5 cuidados essenciais com o quarto das crianças no inverno

Pode colocar o travesseiro no sol? O uso de aquecedor é indicado? Melhor manter as janelas fechadas? Veja as respostas para essas e outras dúvidas!

Por Carla Leonardi 8 jul 2022, 12h06

Com a chegada do inverno, é natural tirar as cobertas dos armários e deixar as janelas fechadas por mais tempo para que o ar gelado permaneça do lado de fora. Essas medidas, porém, embora mantenham as crianças quentinhas, aumentam a quantidade de ácaros presentes no quarto, o que pode provocar alergias e outros problemas respiratórios. Pensando nisso, vale tomar algumas precauções para garantir que o ambiente esteja o mais saudável possível. A seguir, veja 5 cuidados essenciais com o cômodo nos períodos de temperaturas baixas!

1. Deixe o ar circular

Lembre-se sempre de que o ar precisa circular para evitar o acúmulo de poeira, ácaros, fungos e até vírus. “Ventilar a casa e promover a troca de ar ajuda a minimizar as doenças respiratórias”, destaca a alergista e imunologista Brianna Nicolletti, que ressalta ainda a importância da incidência solar no ambiente interno.

Carolina Peev, pediatra do Sabará Hospital Infantil, orienta a escolha do período para promover essa circulação: “Idealmente, no momento mais quente do dia e quando o bebê não estiver próximo à corrente do vento [por exemplo, caso o berço fique embaixo da janela]“, explica.

2. Tome cuidado com aquecedores

Principalmente em regiões mais frias do Brasil, o uso de aquecedores ou do ar condicionado no modo calor acaba sendo imprescindível em algumas semanas do ano – o que é bem-vindo para deixar o quarto do pequeno quentinho. Mas tenha atenção a alguns fatores. “Não há problemas se a temperatura estiver controlada e se for usado, de forma associada, um umidificador. O ambiente seco e quente pode gerar crises respiratórias e, em alguns casos extremos, ambientes muito aquecidos podem gerar desidratação em bebês pequenos”, alerta a pediatra Carolina Peev. Uma opção ao umidificador é a boa e velha bacia com água.

A essas orientações, Brianna acrescenta que o ideal é usar o aquecedor no quarto do bebê de forma moderada. “Preferencialmente, enquanto ele não estiver nele. Por exemplo, ligá-lo por um algum tempo antes de levar a criança para dormir ou, ainda, usar o aquecedor enquanto dá o banho são soluções eficazes”, afirma.

Além disso, é preciso tomar cuidado com riscos de queimadura ou intoxicação, a depender do tipo de aparelho usado. “Existem modelos de aquecedores perigosos, que podem queimar as mãos, e os de óleo, que depois de algum tempo deixam aquele cheiro de queimado que irrita as mucosas”, chama a atenção.

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3. Aposte em capas impermeáveis

De acordo com a pediatra do Sabará, colocar os travesseiros sob o sol não é o mais indicado, já que os raios atingem apenas a superfície, e os parasitas se instalam internamente. “As capas impermeáveis para travesseiros e colchões são a melhor forma de evitar ácaros”, diz Carolina Peev.

Sobre esse assunto, Brianna Nicolletti explica: “As capas impermeáveis vão diminuir a entrada de ácaros no tecido, pois eles penetram e vivem lá até morrer. Mas a proteína da casca do ácaro, que mais provoca alergias, permanece lá dentro, estimulando as alergias respiratórias, fazendo uma ‘coleção de ácaros'”, reforça a especialista em alergia e imunologia, que recomenda ainda a troca de travesseiros e colchões a cada 8 ou 10 anos.

4. Higienize cobertores guardados

Mantas, cobertores, blusas de lã… Essa é a hora desses itens gostosos saírem das gavetas. O problema é que eles também são queridos pelos ácaros e, por isso, é essencial lavar tudo antes de usar. O melhor é optar por sabão de coco com pouco perfume ou sabão e amaciante hipoalergênicos. Uma boa sugestão de Brianna é, depois, guardar as cobertas em sacos plásticos ou, ainda melhor, em sacos a vácuo até o próximo inverno.

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5. Elimine os pontos de mofo

Grande vilão das crises de asma, o mofo surge quando há muita umidade dentro da casa, o que é agravado pela falta de ventilação nos ambientes. O problema é que ele vai muito além do que os nossos olhos podem ver, já que as partículas ficam soltas pelo ar e são inaladas, podendo provocar “alergias, como rinossinusite, conjuntivite e asma, assim como doenças fúngicas de pele [micose], sinusites fúngicas e até doenças pulmonares fúngicas”, ressalta a alergista.

Caso você esteja enfrentando esse problema por aí, Brianna Nicolletti traz uma série de dicas do que é possível fazer para eliminar o mofo:

  • Verificar as calhas e telhas do telhado, observando se estão partidas ou acumulando água.
  • Utilizar tintas antimofo para cobrir as paredes com muita umidade.
  • Colocar desumidificadores em cômodos sem janelas ou com muita umidade, como cozinha, banheiro ou porão.
  • Ventilar diariamente a casa, abrindo as janelas durante, pelo menos, 30 minutos.
  • Ventilar os armários, pelo menos, uma vez por semana, evitando encher muito o espaço interior.
  • Deixar um espaço entre os móveis e a parede, para permitir a passagem de ar.
  • Limpar bem os locais escondidos por móveis, tapetes ou cortinas.
  • Utilizar as tampas das panelas enquanto cozinha.
  • Manter a porta do banheiro fechada durante o banho, para evitar que a umidade se espalhe.
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