17 conselhos para criar um filho sozinha com sucesso

Educadores, pediatras, psicólogas e outras mães solteiras falam sobre atitudes que podem ajudar na hora de educar uma criança sozinha.

 

1. Quanto mais tranquila você estiver com a situação, mais segurança passará para o seu filho. Também ficará mais claro como tratar as situações conflitantes. Logo, a primeira atitude a tomar é ficar bem, mesmo que precise procurar auxílio psicológico. Sentimentos como tristeza, solidão e abandono podem até parecer justificados. Mas interferem negativamente na criação de uma criança e precisam ser resolvidos.
 
2. Você decidiu ter um filho sozinha, mas não precisa ficar solitária. Nos primeiros dias com o bebê em casa, por exemplo, peça ajuda. Pode ser uma boa ter alguém mais íntimo por ali para dividir as tarefas do bebê, dar banho, acordar a noite, quando ele chora, e deixar um tempo para você descansar.
 
3. Mais do que nunca, é necessário ter bons funcionários quando possível. Uma babá de confiança para você voltar ao trabalho, uma empregada que saiba manter a rotina de casa, alguém que possa ficar com o seu filho, quando você tiver uma reunião até tarde. A sensação de contar com a ajuda a deixará mais tranquila.
 
4. Ninguém tem condições de criar uma criança sozinho, de saciar todas as necessidades de um filho. E isso não a desqualifica como mãe. Deixe seu bebê criar vínculos afetivos com outras pessoas. Isso será importante para ele descobrir outros tipos de amor, outros modos de se relacionar. Isso enriquecerá muito o seu desenvolvimento.
 
5. Um dos vínculos afetivos mais importantes que seu filho deve ter é com os homens da sua vida: avós, tios, primos, amigos. Incentive esses relacionamentos, pois é baseado neles que a criança começará a formar suas referências masculinas e construir sua personalidade, observando vários pontos de vista.
 
6. Invista no relacionamento com os seus próprios pais se for viável. Como parentes mais próximos, os avós irão ajudar muito na criação dessa criança. Dependendo de como é sua convivência com eles, a ajuda pode ser tanto estrutural – como buscar o bebê no berçário em casos de emergência – quanto emocional, dando colo quando você e o pequeno precisarem.
 
7. Não se sinta afrontada quando a criança perguntar sobre o pai. Saber e entender a própria história é um direito dela. Omissão e mentira constroem fantasmas que podem prejudicar no desenvolvimento da personalidade do seu filho. Fale a verdade em uma linguagem apropriada e respeite o tempo que ele precisa para assimilar a realidade.
 
8. No caso de uma separação, se o pai quer se relacionar com o filho, não bloqueie esse contato. A lei e os especialistas indicam que apenas em casos extremos, como violência, pedofilia ou similares, é que existe uma contraindicação. Do contrário, mesmo que você não concorde com as atitudes do seu ex-companheiro, o convívio dele com a criança é válido, até para que, no futuro, ela tenha suas próprias opiniões sobre o pai.
 
9. As equipes do berçário e da escola devem saber a verdade sobre a situação da família e se transformar em parceiros. É nesses locais que a criança iniciará sua vida social e, provavelmente, onde começará a fazer comparações e questionar a ausência do pai. Combine com eles sobre como agir em determinadas ocasiões. Um bom professor, por exemplo, sabe que hoje em dia montar uma árvore genealógica pode exigir criatividade e flexibilidade, dependendo do modelo familiar.
 
10. Vai ter festinha do Dia dos Pais no berçário ou na escola? Quando a criança começar a entender do que se trata, deixe-a livre para escolher se quer participar e quem gostaria de chamar. Algumas elegem o avô, por exemplo, como “pai alternativo” e confeccionam os presentes para ele.
 
11. Crie uma rede de apoio. É o motorista de táxi conhecido que pode ajudá-la em uma emergência. Ou os tios que apresentam o campo de futebol. Ou o pai do amigo que o leva junto para a aula de judô. Boas amigas também são indispensáveis para ajudar na escolha da escola, conversar sobre doenças e comportamento… Com criatividade e ajuda de outras pessoas, a maioria das situações pode ser resolvida. Invista nas amizades.
 
12. Entre os amigos e os parentes da sua rede de apoio, os mais íntimos podem ser essenciais em momentos críticos, como em casos de emergência médica.
 
13. Invista em profissionais da saúde que facilitem a sua vida, como um pediatra que seja disponível, inclusive, de madrugada. Como está sozinha, é com ele que você trocará ideias sobre a febre do bebê ou sobre o choro incessante.
 
14. Ser mãe solteira implica também em ter uma vida estável e ser independente financeiramente. Não vale decidir ter um filho sozinha pensando em morar com os pais ou em deixá-lo por ali na hora das baladas. Isso raramente dá certo e, depois de um tempo, as cobranças familiares começam a causar discussão e desentendimentos sérios na família. Todo mundo pode ajudá-la, mas a responsabilidade é sua.
 
15. Faça uma boa administração da sua vida financeira. Pode ser pesado custear um filho dependendo da situação. Em casos de separação, ainda há uma pensão, mas, na produção independente ou quando o companheiro não assume o filho, tudo fica a cargo da mulher. Organize seus ganhos e gastos. Procure poupar e guardar uma quantia para emergência e tenha canais de empréstimos caso precise. Também se prepare para explicar a situação para a criança. Ela terá que entender que uma família com apenas uma pessoa para garantir o sustento poderá ter menor poder aquisitivo do que outras – o que, é bom salientar, não significa menos felicidade.
 
16. Cuide de sua segurança. Dependendo da cidade, morar em um apartamento, vila ou condomínio fechado pode ser mais interessante do que viver em uma casa com porta diretamente para a rua. Prevenir é sempre bom.
 
17. Você tem sua vida, sua independência e sabe se virar, mas o cotidiano com uma criança pode ter suas surpresas. Morar perto de algum parente que possa lhe apoiar em casos de emergência pode ser interessante. Muitas mães solteiras optam por morar perto dos pais. 

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