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OMS muda diretrizes e libera leite de vaca para bebês de 6 a 11 meses

A novidade do documento publicado recentemente pela Organização Mundial da Saúde difere do que as sociedades médicas indicam. Entenda!

Por Carla Leonardi
Atualizado em 13 dez 2023, 11h17 - Publicado em 13 dez 2023, 11h15

Nos primeiros seis meses de vida, sabe-se que o leite materno é o único alimento que deve ser oferecido ao bebê. Essa orientação continua igual, mas uma nova diretriz publicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) libera o leite de vaca para crianças entre seis e onze meses que não são amamentadas.

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Anteriormente, a indicação era oferecer apenas fórmulas nessa faixa etária. Agora, como consta no Guia para alimentação complementar de bebês e crianças de 6 a 23 meses de idade, os pequenos podem ingerir leite animal pasteurizado, leite reconstituído evaporado, leite fermentado e iogurte natural.

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A novidade difere do que é indicado por entidades médicas, como a Sociedade Brasileira de Pediatria, que reforça o uso de fórmula caso o bebê não mame no peito ou precise complementar o aleitamento materno, já que estudos indicam que o leite animal antes do primeiro ano pode trazer prejuízos à saúde da criança.

No Guia Prático de Alimentação para crianças de zero a cinco anos (2022), por exemplo, há o alerta de que o leite de vaca não pode ser ingerido antes do primeiro ano de vida. Entre os fatores negativos do alimento, estão o alto teor de proteína, de difícil digestão, o baixo nível de gorduras de boa qualidade, além do alto teor de gordura saturada.

Na foto, há duas crianças brancas e loiras. Um menino, à esquerda, com menos de 1 ano, de camiseta azul. Uma menina, à direita, com por volta de 4 anos, de camiseta pink. Eles estão à mesa e a menina dá uma colherada de iogurte para ele.
(FamVeld/Getty Images)

Orientações da OMS que permanecem iguais

Outras recomendações publicadas no novo documento seguem como antes. A orientação de seguir com o aleitamento por dois anos ou até mais, a introdução alimentar a partir dos seis meses de vida, a necessidade de oferecer uma dieta diversa (com restrição de alimentos não saudáveis e com açúcar), além de limitar a oferta de sucos de fruta, por exemplo, continuam valendo.

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