Vacinas infantis em 2020: tudo o que você precisa saber

A dose contra a febre amarela agora é obrigatória para todas as crianças, novas campanhas de vacinação vem aí e baixa cobertura em adultos preocupa.

Depois de um 2019 marcado pela epidemia do sarampo, o Ministério da Saúde anuncia nova campanha de vacinação contra a doença e reforça a importância de outras doses para proteger as crianças em 2020.

A vacina da febre amarela, por exemplo, passa a ser obrigatória em todo o país para crianças entre 12 meses e 4 anos, com uma dose de reforço no quarto aniversário. Antes ela não era recomendada em cerca de mil municípios.

“O reforço é necessário porque a criança tem uma resposta um pouco pior à vacina. Já a extensão da oferta ocorre em virtude dos surtos de 2017 e 2018”, comenta Flávia Bravo, pediatra presidente da regional carioca da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

A vacina é segura, com um risco muito pequeno de reações, que costumam ocorrer na primeira dose.

Campanhas nacionais de vacinação em 2020

O Ministério da Saúde anunciou também mais uma campanha de imunização contra o sarampo. Entre 10 de fevereiro e 13 de março, pessoas dos 5 aos 19 anos deverão ser vacinadas. Felizmente, quase 100% das crianças pequenas, mais sujeitas às complicações graves da doença, estão vacinadas. Em outubro de 2019, eram menos de 60%.

“Vale destacar que a dose tomada aos seis meses não conta no esquema tradicional, de duas doses aos 12 e 15 meses”, aponta Flávia. “Outro ponto é que, enquanto a população no geral não estiver devidamente vacinada, não dá para impedir que novos surtos ocorram”, continua a médica. Depois de mais de vinte mil casos da doença entre 2018 e 2019, não dá para bobear.

A partir do dia 23 de março, acontece a campanha do influenza, o vírus da gripe. Gestantes, puérperas e crianças entre 6 meses e 5 anos e 11 meses devem tomar a dose, que é repetida anualmente por conta das variações entre os subtipos circulantes do influenza.

Se a carteirinha de vacinação da criança não está em dia, você pode aproveitar a Campanha Nacional para Atualização da Caderneta da Criança e do Adolescente. Ela ocorre entre 9 e 30 de setembro, com um dia D em 19 de setembro, quando há mais postos disponíveis em locais de grande circulação.

Baixa cobertura ainda preocupa

Crianças menores de 5 anos não vacinadas contra a poliomielite são o foco dessa campanha de atualização. O Ministério da Saúde considera que há o risco de reintrodução da doença no país por conta dos baixos níveis de cobertura vacinal.

Desde 2016, a cobertura está abaixo do recomendado, o que preocupa pois basta um viajante infectado para que o vírus, que causou milhares de casos de paralisia cerebral e mortes há poucas décadas no Brasil, volte a incomodar.

Ainda não há dados sobre a cobertura vacinal em 2019, mas, em 2018, o Brasil registrou o menor índice de vacinação de bebês desde 2002. Diversos fatores explicam a queda de popularidade. Entre eles, a falta de informação sobre o perigo das doenças, muitas delas já praticamente erradicadas, e dificuldades no acesso às doses.

Importância de vacinar os pais

Para proteger os filhos, não basta apenas cumprir o calendário de vacinação infantil, mas também o resto da casa. Começa ainda na gestação, com as doses aplicadas na mãe e, depois do parto, a criança segue recebendo os anticorpos maternos pela amamentação.

Fora isso, os outros membros da família devem atualizar sua caderneta, para evitar carregar algum micro-organismo perigoso para casa. Muitas vezes inofensivos nos adultos, em crianças pequenas eles podem levar a sintomas mais graves.

Sobre esse assunto, Flávia dá um exemplo ilustrativo: “Meu filho me ligou para avisar que teve contato com uma pessoa que estava com caxumba e estava preocupado porque minha neta tem poucos meses de vida. Mas, como ele é vacinado, não há risco de transmissão para ela, então ficamos tranquilos”, conta.

Se você não faz nem ideia de onde está a sua caderneta de vacinação, procure o posto de saúde mesmo assim. “Se não há registro das vacinas, elas devem ser repetidas, pois não há risco de sobrecarga do sistema imunológico”, esclarece Flávia. Na dúvida, melhor prevenir do que remediar, certo?

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