Os tratamentos indicados para estrias no pós-parto

A boa notícia é que alguns procedimentos estéticos podem ser feitos durante a amamentação e não oferecem riscos para o bebê. Saiba mais.

Por Luísa Massa Atualizado em 14 mar 2019, 15h09 - Publicado em 7 ago 2017, 20h45

O resultado do teste de gravidez da farmácia aponta para o positivo e logo as futuras mamães começam a perceber as mudanças no corpo. Ganho de peso, aumento dos seios, quadril mais largo e até mesmo o aparecimento de estrias são algumas das modificações que acontecem ao longo dos nove meses.

“As estrias se manifestam na gestação porque há o esticamento de algumas áreas como, por exemplo, da barriga para abrigar a criança e das mamas para a amamentação. Mas não necessariamente elas estão relacionadas com o peso. Isso varia de acordo com as características genéticas de cada um”, afirma Paula Sanchez, dermatologista de São Paulo.

As temidas marcas também podem aparecer em outros lugares: nos culotes, na região dos glúteos e na raiz das coxas. Fatores hormonais estão relacionados com o seu surgimento e, embora os quilinhos a mais na balança não sejam determinantes, eles podem, sim, agravar a questão.

  • Medidas de prevenção

    A hidratação é a melhor maneira de evitar as estrias e ela deve ser feita de dentro para fora – com o consumo de líquidos – e também de fora para dentro – com cosméticos. “As grávidas não devem usar somente óleos porque eles seguram a hidratação da pele, mas não penetram nela. O ideal é investir em cremes com ativos que melhoram a elasticidade”, explica Paula.

    Também é importante lembrar que existem dois estágios dessas marcas. No início, elas ficam avermelhadas e discretamente elevadas, mas tornam-se brancas com o passar do tempo. Por isso a eficácia do tratamento está relacionada com o período em que ele é feito: o resultado tende a ser mais satisfatório no começo.

    “O cuidado básico é a prevenção: evitar o ganho de peso, ficar de olho na alimentação (e ingerir proteínas de origem animal e vegetais ricos em vitamina C e E) e ter atenção ao fazer exercícios físicos para, por exemplo, garantir um bom suporte aos seios”, afirma Marisa Gonzaga da Cunha, professora do curso de pós-graduação da Faculdade de Medicina do ABC e do Hospital Israelita Albert Einstein, da capital paulista.

    Como tratar

    Abrigar e nutrir um bebê por nove meses não é uma tarefa fácil. E assim como os quilinhos extras e a flacidez, as estrias são transformações do pós-parto que provam que as mães são guerreiras e incríveis. Mas é claro que, se elas não se sentirem à vontade com essas modificações, devem procurar alternativas para amenizá-las.

    “Oriento que os procedimentos sejam realizados o mais rápido possível para aproveitar enquanto as estrias estão vermelhas. O ideal é fazer a partir de 12 dias após o parto. Durante as consultas, prescrevemos cremes que vão preparando a pele”, informa a médica do Hospital Albert Einstein.

    A boa notícia é que alguns tratamentos estéticos podem ser feitos durante a amamentação e não oferecem riscos para o bebê. Selecionamos os procedimentos que são indicados para as mamães após o nascimento dos pequenos, mas vale lembrar que o acompanhamento do dermatologista é fundamental.

  • Laser fracionado não ablativo

    O que é: uma ponteira de laser que aquece a derme, provocando o estímulo do colágeno para melhorar a estria.

    Nível de dor: um creme anestésico para diminuir o desconforto é aplicado antes do tratamento. “Dói um pouco, mas os pacientes toleram bem”, explica a médica Paula Sanchez.

    Quem pode fazer: é indicado para peles brancas e negras. O procedimento pode ser realizado logo após o parto e não há contraindicação para quem está amamentando.

    Indicação: esse tipo de laser pode ser utilizado nas estrias vermelhas, que geralmente somem completamente, e nas brancas, oferecendo um resultado satisfatório, porém mais discreto.

    Número de sessões: isso também depende do tipo da estria – se ela é vermelha ou branca, fina ou grossa -, mas em geral os médicos recomendam de 5 a 6.

    Média de valor: depende da tecnologia que é usada, mas a sessão pode custar de R$ 700 a R$ 1000.

    Contraindicação: a pessoa não pode estar bronzeada.

    Luz pulsada

    O que é: é um procedimento que conta com um aparelho que estimula o colágeno na região das estrias. Ele tem que ser feito com cuidado porque pode inflamar e até dar queimaduras.

    Nível de dor: baixo.

    Quem pode fazer: é indicado para peles claras, mas que não estejam bronzeadas.

    Indicação: o resultado é melhor nas estrias vermelhas e o tratamento pode ser feito em todas as regiões.

    Número de sessões: em média 5.

    Média de valor: em torno de R$ 400 a R$ 700 a sessão por área.

    Microagulhamento

    O que é: um roler com centenas de agulhas finas que é passado na região que tem estrias, penetrando na pele e estimulando o colágeno.

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    Nível de dor: alto. É feita anestesia local para não machucar a pele.

    Quem pode fazer: indicado para peles brancas e negras. As lactantes também estão liberadas.

    Indicação: para estrias brancas e vermelhas.

    Número de sessões: de 2 a 5.

    Média de valor: de R$ 600 a R$ 1000 a sessão.

    Contraindicação: não é recomendado para grávidas.

    Radiofrequência fracionada

    O que é: um aparelho de alta frequência com agulhas que fazem furinhos na pele, levando a cicatrização e estimulando o colágeno.

    Nível de dor: alta. Geralmente é usada uma pomada anestésica no local.

    Quem pode fazer: qualquer um, inclusive mulheres que estão amamentando.

    Indicação: para tratar estrias brancas.

    Número de sessões: de 3 a 5.

    Média de valor: de R$ 500 a R$ 800 a sessão.

    Contraindicação: não pode tomar sol durante o tratamento.

    Cremes

    Assim como os procedimentos estéticos, eles são aliados importantes para tratar as estrias. Na gravidez, as mulheres devem optar por cosméticos hipoalergênicos e sem fragância. “Eles não podem ter ureia e devem conter absorção controlada, para não afetar a circulação”, informa Marisa Gonzaga da Cunha.

    A médica explica que a mesma recomendação deve ser seguida após o parto, quando a mãe está amamentando: “O ideal é manter essas características para não afetar o bebê. A formulação muda porque durante a gravidez os cremes são indicados para dar elasticidade e hidratação. No pós-parto a ideia é também hidratar, mas restaurar a pele rapidamente”.

  • A especialista ainda ressalta que o componente mais importante para estimular o colágeno são os retinóides e reforça a importância de seguir a orientação do dermatologista: “Não faça tratamentos em clínicas de estética porque não é qualquer produto que pode ser aplicado”.

  • Confira alguns cremes disponíveis no mercado para o pós-parto, mas lembre-se de conversar com o médico antes de usá-los:

    Libbs/Velastisa/Divulgação

     

    1. Creme Umiditá Mamãe Pós-Parto, Libbs, R$ 83*

    2. Creme Velastisa Anti Estrias Reafirmante Pós Parto, Isdin à venda em Ultrafarma, R$ 88,30

    Bepantol/Mustela/Divulgação

    1. Creme para gestante, Bepantol Baby à venda em Drogaria Onofre, R$ 89,90

    2. Creme Maternité bálsamo hidratante e calmante, Mustela à venda em Bebê Store, R$ 94,91

    *Preços pesquisados em agosto de 2017.

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