Teste de fertilidade: como exame identifica problemas reprodutivos

Acompanhamento especializado e simultâneo é necessário para avaliar fertilidade do casal

Por Valentina Bressan 4 jul 2024, 17h00 | Atualizado em 4 jun 2026, 13h40
casal-sorrindo-gravidez-teste-freepik-jcomp
 (Jcomp/Freepik/Reprodução)
Continua após publicidade
Teste de fertilidade: como exame identifica problemas reprodutivos Priorizar nos meus resultados Google

Quando um casal deseja ter filhos, qualquer demora ou dificuldade para engravidar causa preocupações. O acompanhamento médico especializado serve para orientar famílias e, caso exista algum problema, diagnosticar e buscar soluções para as condições de saúde. Vários tipos de teste de fertilidade podem ser úteis nesse caminho.

Já há testes de fertilidade até nas farmácias – mas tenha cautela. Os exames rápidos não são eficazes isoladamente. É preciso uma avaliação ampla para identificar corretamente eventuais problemas de fertilidade.

Como fazer o teste de fertilidade?

A investigação dos fatores de fertilidade deve ser feita de maneira simultânea entre o casal – as dificuldades podem vir dos gametas de apenas umas das pessoas, ou serem decorrentes da combinação de ambos. O primeiro passo é procurar um médico para realizar exames físicos e clínicos.

Há diferentes tipos de teste conforme o sexo e com o tipo de dificuldade. A infertilidade é considerada uma doença do sistema reprodutor quando, após 12 meses de tentativas – com relações sexuais sem uso de contracepção – não houve gravidez. Mesmo nesses casos, existem soluções: há tratamentos para infertilidade e a reprodução assistida é uma alternativa.

Continua após a publicidade

Conheça os principais testes de fertilidade feminina

Além do exame físico e clínico, o médico deve solicitar um histórico dos ciclos menstruais e de gravidezes anteriores. A irregularidade menstrual pode estar relacionada a problemas que afetam a fertilidade. A clamídia, uma infecção sexualmente transmissível, é outro fator que pode prejudicar a fertilização – exames de sangue podem diagnosticar a IST.

Exames de sangue comuns também servem para dosar hormônios importantes, como o FSH (hormônio folículo-estimulante), que causa o amadurecimento dos óvulos, e o LH. Hormônios da tireoide também devem ser levados em conta.

O ultrassom transvaginal, exame de imagem comum nos consultórios ginecológicos, permite visualizar indicativos de endometriose e ver alterações no útero, nas tubas uterinas e nos ovários. Caso uma avaliação mais profunda das tubas uterinas seja necessária, a histerossalpingografia – uma espécie de radiografia – é recomendada.

Continua após a publicidade

Em casos específicos, uma biópsia do endométrio pode ser necessária. A videolaparoscopia serve para visualizar – e, por vezes, tratar – cistos e miomas, bem como endometriose.

Um exame que se tornou popular nos últimos anos é a reserva ovariana: é importante destacar que esse teste não é exatamente um marcador de fertilidade. Por meio de ultrassom dos ovários e da dosagem do hormônio anti-mulleriano (AMG), o exame permite saber a quantidade de óvulos restantes – ou seja, quanto menor o número, maior a possibilidade de menopausa precoce. O que não significa, no entanto, um caso de infertilidade.

Testes avaliam fertilidade masculina

O espermograma é o principal exame relacionado à fertilidade masculina. Os espermatozoides são avaliados para identificar a concentração, pH, volume, viscosidade, motilidade, vitalidade e morfologia dos gametas.

Continua após a publicidade

Exames de sangue para investigar os hormônios são solicitados tanto para mulheres quanto para homens. A testosterona, o FSH, e o LH são avaliados no teste. Exames de imagem, como ultrassom da bolsa testicular e transretal, identificam inflamações, atrofias, obstruções, dilatação anormal das veias do testículo – condição chamada de varicocele – e outros problemas.

Existem testes mais específicos de função espermática. São uma análise mais aprofundada dos espermatozoides, avaliando a presença de leucócitos, anticorpos e até o DNA dos espermatozoides. Os exames de urina são úteis para analisar se há problemas de ejaculação retrógrada – direcionamento errado dos espermatozoides.

Podem ainda ser solicitados testes genéticos e biópsias testiculares. Estes servem principalmente para casos em que há baixa concentração de esperma.

Continua após a publicidade

Como tratar problemas identificados em testes de fertilidade?

Por vezes, cirurgias podem funcionar para corrigir problemas físicos como obstrução nos testículos ou nas tubas uterinas. Se o problema foi a mobilidade do esperma ou problemas relacionados à entrada do gameta no óvulo, técnicas de reprodução assistida podem ajudar.

A desregulação hormonal pode ser tratada com medicações, bem como infecções que prejudicam a fecundação. Mudanças de hábitos, como largar o cigarro e evitar bebidas alcoólicas e manter uma rotina de exercícios e alimentação saudável são pontos fundamentais para ajudar nesse processo.

Publicidade

Essa é uma matéria fechada para assinantes.
Se você já é assinante clique aqui para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

oferta