Entenda por que a Pfizer está perto de ser liberada às crianças pequenas

A aprovação do imunizante mostra-se promissora após comprovarem que ele é 90,7% eficaz contra infecções causadas pela covid-19 nos menores.

Por Alice Arnoldi Atualizado em 27 out 2021, 12h37 - Publicado em 25 out 2021, 14h07

A vacinação do público infantil contra a Covid-19 continua a avançar e, desta vez, com boas notícias para pais de crianças pequenas. No dia 22 de outubro, a Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, informou que há mais pontos positivos do que negativos para aprovar o imunizante da Pfizer/BioNTech aos pequenos de cinco a 11 anos.

A informação será debatida no dia 26 de outubro, quando os integrantes da FDA se reunirão para discutir e votar a respeito do pedido de liberação da farmacêutica para poder aplicar sua vacina em crianças menores de 12 anos. Isso porque a Pfizer apresentou, na sexta (22), um estudo comprovando que o imunizante é 90,7% eficaz na proteção do público infantil contra infecções causadas pelo coronavírus.

O levantamento contou com a participação de 2.268 crianças de cinco a 11 anos, que receberam duas doses de 10µg de vacina (um terço do que é prescrito para adolescentes) ou placebo, em um intervalo de 21 dias. Um dos resultados obtidos é que apenas três pacientes que receberam o imunizante contraíram a doença, enquanto que este número saltou para 16 infectados que tomaram apenas placebo.

Os próximos passos por lá

Caso os integrantes da FDA aprovem o uso do imunizante à faixa etária, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) se reunirá nos dias 2 e 3 de novembro para deliberar sobre a vacinação infantil no país e prescrever suas orientações.

O planejamento também tem partido da Casa Branca, com o pronunciamento de Joe Biden sobre clínicas de imunização estarem sendo montadas em mais de 100 redes de hospitais pediátricos, além da movimentação de consultórios médicos, farmácias e até mesmo escolas a fim de serem transformados em postos de vacinação.

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Estima-se que cerca de 28 milhões de crianças norte-americanas a partir dos cinco anos sejam vacinadas com a liberação da Pfizer, principalmente porque as doses necessárias já foram compradas pelo presidente do país e serão distribuídas gratuitamente por meio de um programa federal de imunização.

“Se tudo correr como o esperado e obtivermos a aprovação regulatória e as recomendações do CDC, é possível que as vacinas já estejam disponíveis para crianças de cinco a 11 anos na primeira ou segunda semana de novembro”, comentou Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos, em entrevista ao ABC News.

Quem também anunciou novidades em suas pesquisas com o público infantil foi a Moderna. Na segunda (25), a farmacêutica afirmou que sua vacina gerou uma boa resposta em crianças de 6 a 11 anos e que, em breve, também irão submeter os resultados às agências reguladoras, assim como fez a Pfizer.

E no Brasil?

O território brasileiro traz uma vacinação infantil mais lenta. No dia 19 de agosto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) negou o pedido do Instituto Butantan de liberação da CoronaVac para crianças a partir de três anos. De acordo com a agência, as evidências científicas apresentadas não comprovavam a segurança e eficácia do imunizante à faixa etária.

Já a notícia mais otimista sobre o assunto aconteceu no dia 23 de setembro, quando o Ministério da Saúde voltou a liberar o imunizante da BioNTech para adolescentes de 12 a 17 anos, sem comorbidade. A suspensão aconteceu para que a Anvisa pudesse analisar se a morte de uma jovem, que tomou a Pfizer, tinha relação com o imunizante. Mais tarde, descartou-se a possibilidade.

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