56% dos homens creem ser ótimos pais em estudo sobre paternidade no Brasil

A pesquisa contou com a participação de mais de mil pais e revelou dados interessantes (e conflituosos) sobre a visão dos responsáveis a respeito do assunto

Por Isabelle Aradzenka Atualizado em 2 ago 2022, 17h11 - Publicado em 2 ago 2022, 17h01

Ao entendermos que a decisão de assumir ou não as funções que cabem à ideia de paternidade (e maternidade) está presa à responsabilidade pela vida e criação de um novo sujeito no mundo, conhecer a forma como cada um dos pais e mães encaram a educação de seus filhos nos concede um breve vislumbre da sociedade que está à nossa espera nas próximas décadas. Pensando nisso e para entender de que forma os pais de hoje enxergam o papel que exercem na educação das crianças, uma pesquisa inédita, intitulada Retrato da Paternidade no Brasil, interrogou mais de mil homens de 25 e 55 anos a respeito da relação que tinham com seus filhos (entre 5 e 15 anos de idade).

Encomendada pela marca O Boticário, em parceria com a Consultoria de Pesquisa de Mercado e Consumer Insights, Grimpa, o estudo constatou dados interessantes – e mesmo conflituosos – sobre o tema. Enquanto 56% dos entrevistados acreditam ser um ótimo pai para os filhos, apenas 27% declararam que desejam que a criança seja feliz, mesmo se ela não seguir o caminho que eles próprios idealizaram a ela.

O curioso é que, enquanto os participantes admitiram ter dificuldade em apoiar os jovens a seguir decisões que contrariam as suas vontades, o afeto ainda se encontra bastante ligado à ideia de paternidade. 62% dos pais alegam que, sempre que possível, têm o hábito de beijar, abraçar e fazer carinho nos filhos, ao mesmo tempo em que 57% buscam dizer frases amorosas e encorajadoras.

No entanto, 25% destes pais brasileiros ainda têm dificuldade em estabelecer um diálogo sobre a educação dos filhos com outras pessoas – a maioria por não achar que há necessidade e uma menor parcela por não se sentir à vontade.

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estudo analisa paternidade no Brasil

O papel dos pais na desigualdade de gênero

Será que poderemos esperar uma futuro mais promissor quando o assunto é desigualdade de gênero? Bom, segundo a pesquisa, 69% dos pais alegam que já explicam aos filhos que diferenças sociais entre homens e mulheres existem e que são precisos cuidados para minimizá-las.

Além disso, os entrevistados afirmaram que deixaram de reproduzir falas bastante conhecidas (e machistas) após a paternidade. A expressão “seja homem” teve uma redução de 50%, de acordo com o estudo, enquanto “menino não chora”, uma queda de 36%.

Por fim, a corresponsabilidade também não ficou de fora dos questionamentos e 90% dos pais acreditam que os cuidados diários e a educação dos filhos devem ser igualmente divididos entre os responsáveis pela criança.

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