4 estados brasileiros já têm autorização para retorno às aulas presenciais

Já 16 estados seguem sem previsão de volta e apenas seis mais o Distrito Federal já possuem propostas de data de retorno, como é o caso de São Paulo.

Por Alice Arnoldi 2 set 2020, 14h13

Com os casos de coronavírus ainda crescentes no país e as recentes descobertas sobre o comportamento da doença nas crianças, o retorno às aulas tem sido um assunto delicado e com atualizações constantes. Na terça-feira (1), a Federação Nacional das Escolas Particulares (FENEP) realizou o levantamento de como tem sido o planejamento de reabertura das escolas ao redor do país e quatros estados brasileiros já receberam autorização para o retorno presencial.

  • Amazonas: desde o dia 6 de julho, creches, escolas e faculdades privadas podem funcionar normalmente;
  • Ceará: a partir de um decreto estadual, escolas do ensino infantil foram liberadas para reabrirem a partir do dia 1 de setembro;
  • Maranhão: a retomada presencial foi iniciada no dia 3 de agosto com alunos do ensino médio. Só que os casos da doença fizeram com que a capital São Luís suspendesse as aulas presenciais e o município Balsas repensassem com os pais como será a volta mesmo com a liberação já em mãos;
  • Pará: o retorno das aulas foi liberado a partir do dia 1 de setembro, mas na rede pública a volta está prevista apenas para outubro.

Ainda no mapa divulgado pela instituição, 16 estados estão sem previsão de retorno das aulas, enquanto seis outros mais o Distrito Federal estão com abertura parcial ou já possuem uma proposta de data de retorno, como é o caso de São Paulo.

FENEP/Reprodução
  • O retorno das aulas em São Paulo

    Até o fechamento desta matéria, a volta das aulas presenciais em escolas públicas e privadas está prevista para o dia 7 de outubro, mas pode mudar conforme análise das condições dos casos de coronavírus no estado.

    Já a partir do dia 8 de setembro, as instituições poderão oferecer reforço para crianças que foram ainda mais atingidas pela pandemia por terem dificuldade de acesso à educação. Entretanto, para isto acontecer é preciso que as cidades das escolas estejam há, pelo menos, 28 dias consecutivos na fase amarela do Plano São Paulo. E sigam as recomendações de no máximo 35% de alunos na educação infantil, com a possibilidade de rotatividade entre eles.

    Em uma coletiva na quarta-feira (2), o secretário da educação de São Paulo, Rossieli Soares, explicou que para as escolas estaduais este valor foi alterado e é ainda menor: o limite máximo permitido de estudantes será de 20%. Mas poderá chegar a 35% em instituições municipais e particulares, pois a organização varia entre as escolas.

  • Quem pode voltar?

    A prioridade das atividades serão para aqueles que não tiveram acesso a computadores ou internet para dar continuidade às aulas online, apresentaram dificuldades significativas no aprendizado e também desencadearem distúrbios emocionais neste período de isolamento social.

    Esta atenção à saúde mental dos alunos também resultou na criação do programa “Psicólogos da Educação”, atendimentos virtuais para prestar orientação e suporte emocional aos estudantes, professores e outros especialistas escolares dentro do período que o profissional ficará disponível às instituições.

    Além das medidas de higiene e uso de máscara, Rossieli reforçou que o controle do coronavírus nas escolas começa com o monitoramento já na entrada e, caso o professor ou o aluno acuse positivo para a doença, deve ser afastado e uma análise de quem conviveu com o paciente deve ser feita.

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