Por que o Dia da Escola é comemorado em 15 de março?

A data nacional é usada para trazer atividades que lembrem às crianças os valores aprendidos na escola, como respeito, confiança e disciplina.

Por Alice Arnoldi Atualizado em 15 mar 2021, 15h22 - Publicado em 15 mar 2021, 12h21

Se antes já tínhamos o início da vida escolar como parte da lista de prioridades para as crianças, a pandemia causada pela covid-19 deixou ainda mais evidente a importância da presença de escolas e educadores no desenvolvimento dos pequenos. E para validar anualmente este processo que só é possível de acontecer por existir profissionais empenhados em fazer a educação acontecer no Brasil, o Congresso Nacional instituiu 15 de março como o Dia Nacional da Escola.

Cada instituição adota a celebração da data de uma maneira. A mais popular tende a ser um compilado de atividades educativas e lúdicas que trabalham em torno de entender como o aluno enxerga a escola e os valores que são aprendidos dentro dela, como respeito, empatia, confiança (tanto em si quanto no outro), disciplina e ética.

Ainda em um cenário não pandêmico, a comemoração do Dia da Escola costumava estender-se para a semana toda – já que, neste ano, a data acontece em uma segunda-feira. Com o convite para que pais e outros responsáveis acompanhassem presencialmente os filhos, eles teriam a oportunidade de ver de perto a rotina das crianças e até mesmo opinar sobre quais melhorias as instituições de ensino poderiam apostar. Torcemos para que seja assim nos próximos anos!

Por enquanto, a data pode ser um bom lembrete de que a escola, da forma como conhecíamos antes do coronavírus, não será mais a mesma e precisará ser revista. A educação no mundo está passando por mudanças em seus métodos, uma vez que a pandemia alterou a rotina dos alunos e professores.

Aulas online, formas diferentes de trabalhar os conteúdos e uma nova postura da escola e dos alunos precisaram surgir para que o ensino continuasse em todas as séries. Nasce neste momento em que vivemos também, uma necessidade de analisar a disparidade de aprendizado das crianças da rede pública e privada. Resumindo, são novos tempos para a escola, pais e alunos.

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  • Mas como surgiram as escolas?

    Assim como outras referências que temos como sociedade, a palavra “escola” derivou da expressão grega scholé, que significa “tempo do ócio ou de lazer”. Isso porque na antiguidade, os locais de ensino não eram destinados ao aprendizado como conhecemos hoje, com trabalhos manuais, alfabetização e até chegar à formação profissional.

    Na Grécia, o objetivo principal destes ambientes era formar futuros governantes para que eles pudessem ocupar os cargos mais altos que existiam na civilização. Para isso, em seu tempo livre, grandes mestres reuniam-se com seus discípulos para passar a eles ensinamentos a respeito de política, filosofia, artes e até mesmo aritmética, a matemática mais básica e necessária para realizar operações do dia a dia que envolvam números.

  • O início das escolas no Brasil

    Já em território brasileiro, a estrutura escolar nasceu com uma fragilidade que se estende até hoje: o preconceito com povos indígenas. Após a chegada dos portugueses na terra que, até então, eles pensavam ser as Índias, os colonizadores passaram a buscar meios para catequizar quem já vivia aqui.

    A principal missão portuguesa aconteceu em 1549, com o desembarque da Companhia de Jesus, comandada pelo Padre Manuel da Nóbrega. Batizados de jesuítas, eles buscavam ensinar a escrita, a leitura e a matemática vinda da Europa, além da doutrina religiosa, ignorando que os nativos tivessem suas próprias crenças.

    Entre as figuras emblemáticas deste período, destaque-se o Padre José de Anchieta. Ele aprendeu a língua dos índios, o que facilitou a tradução dos materiais usados para catequizá-los a fim de que o processo acontecesse de forma mais ágil.

    O comando da educação pela Igreja Católica permaneceu por mais de 200 anos e só foi parcialmente finalizado em 1759, quando os jesuítas foram expulsos do território brasileiro. A partir de então, começou-se a busca pela separação da educação com a religião e, principalmente, da fé individual com as diretrizes do Estado. Entretanto, Brasil só passou a ser considerado um país de Estado Laico, isto é, que a Igreja não interfere nas decisões governamentais, em janeiro de 1890.

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