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Saúde

Infecção urinária é comum durante a gravidez

Gabriela Agustini Atualizado em 02.12.2011
infeccao-urinaria
Getty Images

Uma das causas de parto prematuro, a infecção deve ser tratada assim que percebida. Durante a gestação, os sintomas podem passar despercebidos

A bexiga parece estar mais do que cheia e na hora “H” saem apenas alguns pinguinhos, acompanhados de ardência... Parece familiar? Então, preste atenção porque esse pode ser um sinal de infecção urinária. A disfunção é comum durante a gravidez e, se não for tratada, pode causar complicações na gestação. “Estima-se que de 15% a 20% das mulheres grávidas terão ao menos uma vez a infecção durante o período”, alerta o ginecologista e obstetra do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, Alexandre Pupo.

 

A infecção, também conhecida como cistite, na maior parte dos casos é provocada pela bactéria Escherichia coli, integrante da flora intestinal. “Durante a gravidez, o aumento da circulação sanguínea na região pélvica faz a umidade vaginal aumentar, facilitando a passagem das bactérias do ânus para a uretra. A umidade acaba se estendendo tanto de uma região a outra que cria um canal de passagem para as bactérias”, explica Pupo. O organismo feminino está mais suscetível à infecção porque a uretra –canal que leva a urina da bexiga para a vagina - das mulheres é mais curta, facilitando a entrada de organismos indesejáveis no aparelho urinário.

 

Beatriz Galbiatti, obstetra do Hospital São Luiz, também em São Paulo, aponta ainda outro fator para a alta incidência da infecção nas gestantes: “o aumento do volume do útero causa a compressão dos ureteres (vias do aparelho urinário). Com isso, a urina pode ficar acumulada no canal, e como ela é cheia de bactérias acaba facilitando a infecção”, explica.

 

A infecção pode aparecer em qualquer período da gestação. Segundo Pupo, ela é mais comum na segunda metade da gravidez e merece atenção especial no último trimestre. A bexiga tem um contato íntimo com o útero. Portanto, se a infecção urinária não for tratada, as bactérias podem liberar substâncias que causam contrações no útero, levando ao trabalho de parto antes da hora.

 

Sintomas: a hora de procurar o médico

Um dos principais sintomas da infecção urinária é o aumento da frequência de idas ao banheiro para fazer xixi. E aí é que está o problema. “Como durante a gravidez a mulher naturalmente urina mais (já que a bexiga fica apertada pelo útero que cresce), a infecção pode passar despercebida”, diz Galbiatti.

 

É preciso ficar atenta aos outros sintomas da infecção: sensação de peso no baixo ventre, sensação de bexiga cheia, alteração da cor e/ou odor da urina, desconforto e ardência ao urinar. Pupo ressalta que a dor nesse caso é constante. “Quando ela aparece só no final, quando o xixi está terminando de sair, pode ser sinal de infecção vaginal (tipo candidíase, por exemplo) e não urinária”, alerta.

 

Febre e dor na lombar (região dos rins) também estar associados aos sintomas acima. Nesse caso, a procura pelo médico deve ser imediata. “Na gravidez é mais comum que a infecção progrida para os rins, necessitando de tratamento urgente”, diz Pupo. Ao sinal de qualquer um dos sintomas, o melhor é procurar o médico para fazer o exame de urina. O tratamento da infecção é feito com antibiótico, que deve ser indicado pelo médico para que não afete o desenvolvimento do bebê.

 

Pequenas medidas que ajudam a prevenir uma infecção urinária

Pode parecer contraditório, mas quanto mais você for ao banheiro, mais estará contribuindo para o seu organismo ficar livre dessa infecção. “Fazer xixi é uma grande defesa, já que a urina lava o canal urinal”, diz Pupo. O médico alerta que o hábito de “segurar o xixi” não é saudável e pode provocar uma infecção.

 

Urinar após as relações sexuais também é uma medida preventiva. Assim, as possíveis bactérias que estiverem por ali podem ir embora rapidinho. Cuidar da higiene pessoal é imprescindível para a futura mãe. “É importante passar o papel higiênico seguindo sempre a direção: de frente para trás. E nunca ficar de biquíni ou roupas molhadas por muito tempo”, aconselha Pupo. A escolha da calcinha também pode contribuir para a prevenção. O algodão tem maior poder de absorção, então, é preferível optar por esse material. “E sempre que possível, é bom ficar uns intervalos sem ela”, diz Pupo.


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