Grávida tem parada cardíaca e médica realiza cesárea em recepção de prédio

"Quando o bebê saiu, foi entubado, mas depois, quando estava bem e começou a chorar, eu não aguentei e desabei", comentou a obstetra. Entenda o caso.

Por Redação Bebê
18 Maio 2018, 12h20 • Atualizado em 18 Maio 2018, 12h25
Bebê de pele branca sendo retirado do útero por cesariana. Na foto, é possível ver apenas a cabeça do bebê e as mãos dos profissionais, além de alguns tecidos.
 (Luis-m-Leonardo/Thinkstock/Getty Images)
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  • Na última segunda-feira, 14, a médica Adriana Aparecida Dias dos Santos, de Sorocaba, interior de São Paulo, enfrentou o maior desafio na sua profissão. Minutos depois de atender Janaína Gonçalves, que estava na 38ª semana de gestação com o parto previsto para a próxima semana, ela foi chamada para socorrer a paciente, que sofreu uma convulsão seguida de parada cardiorrespiratória na recepção do prédio em que fica o consultório.

    Em entrevista ao G1, a obstetra contou que ficou 20 minutos fazendo massagem cardíaca em Janaína, enquanto aguardava a chegada do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Mas ela notou que o bebê não estava nada bem e resolveu fazer uma cesárea de emergência no local. “Peguei o estetoscópio para ouvir os batimentos e estavam a 80, quando o normal é de 120 a 140 por minuto. Nesse momento vi que a criança estava em sofrimento, era como se falasse: ‘me tira daqui, pelo amor de Deus’“, comentou.

    A especialista também disse que, em 20 anos de profissão, jamais passou por uma situação semelhante. Para realizar o procedimento, Adriana usou apenas luvas e um bisturi. A pequena nasceu pesando 2,800 quilos e enfrentou uma parada respiratória. “Quando o bebê saiu, foi entubado, mas depois, quando estava bem e começou a chorar, eu não aguentei e desabei… Foi muito emocionante. Ela [bebê] chegou no hospital mexendo as pernas e os braços, está bem”, afirmou.

    parada
    (Elisa Alves/Reprodução)

    A médica revelou que, durante a consulta, diagnosticou que a grávida estava com a pressão alta e, por isso, orientou que ela fosse direto para o hospital. “Ela teve uma gestação tranquila, não tem histórico de convulsão, nenhuma patologia que pudesse resultar nesse episódio. Confesso que fiquei preocupada com a pressão, mas não era grave”, acrescentou Adriana. Janaína estava acompanhada do marido, que presenciou toda a operação.

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    Infelizmente, na última quarta-feira, 17, foi confirmado o falecimento da paciente que, segundo atestado médico, teve um aneurisma – uma doença vascular que pode causar hemorragia interna e AVC (acidente vascular cerebral), sendo, muitas vezes, fatal. Já a menininha foi atendida pelo SAMU e encaminhada para o hospital – onde ainda permanece internada.

     

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