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Catapora infantil: sintomas, tratamento e prevenção

Também conhecida como varicela, doença é altamente contagiosa e provoca coceira intensa

Por Redação Pais e Filhos
10 fev 2025, 12h00 •
Thinkstock/Getty Images
 (Thinkstock/Getty Images/Pinterest)
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  • A saúde do bebê é um tema delicado que pode deixar pais e mães de primeira viagem apreensivos. Mesmo pensando em doenças leves, é natural surgir preocupação com febres, espirros ou tosse. Essas situações fazem parte da maturação do sistema imunológico da criança, mas algumas condições exigem mais atenção, como é o caso da catapora.

    A catapora, também chamada de varicela, é uma doença infecciosa causada pelo vírus varicela-zoster. Altamente contagiosa, ela se transmite pelo líquido das erupções cutâneas, pela tosse, espirro, saliva ou até mesmo por objetos contaminados. A doença costuma ser mais comum no final do inverno e começo da primavera. Na maioria das vezes, a catapora não deixa sequelas, mas em casos graves pode comprometer órgãos como os pulmões e o sistema nervoso central, sendo essencial o acompanhamento médico.

    Como identificar a catapora

    Os sintomas mais comuns da catapora incluem:

    – Febre;

    – Mancha vermelha na pele;

    – Erupções na pele que coçam;

    – Mal-estar geral;

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    – Cansaço;

    – Dor de cabeça.

    As erupções aparecem como pequenas bolhas cheias de líquido e podem se espalhar por todo o corpo. A coceira é intensa e requer cuidados específicos para evitar infecções secundárias causadas pelo ato de coçar.

    Em que idade a catapora é mais comum?

    A catapora é mais comum na infância, especialmente até os cinco anos de idade, devido à exposição em creches e escolas. Crianças menores de dois anos, idosos e gestantes estão entre os grupos de risco para complicações. Todas as pessoas que não tiveram a doença ou a vacina correm risco de serem infectadas.

    Graças à vacinação, é possível contrair a doença de forma mais leve e com menos bolhas. A imunização reduz significativamente os casos graves, protegendo contra complicações e até óbitos em situações raras.

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    Como tratar a catapora

    O tratamento da catapora tem como objetivo aliviar os sintomas. Os cuidados incluem:

    – Uso de medicamentos recomendados pelo médico para diminuir a febre, aliviar a dor de cabeça e controlar a coceira;

    Higiene adequada, lavando o corpo apenas com água e sabão neutro;

    – Compressas de água fria para reduzir a coceira;

    Evitar coçar as vesículas e não remover as crostas.

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    Em casos graves, o médico pode prescrever antivirais. É fundamental seguir as orientações pediátricas e manter o bebê ou criança bem hidratado.

    Vacinação contra a catapora

    A vacina é a principal forma de prevenção contra a catapora. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) recomendam duas doses:

    1. Primeira dose aos 12 meses de idade;
    2. Segunda dose a partir dos 15 meses, com intervalo de pelo menos três meses da primeira dose.

    Além disso, evitar o contato com pessoas infectadas durante o período de vesículas ativas pode reduzir o risco de transmissão.

    Outras dúvidas frequentes

    • Se eu tive catapora na infância, posso pegar de novo?
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    Não. O contato com o vírus confere imunidade vitalícia. Portanto, adultos que já tiveram a doença não precisam se vacinar nem temem a reinfecção.

    • Posso continuar amamentando se pegar catapora?  

    Depende do caso. Se a mãe não tiver imunidade e contrair a doença até cinco dias antes ou dois dias após o parto, pode haver risco elevado de transmissão. Nesses casos, a amamentação pode ser suspensa temporariamente. Após três dias do parto, a contaminação tende a ser mais leve, e o aleitamento pode ser mantido, desde que as lesões estejam cobertas e as mãos lavadas antes de tocar no bebê.

    Consultoria: Claudio Len, pediatra e médico do Hospital Albert Einstein

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