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Crosta láctea: entenda o que é, causas e tratamento

Também conhecida como dermatite seborreica, a condição pode aparecer nas primeiras semanas de vida, mas não costuma ser dolorosa e nem ligada à higiene.

Por Flávia Antunes
23 jun 2021, 17h02 • Atualizado em 3 fev 2025, 15h21
Bebê com descamação no couro cabeludo (crosta láctea)
 (Olesia Kondrateva/Getty Images)
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  • Ler livros sobre o desenvolvimento dos bebês, trocar experiência com outros pais, conversar com seu obstetra… São várias as formas de se preparar para a chegada do filho, mas a verdade é que mesmo com muito estudo, nada substitui a vivência e podemos acabar nos surpreendendo com fatos curiosos sobre os recém-nascidos.

    Você sabia, por exemplo, que eles nascem com ossos a mais? E que chegam ao mundo com hipermetropia? Outro caso que surpreende é quando o pequeno nasce com casquinhas (ou escamas) brancas ou amareladas no couro cabeludo, condição chamada de crosta láctea – e também conhecida como dermatite seborreica.

    Problema de saúde? Falta de higiene?

    Nada disso! A crosta que surge na cabecinha dos bebês – e às vezes em outras regiões do corpo, como sobrancelha, nariz e axila -, não costuma ser dolorosa, contagiosa e nem está ligada à ausência de limpeza. “Geralmente é uma situação benigna que pode aparecer muito cedo, nas primeiras semanas de vida, e durar alguns dias ou se estender por alguns meses”, explica a pediatra e endocrinologia pediátrica Georgette Beatriz de Paula.

    Segundo a médica, os “flocos” ou escamas tendem a desaparecer completamente por volta dos dois anos de idade, embora em alguma situações possam durar um tempo maior.

    Por que a crosta láctea acontece?

    Crosta láctea na cabeça do bebê

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    A principal hipótese indica que a crosta possa estar relacionada a uma disfunção na passagem de hormônios da mãe para o bebê durante a gravidez. Isso faz com que haja uma maior produção das glândulas da pele e até das células mortas, provocando o aumento do sebo.

    “Provavelmente a condição está ligada a alguma situação que causa oleosidade excessiva nas glândulas da pele ao redor dos folículos capilares da criança”, detalha Georgette. Por conta disso, não existe uma prevenção específica para o aparecimento da descamação. 

    Cuidados e como tratar

    Embora não seja uma situação preocupante – e não cause coceira-, é fundamental remover as descamações para evitar machucados, contaminações por bactérias e infecções no couro cabeludo do pequeno. “Normalmente as remoções podem ser feitas usando óleo mineral ou xampu indicado pela pediatra, podendo passá-lo com algodão nas regiões afetadas durante o banho“, indica a especialista.

    Mas lembre-se: nada de puxar ou tentar arrancar as casquinhas com as mãos, viu? As que estiverem soltas podem ser removidas delicadamente com escova macia, pois esfregar a área apenas irritará mais a pele e pode acabar machucando o seu filho.

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