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Esta mãe carregou um filho sem vida no útero para o irmão gêmeo sobreviver

Um dos bebês da britânica Laura Pridding faleceu na 21° semana de gestação. A gravidez, entretanto, precisou seguir em frente até o parto

Por Isabelle Aradzenka
30 ago 2023, 15h49

Para muitas pessoas, a emoção de descobrir uma gravidez é imensa! Junto com a notícia, é normal que um mix de sentimentos apareça. Um deles, sem dúvidas, é a preocupação com o bem-estar do bebê. Quando a expectativa da família é pela chegada de gêmeos, a ansiedade pode ser ainda maior. Laura Pridding, de 30 anos, por exemplo, e seu parceiro Ali Davies (ambos de Wrexham, no Reino Unido) ouviram o que mais temiam em uma consulta de rotina na 15ª semana de gestação: algo estava errado na gravidez gemelar.

“O médico me passou alguns lenços de papel e disse: ‘Você já ouviu falar em transfusão entre gêmeos?’ e nós desabamos”, contou em entrevista ao portal ITV News. “Sabíamos imediatamente o que era”, explicou. Os dois meninos, Henry e George, foram diagnosticados com Síndrome de Transfusão Feto Fetal (STFF), quando há conexões anormais entre os vasos sanguíneos dos bebês na superfície da placenta, uma condição que afeta cerca de 10 a 15% das gestações de gêmeos que compartilham o órgão materno.

Isso faz com que o fluxo de sangue seja transferido de um gêmeo (o doador) para o outro (o receptor). Ou seja, um dos fetos recebe mais sangue e acaba desenvolvendo muito líquido no saco amniótico, enquanto o outro apresenta pouquíssimo material. A criança doadora pode ter os órgãos danificados, enquanto a receptora corre o risco de apresentar problemas cardíacos (devido ao fluxo de sangue aumentado). Ambos os filhos de Laura estavam em perigo.

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Na 16ª semana, a britânica foi encaminhada ao Hospital Feminino de Liverpool para passar por um tratamento. “O procedimento consistia em aplicar laser em todas as artérias que os meninos compartilhavam para que ambos tivessem seu próprio suprimento de sangue”, explicou para o Daily Mail. Tudo correu incrivelmente bem na cirurgia. A notícia que iria arrasar os pais, no entanto, veio cerca de um mês depois.

Em mais um exame de rotina, com 21 semanas, Laura foi informada de que Henry não estava mais vivo. “Ali e eu apenas nos abraçamos com força, incapazes de conter as lágrimas”, contou. Já George, o bebê que recebia mais sangue, ainda estava saudável no útero – e a mãe precisava seguir adiante. “Pensei: ‘Como vou andar pelas ruas sabendo que estou carregando dois bebês e perdi um? Foi horrível. Foi a pior parte para mim, entender que tinha que resistir pelo George, quando havia perdido o outro bebê”.

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O parto

Através de uma cesárea, George veio ao mundo com 27 semanas, em janeiro deste ano. Dois minutos depois, o irmão, Henry, foi retirado. “George nasceu gritando e era tão pequeno que cabia na palma da minha mão. Ouvir aquele grito dele me deu uma sensação de pura alegria. Choramos de alívio”, lembrou Laura.

Henry foi encaminhado para a cremação e família colocou um dos ursinhos de pelúcia que comprou para os bebês junto do pequeno. Enquanto isso, seu irmão precisou passar por uma cirurgia e permaneceu no hospital por dez semanas. Hoje, George está com sete meses, “saudável” e “próspero”, segundo a mãe. “Sinto-me muito grata, mas penso em Henry o tempo todo. Não importa o que aconteça, sempre serei mãe de meninos gêmeos”, disse Laura ao Daily Mail.

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