É verdade que crianças fazem mais xixi no frio?

Sim, as temperaturas mais baixas podem de fato interferir na frequência com que urinamos! Confira dicas para evitar doenças e infecções nos pequenos.

É só o termômetro cair que já notamos algumas mudanças em nossos corpos, como a pele que fica naturalmente mais ressecada e a boca “rachada”, além de ficarmos mais propensos a contrair doenças respiratórias – por isso a importância de agasalhar os pequenos e manter a carteirinha de vacinação em dia, viu?

Há quem diga também que as temperaturas mais baixas influenciam até mesmo em nossos hábitos do dia a dia, e por isso nos queixamos de sentir mais fome e sono no frio (sair debaixo da coberta vira um sacrifício, sabemos bem!). Mas e o xixi das crianças, será que também é afetado pelo clima do inverno?

De acordo com o Dr. Marcelo Luiz Abramczyk, pediatra e médico da disciplina de Infectologia Pediátrica da UNIFESP, a resposta é sim – e a ciência explica o porquê. “Não só as crianças, mas todos nós urinamos mais no frio”, afirma ele.

“Isso ocorre porque geralmente ingerimos a mesma quantidade de água dos demais dias e o organismo também produz a mesma quantidade de água. Por outro lado, no inverno, como é mais frio, transpiramos menos e perdemos menos líquido através do suor e da respiração. Assim, o organismo tem que ‘jogar fora’ esse excesso de líquido para manter o equilíbrio do corpo”, explica.

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Segundo o médico, tanto bebês quanto as crianças mais crescidas costumam urinar entre seis a oito vezes ao dia e, especialmente nos períodos mais frios, os pais devem ficar atentos a esta frequência. “Crianças maiores, que já tem o controle da diurese, por vezes ficam entretidas nas brincadeiras e esquecem de urinar. Temos sempre que orientar para irem mais vezes ao banheiro, porque há o risco de desenvolverem infecções urinárias se o líquido não for liberado pela urina”, alerta.

Já nos pequenos, que ainda não têm o controle dos esfíncteres, a dica de Marcelo é que os adultos observem mais vezes se a fralda está molhada ao longo do dia, para que a pele do bebê se mantenha limpa e seca. “Nessa faixa etária, o risco é de desenvolverem alergias – o que chamamos de dermatite da fralda – pelo contato do material com a urina”, diz.

“É possível até que tenham infecções fúngicas, as famosas candidíases. Por isso, a importância de trocar a fralda sempre que estiver molhada”, recomenda o pediatra. Para que a família tenha um parâmetro de quando realizar a troca, o doutor acrescenta que a frequência de urinas costuma ser a cada três horas.

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