Catapora infantil: sintomas, tratamento e prevenção
Também conhecida como varicela, doença é altamente contagiosa e provoca coceira intensa

A saúde do bebê é um tema delicado que pode deixar pais e mães de primeira viagem apreensivos. Mesmo pensando em doenças leves, é natural surgir preocupação com febres, espirros ou tosse. Essas situações fazem parte da maturação do sistema imunológico da criança, mas algumas condições exigem mais atenção, como é o caso da catapora.
A catapora, também chamada de varicela, é uma doença infecciosa causada pelo vírus varicela-zoster. Altamente contagiosa, ela se transmite pelo líquido das erupções cutâneas, pela tosse, espirro, saliva ou até mesmo por objetos contaminados. A doença costuma ser mais comum no final do inverno e começo da primavera. Na maioria das vezes, a catapora não deixa sequelas, mas em casos graves pode comprometer órgãos como os pulmões e o sistema nervoso central, sendo essencial o acompanhamento médico.
Como identificar a catapora
Os sintomas mais comuns da catapora incluem:
– Febre;
– Mancha vermelha na pele;
– Erupções na pele que coçam;
– Mal-estar geral;
– Cansaço;
– Dor de cabeça.
As erupções aparecem como pequenas bolhas cheias de líquido e podem se espalhar por todo o corpo. A coceira é intensa e requer cuidados específicos para evitar infecções secundárias causadas pelo ato de coçar.
Em que idade a catapora é mais comum?
A catapora é mais comum na infância, especialmente até os cinco anos de idade, devido à exposição em creches e escolas. Crianças menores de dois anos, idosos e gestantes estão entre os grupos de risco para complicações. Todas as pessoas que não tiveram a doença ou a vacina correm risco de serem infectadas.
Graças à vacinação, é possível contrair a doença de forma mais leve e com menos bolhas. A imunização reduz significativamente os casos graves, protegendo contra complicações e até óbitos em situações raras.
Como tratar a catapora
O tratamento da catapora tem como objetivo aliviar os sintomas. Os cuidados incluem:
– Uso de medicamentos recomendados pelo médico para diminuir a febre, aliviar a dor de cabeça e controlar a coceira;
– Higiene adequada, lavando o corpo apenas com água e sabão neutro;
– Compressas de água fria para reduzir a coceira;
– Evitar coçar as vesículas e não remover as crostas.
Em casos graves, o médico pode prescrever antivirais. É fundamental seguir as orientações pediátricas e manter o bebê ou criança bem hidratado.
Vacinação contra a catapora
A vacina é a principal forma de prevenção contra a catapora. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) recomendam duas doses:
- Primeira dose aos 12 meses de idade;
- Segunda dose a partir dos 15 meses, com intervalo de pelo menos três meses da primeira dose.
Além disso, evitar o contato com pessoas infectadas durante o período de vesículas ativas pode reduzir o risco de transmissão.
Outras dúvidas frequentes
- Se eu tive catapora na infância, posso pegar de novo?
Não. O contato com o vírus confere imunidade vitalícia. Portanto, adultos que já tiveram a doença não precisam se vacinar nem temem a reinfecção.
- Posso continuar amamentando se pegar catapora?
Depende do caso. Se a mãe não tiver imunidade e contrair a doença até cinco dias antes ou dois dias após o parto, pode haver risco elevado de transmissão. Nesses casos, a amamentação pode ser suspensa temporariamente. Após três dias do parto, a contaminação tende a ser mais leve, e o aleitamento pode ser mantido, desde que as lesões estejam cobertas e as mãos lavadas antes de tocar no bebê.
Consultoria: Claudio Len, pediatra e médico do Hospital Albert Einstein