser imediato, dependendo, claro, das diretrizes da escola. No entanto, caso ele dê positivo, Marcelo explica que a criança só estará liberada após dez dias do início dos sintomas, com a condição de que esteja 24 horas sem febre e com melhora das circunstâncias.

“O período de isolamento se estende para 14 dias caso a criança persistir com um quadro de tosse importante ou febre, por exemplo. Nestas situações, é necessário uma avaliação médica”, finaliza o infectologista pediatra.

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