Escolas de São Paulo voltam a funcionar com 100% dos alunos em agosto

A principal exceção é as creches, que só poderão receber 60% dos bebês e crianças cadastradas, sem a possibilidade de revezamento.

Por Alice Arnoldi Atualizado em 21 jul 2021, 17h54 - Publicado em 21 jul 2021, 13h07

Com o calendário vacinal contra covid-19 avançando, incluindo a imunização de crianças a partir de 12 anos, o assunto na cidade de São Paulo retorna à volta as aulas. Na coletiva de imprensa realizada em 20 de julho, o secretário municipal da Educação, Fernando Padula, anunciou que as escolas poderão voltar a funcionar com 100% dos alunos presencialmente a partir do dia 2 de agosto. A única condição é que, dentro das salas, seja respeitada a norma de um metro de distância entre os estudantes.

As instituições que ficam fora desta designação são as creches, que poderão funcionar com até 60% do atendimento dos 346 mil bebês e crianças de zero a três anos cadastrados nas CEIs – e, como já havia sido informado, não é permitido o revezamento deste público como é indicado que aconteça nos ensinos fundamental e médio.

Já nas Escolas Municipais de Educação Infantil (EMEIs), 50% dos alunos poderão ser atendidos presencialmente. Para que ninguém fique de fora deste retorno, a alternativa estabelecida pela prefeitura foi a separação das 235 mil crianças cadastradas nas instituições em duas turmas, com revezamento semanal.

“Por conta do novo modelo de atendimento presencial, durante este período de pandemia, as EMEIs terão suas jornadas reduzidas em meia hora, para organização e limpeza, na entrada ou saída do turno. Cada escola terá autonomia para organizar e definir seus horários, seguindo todos os protocolos sanitários”, completa o documento.

  • Crianças podem não ir às escolas presencialmente? 

    Até o momento, continua valendo o decreto municipal de que não é obrigatório o envio do aluno à escola presencialmente, e também a recomendação de que estudantes com comorbidades não voltem pessoalmente para não se colocarem em risco – mas sigam com o ensino remoto disponível.

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    “Entretanto, as famílias, por sua vez, terão de assinar um termo de responsabilidade sobre o processo de aprendizagem das crianças que não puderem frequentar as aulas no formato presencial. Os responsáveis ficarão obrigados a acompanhar as atividades nas plataformas digitais e retirar o material impresso na escola, quando necessário”, reitera a prefeitura.

    Crianças que apresentarem sintomas da covid-19 durante o processo de retorno às aulas também não devem frequentar presencialmente as instituições, mas informar à escola sobre o caso para que se tenha o controle epidemiológico de outros estudantes que podem ter tido contato com elas e sido infectadas pela doença também.

  • Como contornar as perdas causadas pela pandemia 

    Ainda na coletiva de imprensa, Padula pontuou que um levantamento realizado pela prefeitura de São Paulo mostrou que cerca de 30% dos alunos da rede municipal não entregaram nenhuma ou boa parte das atividades previstas pelo ensino remoto em 2020. Além disso, há a preocupação com alunos que estejam em situações de violência, insegurança alimentar, trabalho infantil, doença crônica e defasagem de aprendizagem severa.

    Junto com o acompanhamento próximo de profissionais capacitados para identificar estes casos, está previsto um cronograma de recuperação das perdas estudantis causadas pela pandemia. Entre as atividades, destaca-se o retorno do programa “Mais Educação São Paulo”, utilização dos “cadernos trilhas de aprendizagens” – com lições que podem ser feitas sem os professores no período fora da escola – e grupos de alfabetização com até 12 estudantes. A prefeitura também está programando atividades de reforço da língua portuguesa e de matemática.

    “Os trabalhos de apoio pedagógico serão viabilizados por meio de aulas presenciais; atividades remotas (mediadas por tecnologias digitais e de modo virtual; síncronas (ao vivo, ministradas em tempo real e com possibilidade de interação); e assíncronas (por meio de aulas gravadas e materiais impressos) no período regular das aulas e no contraturno”, reforça o documento.

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