Glossário da gravidez: o que é nidação?

O termo é usado para definir o processo de implantação do embrião no útero feminino e, em algumas mulheres, pode ser marcado por sangramento.

Por Alice Arnoldi 20 abr 2021, 18h25

Independente de ser uma gestação planejada ou que acabou acontecendo, ir ao ginecologista ou diretamente ao obstetra para acompanhá-la faz com que muitas mulheres deparem-se com termos comuns entre os médicos – e entre gestantes -, mas pouco habituais para o restante da população, como é o caso da nidação.

Como explica o ginecologista e obstetra Renato de Oliveira, da clínica Criogênesis, o termo é usado para definir o processo em que o embrião é implantado no útero da mulher, dando início a uma possível gravidez. “Ele é dividido em três fases, denominadas aposição (união), aderência e implantação. Em média, a nidação ocorre entre 5 e 12 dias após a fecundação”, esclarece o médico.

Caso a gestação desenvolva-se normalmente, a mulher passa a sentir outros sintomas decorrentes da gravidez, tantos os mais comuns como crescimento das mamas, sonolência e náuseas quanto os menos falados sobre o processo como dor no baixo ventre e também alterações no sistema intestinal como a constipação.

  • A nidação pode ser marcada por sangramento

    Só que antes dos sinais comuns à gestação, é importante saber que pode ocorrer um sangramento normal durante o processo da nidação. Renato pontua que isso acontece porque uma parte do embrião invade a camada muscular uterina para que ele possa fixar-se dentro do organismo, por meio de artérias espiraladas que existem no órgão do sistema reprodutor feminino.

    “Entretanto, algumas destas conexões vasculares podem romper, causando a liberação de sangue de início de gravidez. Este sangramento denomina-se sinal de Hartmann e ocorre em uma parte das mulheres”, pontua o obstetra. 

  • Como diferenciá-lo de uma perda gestacional

    Já para entender se esse sangramento é realmente parte da nidação ou um dos indícios de uma perda gestacional, o especialista enfatiza que apenas uma avaliação médica é capaz de estabelecer o diagnóstico. Entretanto, a quantidade de sangue pode ser o fator mais decisivo neste caso. Caso a eliminação seja volumosa e não contida, é possível que seja reflexo da perda do bebê.

    Assim, pela similaridade das circunstâncias, é sempre necessário contatar o obstetra em casos de sangramentos durante a gravidez. Ele é quem poderá solucionar suas dúvidas e verificar se a eliminação do fluído corporal faz parte ou não do processo.

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