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Câncer de mama: entenda os sinais da doença durante a amamentação

Mastite que não cicatriza com medicação e nódulos nas mamas, mesmo que vazias de leite, precisam ser relatados para os médicos.

Por Alice Arnoldi
16 out 2020, 10h57 • Atualizado em 24 out 2022, 10h31
Amamentação no trabalho: Mitos e verdades segundo especialistas
Amamentação no trabalho: Mitos e verdades segundo especialistas (PhotoAlto/Anne-Sophie Bost/Getty Images)
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  • Outubro Rosa é o mês da conscientização sobre a prevenção do câncer de mama e, para que os casos deste que é o segundo tipo de tumor mais incidente no país possam retroceder, é importante que se fale de cenários não tão óbvios, como o das mães que o desenvolvem durante o período de aleitamento.

    Ainda que estudos comprovem que a amamentação reduz as chances da doença, ela não anula a sua possibilidade. “É preciso entender que quando falamos de risco ou de proteção, não estamos falando de blindagem. É claro que existe o que aumenta e diminui o risco, mas não significa que eles são isoladamente pontos de proteção”, explica Dra. Fabiana Makdissi, líder do Centro de Referência de Tumores de Mama do A.C. Camargo Câncer Center.

    A especialista também pontua que a falta de conhecimento sobre o câncer de mama gestacional, definido assim quando há a incidência da doença na gravidez ou até um ano após o parto, faz com que a mulher procure acompanhamento quando a doença já evoluiu significativamente.

    “Esse é o grande problema que se tem quando falamos de diagnóstico durante a gestação ou amamentando. As pacientes acabam chegando para o médico que trata câncer em uma fase muito avançada da doença, porque negligenciaram essa queixa. Ninguém pensou em câncer”, detalha Fabiana.

    Os sinais que precisam de atenção

    É importante não se desesperar com a possibilidade da doença, mas ter em mente que, diante de algumas sinais, é essencial procurar um médico para que ele possa analisar o quadro.

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    Os indícios são principalmente o que a especialista pontua como aquilo que não passa. O mastologista Anastásio Berrettini, membro da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), cita o caso de mastite que não cicatriza.

    “Caso o processo inflamatório, muito comum no início da amamentação, não se resolva com medicação, o médico deve estar atento para outras situações, inclusive o câncer. Ele deve fazer ultrassom, biópsia e até mamografia para descartar a possibilidade”, pontua o especialista.

    Além da percepção de mudanças de coloração e temperatura da mama que a inflamação pode trazer, Fabiana completa com o alerta sobre os nódulos que mães podem sentir.

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    No primeiro momento, a dúvida pode ser se ele não é apenas acúmulo de leite. Para solucioná-la, é necessário ficar atenta se ele some quando a mama é esvaziada. “Mas se há um nódulo, o bebê terminou de mamar, o seio está flácido, molinho e ele continua com aquele caroço, é sinal de alerta“, esclarece a médica.

    Junto com as mudanças externas da mama, a pediatra Patrícia Rezende, do Grupo Prontobaby, também sinaliza alterações do próprio leite materno que precisam ser relatadas para o médico que acompanha a lactante.

    “Na amamentação, principalmente no início, pode acontecer de a mulher ter saída de leite de coloração alaranjada ou rosada. Entretanto, é importante conversar com o médico caso isso perdure, porque qualquer saída de secreção de outra cor pelo mamilo deve ser investigada”, enfatiza.

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    Tenha em mente que esses sinais podem ou não aparecerem juntos, mas com o surgimento de apenas um, já entre em contato com o pediatra ou ginecologista que a acompanha após o nascimento do bebê. O diagnóstico precoce é essencial para a cura do câncer de mama.

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