7 doenças comuns entre as crianças durante o verão

É época de se divertir, mas também de tomar cuidado para evitar infecções e outros problemas. Saiba como garantir férias felizes e saudáveis!

Por Chloé Pinheiro 12 jan 2018, 16h56 | Atualizado em 2 jul 2026, 10h18
Menino brincando na areia da praia
 (Thinkstock/Getty Images)
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Calor, areia, sol, piscina, mar… Um prato cheio para dias inesquecíveis, mas também um ambiente desafiador para o sistema imunológico infantil. Saiba a seguir quais são as chateações que mais acometem os pequenos durante o verão e como se livrar logo delas!

1. Insolação

Ao ficar muitas horas debaixo de sol e calor intenso, a criança pode apresentar tontura, vômito, dor de cabeça e até febre. Para prevenir o quadro, maneire na exposição às altas temperaturas e raios solares – mesmo com protetor – e ofereça muita água para o seu filho. Sucos, bebidas isotônicas e até água de coco devem ser evitados pois contém açúcar, que desidratam ainda mais o organismo.

Se os sintomas aparecerem, eles costumam durar entre 24 e 48 horas. Acima disso, ou se os vômitos forem muito intensos, os pais devem procurar ajuda médica. O sol intenso por longos períodos ainda provoca queimaduras na pele.

2. Diarreia

Ela pode ser desencadeada por algum micro-organismo presente na piscina e no mar, geralmente um vírus, ou por uma intoxicação alimentar. O segundo cenário costuma ocorrer nesta época porque, com o calor, a comida estraga mais rápido – e muitas guloseimas vendidas prontas na praia ficam sem refrigeração ou são preparadas com poucas regras de higiene.

Quando a criança for atingida, mantenha-a hidratada com água, dê um antitérmico se houver febre e entre em contato com o pediatra, que dará as primeiras orientações. O cardápio durante o período deve ter poucas fibras, ou seja, nada de folhas cruas ou grãos.

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Lembrando que os alimentos contaminados e a água podem causar várias outras doenças, incluindo as hepatites.

3. Otite

Outro clássico da estação. A água transporta bactérias que infeccionam o ouvido externo e desencadeiam a otite. Os sintomas são significativos: dor, sensação de que o ouvido está abafado, saída de secreção amarelada ou esverdeada e ainda zumbido.

Como há uma infecção na história, procure um especialista para começar o tratamento, que envolve gotas de antibióticos e, em casos mais sérios, comprimidos também. Mas não confunda a doença com um simples ouvido entupido pela água, que incomoda bem menos e tende a melhorar sozinho.

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4. Micose

O solo, seja ele qual for, carrega diversos micro-organismos, entre eles fungos, que encontram nos pés e mãos umedecidos o lugar perfeito para se proliferar. Daí aparecem as micoses! Em uma das mais comuns, nascem lesões circulares vermelhas, com bordas elevadas, que ficam brancas com o tempo. Já outro tipo, conhecido como pano branco, formam-se várias manchas brancas pelo corpo.

Embora não seja uma micose, há também o famoso bicho geográfico, parasita transmitido pelas fezes dos animais. A larva penetra por possíveis rachaduras e faz um caminho pelo corpo. O trajeto provoca coceira intensa em quem carrega o bicho.

Em todos os casos, não passe qualquer pomada na criança. O ideal é procurar um médico para detectar qual tipo de micose é aquela e como tratá-la de forma adequada.

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5. Escarlatina

Doença causada pelo Streptococcus pyogenes, um tipo de bactéria. Tudo começa com uma infecção de garganta que parece simples, mas depois evolui para febre alta, náusea, mal-estar, dores musculares, cefaleia e sintomas na pele, que fica com manchas vermelhas e parece mais áspera. Além disso, os pequenos com este quadro ficam com a língua bem vermelha e com as papilas inchadas.

Transmitida entre pessoas pelas gotículas de saliva e pelo toque, ela é mais frequente durante o verão e em meninos em idade escolar. O tratamento é feito com antibióticos e a situação costuma melhorar em até 10 dias. Por isso, consulte o pediatra caso suspeite da enfermidade.

6. Impetigo

Dois germes que já vivem na pele aproveitam a umidade para se proliferar e estourar bolinhas avermelhadas pelo corpo, que podem progredir para bolhas com pus. Para prevenir, evite deixar seu filho com a roupa úmida por muito tempo. O quadro não é lá muito grave, mas pode incomodar e, se não combatido, agredir os rins e até provocar nefrite.

O tratamento envolve medicamentos de uso local ou remédios, caso as lesões sejam muito extensas.

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7. Infecção urinária

As meninas são mais acometidas por esse problema, que geralmente dá as caras por conta do biquíni molhado por muito tempo. Mas nem sempre a ardência para fazer xixi e a coceira são causadas pela instalação de bactérias no trato urinário. Os sintomas são provocados também por infecções mais externas, as vulvovaginites, que também merecem atenção.

Para evitar, assim que o baixinho sair da água, coloque uma roupa seca e volte a oferecer o biquíni quando ele voltar para a piscina ou mar. E leve os pequenos para fazer xixi de tempos em tempos, porque ficar segurando por muito tempo também aumenta o risco da doença surgir.

Fontes:

– Cylmara Gargalak Aziz, pediatra do Hospital Sírio Libanês.

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– Fausto Nakandakari, otorrinolaringologista membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cervico Facial (ABORL-CCF).

– Carlo Crivellaro, pediatra membro da Highway to Health International Healthcare Community.

 

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