Quais países estão vacinando menores de 12 anos contra a Covid-19?

Enquanto Brasil ainda imuniza somente adolescentes acima dos 12 anos, vários países do mundo já iniciaram a vacinação de crianças menores.

Por Isabelle Aradzenka 4 out 2021, 18h28

Com quase 70% da população brasileira imunizada com pelo menos a primeira dose da vacina contra a Covid-19 e a campanha para adolescentes já em andamento, as dúvidas sobre quando os pequenos com menos de doze anos poderão se vacinar vêm à tona. Ainda mais com o aumento de países que estão incluindo as crianças em suas listas de imunizados.

Depois do Chile, China e Cuba, a mais recente nação a imunizar menores de 12 anos é a Argentina. No domingo (3), o governo anunciou que iniciaria a vacinação de criança a partir dos três anos com a Sinopharm.

Já no Brasil, em agosto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) negou um pedido de aplicação da Coronavac no grupo de três a 17 anos pela necessidade de comprovação da segurança e eficácia da vacina da biofarmacêutica Sinovac.

Desde então foram anunciados avanços nas pesquisas promovidas pelas fabricantes e a liberação da imunização para esta faixa está mais perto de se tornar uma realidade para todos os países. Mas por enquanto, ainda não é.

  • Como está a campanha de vacinação ao redor do mundo?

    Assim como o Brasil, países como os Estados Unidos, Canadá, França, Dinamarca, Noruega e Alemanha estão vacinando sua população de jovens maiores de 12, mas ainda não incluírem os mais novos. Veja, a seguir, quem já aprovou o uso dos imunizantes para outras faixas etárias:

    Cuba:  O país foi um dos primeiros a iniciar a campanha em crianças. As vacinas nacionais, Soberana e Abdala, passaram a ser aplicadas na população com mais de dois anos no início do mês de setembro, levando em consideração a necessidade da volta às aulas e o aumento dos casos da variante Delta.

    China: Não obstante, a China já havia aprovado o uso da CoronaVac, imunizante desenvolvido pela farmacêutica chinesa Sinovac, para a faixa etária de três a dezessete anos desde junho deste ano.

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    Chile: O país foi pioneiro na campanha de vacinação para crianças a partir de seis anos. A CoronaVac foi o imunizante aprovado para uso no início da terceira semana de setembro, começando pelos grupos com comorbidades.

    Menina sentada no colo de mulher recebe vacina
    FatCamera/Getty Images

    El Salvador: Ainda no mês de setembro, o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, divulgou que o país também iria aderir à vacinação para crianças entre seis e doze anos. Sem datas específicas para início da campanha, o país reúne imunizantes das farmacêuticas Pfizer, Moderna, Sinovac e Oxford.

    Emirados Árabes: Está aprovada a imunização de crianças entre três e onze anos no país, mas ainda não é obrigatória. Por enquanto, a única vacina liberada para este grupo é a Sinopharm, desenvolvida na China.

    Argentina: Por fim, o país divulgou no primeiro domingo de outubro que também irá iniciar a vacinação de crianças entre três e onze anos. A vacina chinesa Sinopharm é o imunizante disponível para o grupo e o país pretende terminar o ano com a faixa etária protegida contra a Covid.

  • E a liberação da Pfizer? 

    Em conjunto com a BioNTech, a Pfizer divulgou na terça-feira, dia 28, que os resultados positivos de testes de imunização em crianças de 5 a 11 anos de idade foram encaminhados para a Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos.

    Os dados de Fase 2 incluíram mais de 2.200 participantes e demonstraram segurança na resposta à aplicação do imunizante no grupo. “Os resultados desses testes fornecem uma base sólida para a obtenção de autorização de nossa vacina para crianças de 5 a 11 anos de idade”, afirma a empresa em nota.

    Junto com a divulgação destas informações, a Pfizer também anunciou que, em breve, encaminharia ao órgão estadunidense a solicitação de uma autorização para uso emergencial da vacina nas próximas semanas e divulgaria os dados obtidos com a Agência Europeia de Medicamentos (EMA). Os próximos passos também incluem submeter os resultados à Anvisa para que a vacinação possa acontecer no Brasil.

    Apesar das demais farmacêuticas também estarem em fases de testes com a imunização desta faixa etária, os resultados apresentados pela Pfizer podem ser mais favoráveis e promissores para aprovação do uso no nosso país.

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