OMS confirma morte de crianças por coronavírus

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde ainda pediu para que testes sejam feitos em todos os casos suspeitos.

Por Alice Arnoldi Atualizado em 16 mar 2020, 17h11 - Publicado em 16 mar 2020, 16h17

Em uma entrevista coletiva, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesu, revelou que crianças também já morreram em decorrência do crescimento desenfreado do coronavírus. Antes do pronunciamento de segunda-feira (16), os menores não tinham sido apontados como vítimas fatais da doença.

“Esta é uma doença séria. Embora a evidência que temos sugira que aqueles com mais de 60 anos correm maior risco, jovens, incluindo crianças, morreram“, explicou o diretor-geral.

  • Junto com a declaração enfática que mostra, mais uma vez, que é preciso estar atento ao coronavírus, Tedros fez um pedido importante para as instâncias médicas.

    “Temos uma mensagem simples para todos os países: testem, testem, testem. Testem todo caso suspeito de Covid-19. Se o teste der positivo, isole [a pessoa] e descubra quem esteve em contato com ela em até dois dias antes dos primeiros sintomas e os testem também”.

    Até o fechamento desta matéria, a OMS não divulgou nenhum dado específico sobre quais circunstâncias se encontravam as crianças que faleceram em decorrência do coronavírus e quantas são.

  • De acordo com Renato Kfouri, infectologista e presidente do Departamento Científico de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria, a percepção do quanto a doença afeta os pequenos não se altera, assim como a possibilidade deles transmitirem o vírus.

    “Não muda nada no nosso entendimento de que crianças ficam pouco doentes pelo Sars-CoV-2. A proporção segue baixa e até desprezível perto do número de casos. Apesar disso, elas podem ser vetores de transmissão nas epidemias domiciliares, que acometem famílias, principalmente se apresentarem sintomas leves, como tosse, coriza. Por isso, a recomendação é que as resfriadas não entrem em contato com o grupo de risco, como os idosos”, detalha o especialista.

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