Mãe ilustra momentos da gravidez (e da maternidade) com bom humor

No dia a dia, a vida das gestantes e das mamães não se parece em nada com aquela cena perfeita das novelas ou dos filmes. Ela é bem diferente, mas não menos prazerosa. Divirta-se com as ilustrações e confira com quais delas você mais se identifica!

Por Nathália Florencio Atualizado em 26 out 2016, 18h12 - Publicado em 11 nov 2015, 13h45

Não há dúvidas de que a gravidez é um momento superespecial. A mulher sonha com o filho que está a caminho, emociona-se quando escuta o coraçãozinho dele batendo pela primeira vez, tem a deliciosa missão de montar o enxoval, preparar o chá de bebê… Em contrapartida, este é um período de enjoos, de mudanças de humor provocadas pelas alterações hormonais, de inchaço e, quando chega o terceiro trimestre, de inúmeros incômodos. É essa parte difícil do dia a dia da gestante que a ilustradora Line Severinsen registra – sempre com bom humor – na série Kos og Kaos (Afagos e Caos, em português).

Mãe de um casal – Maia, de 3 anos e 5 meses, e Mikael, que está prestes a completar 6 meses -, a norueguesa revela em seu site que começou a desenhar quando ficou doente no início da primeira gestação. Para ela, a atividade era como uma terapia e a fazia se sentir melhor. E o que era para ser apenas uma forma de aliviar a tensão acabou ganhando popularidade. Hoje, ela reúne as ilustrações não apenas em seu blog, mas também nas redes sociais.

Confira abaixo uma parte da obra da ilustradora e conte com qual (ou quais) situação você se identifica! wink

1. Quando bate aquela vontade incontrolável de comer chocolate

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Por volta da 27a semana de gestação, os famosos desejos costumam aparecer.Não há uma explicação científica para isso, mas os médicos suspeitam que seja a carência de algum nutriente – ou simplesmente de receber um carinho. De qualquer forma, quanto mais perto chega a hora do parto, maior é a ansiedade da futura mãe, que tem expectativas em relação à saúde do bebê, à forma como irá lidar com a maternidade… Soma-se a isso as mudanças fisiológicas e hormonais que a gestante enfrenta. Daí, é absolutamente normal ter o impulso de comer doces. O prazer proporcionado pelo açúcar parece aliviar essa apreensão, mas não se engane! É importante seguir uma dieta equilibrada ao longo dos nove meses, para evitar problemas como o diabete gestacional e a hipertensão.

2. Ou de tomar algum drinque em uma comemoração

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Pode ser o seu aniversário, Natal ou Ano Novo e a restrição é sempre a mesma: não ingerir absolutamente nada de álcool durante toda a gestação. Em estudo publicado nesta edição de novembro do jornal científico Pediatrics, a Academia Americana de Pediatria (AAP) concluiu que não há dose segura do consumo de bebidas ao longo dos nove meses. A ingestão de álcool – em qualquer fase da gravidez – pode levar à Síndrome Alcoólica Fetal (SAF), que pode provocar diversos problemas estruturais e funcionais no bebê, como retardo mental, malformações faciais, neurológicas, cardíacas e renais. 

3. Aquele momento em que você assiste a vídeos de partos e cai no choro

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As variações hormonais durante a gravidez provocam profundas alterações na mulher, tanto físicas quanto emocionais. Por isso, elas ficam mesmo com a sensibilidade mais aguçada, oscilam de humor e acabam se irritando com maior facilidade. E não é para menos! São tantos dilemas que surgem na cabeça da gestante que é difícil evitar as lágrimas – especialmente quando o nascimento do bebê se aproxima. O medo do parto e a insegurança de não ser uma boa mãe tomam conta e deixam qualquer uma à flor da pele. Mas é possível manter a tranquilidade, focando em você e no seu filho sempre com pensamentos positivos. Tudo vai dar certo!

4. Quando você se cansa de todo mundo passando a mão na sua barriga

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Não tem jeito! Basta a sua barriga começar a despontar para ~ qualquer ~ pessoa querer tocá-la. No início, você pode até encarar como um gesto de carinho, mas conforme a gestação avança – e o barrigão aumenta – essa atitude só incomoda. 

5. Ou quando a barriga se torna um elemento estranho durante o sexo

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“Eu cutuquei o bebê”

Machucar o bebê durante a penetração é um dos maiores medos dos homens, mas não passa de um mito! O feto está protegido por várias camadas de músculos e envolto no saco gestacional (formado pela bolsa que abriga a bebê e pelo líquido amniótico). Além disso, existe ainda uma membrana que fecha a entrada do útero, protegendo-o de contaminações e contatos. Ou seja, não há motivos para se preocupar! A menos qua haja alguma restrição médica, os casais podem, sim, curtir a gravidez com prazer, sem receios ou preconceitos. Inclusive, a sexóloga Laura Muller sugere algumas posições que deixam a barriga à vontade.

6. E fica cada vez mais difícil encontrar uma posição confortável para dormir

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A partir do terceiro trimestre, você não poderá mais deitar de bruços e, se ficar de barriga para cima, provavelmente vai sentir falta de ar. A melhor posição será mesmo virada para o lado esquerdo. Por isso, os travesseiros se tornarão seus grandes companheiros! Você pode colocar um a mais na cabeça para ajudar na respiração, usar outro entre as pernas para encaixar melhor o quadril ou até mesmo lançar mão daqueles modelos especiais, que abraçam toda a lateral do corpo. Além disso, descansar durante o dia, praticar atividades físicas, não ingerir comidas pesadas no jantar e tomar um banho morno antes de ir para a cama podem ajudá-la a ter uma boa noite de sono.

7. As visitas ao banheiro ficam cada vez mais constantes

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A sua vontade de fazer xixi será proporcional ao tamanho da sua barriga. Isso porque o crescimento do útero pressiona a bexiga, diminuindo sua capacidade de armazenamento de urina. Por isso, passeios muito longos durante o dia podem se tornar exaustivos para as gravidinhas. Para não precisar se levantar tantas vezes e não prejudicar a sua noite, evite o consumo de líquidos cerca de duas horas antes de dormir.

8. E as cãimbras também tiram o seu sono

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Sim, elas são muito comuns durante a gestação. Toda a circulação do corpo fica comprometida nesta fase, não só pela ação hormonal, como pela compressão do sistema vascular por onde retorna o sangue dos membros inferiores, diminuindo o fluxo sanguíneo e a oxigenação dos músculos das pernas – o que favorece o surgimento das cãimbras. Para evitar essas fisgadas, manter uma dieta rica em cálcio e potássio e praticar exercícios físicos são ótimas alternativas.

9. Quando o inchaço toma conta e você parece um boneco inflável

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É assim mesmo! A maior parte das gravidinhas reclama do inchaço, principalmente nas últimas semanas da gestação, quando parece que seu pé já não cabe mais em nenhum sapato e as rasteirinhas a acompanham em ~ qualquer ~ ocasião. E, assim como no caso das cãimbras, a culpa é da má circulação provocada pelos hormônios e pelo crescimento do útero, que comprime os vasos sanguíneos. Com isso, o sangue das partes baixas não sobe corretamente para o coração e se acumula nas pernas e tornozelos – o que acarreta a dilatação do sistema vascular periférico e, consequentemente, a retenção de líquidos na camada subcutânea. A drenagem linfática é uma grande aliada na redução do inchaço, mas não é indicada para gestantes com insuficiência renal, hipertensão não controlada ou doenças relacionados ao sistema linfático – como a trombose. Neste último caso, o ideal são as meias de compressão, que devem sempre ser recomendadas por um especialista.

10. E você já não consegue fazer as mesmas coisas de antes

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Can't see below the belly 😂😝

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Pode admitir: fazer a depilação nas últimas semanas da gravidez é quase um parto! Afinal, a partir da 33a semana, a sua barriga já deve alcançar cerca de 32 cm de altura. Daí não é mesmo nada fácil se abaixar, dormir, andar (que peso!) e até comer. Com o barrigão pressionando o estômago, você pode sentir menos fome e ter mais azia a cada refeição. Mas calma, logo logo tudo isso passa!

11. Nem mesmo calçar os sapatos! 

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Quando isso acontecer, não tenha medo de pedir ajuda – melhor do que você gastar horas fazendo tanto esforço e pressionando a barriga.

12. Chega o momento em que o bebê parece um lutador de boxe

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No início da gravidez, você não vê a hora do filhote mexer – o que acontece por volta da 17a semana de gestação (não fique preocupada se você já estiver nessa fase e ainda não sentiu nada. É normal! Em breve você vai notar essa sensação indescritível). Depois, ele chutará como um verdadeiro jogador de futebol – e suas costelas serão o alvo preferido! Já na reta final, quando o espaço na sua barriga ficar cada vez mais apertadinho e o bebê se encaixar, as estripulias serão menores, embora ele continue se movimentando.

13. E você é bombardeada por palpites! angry

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“Você está esperando trigêmeos?” / “Você vai explodir!” / “Nossa, você está enorme!”

Reparam se a sua barriga demora um pouco para aparecer – e ainda mais se ela está grande! Prepare-se para receber todo tipo de pitaco, dos itens do enxoval ao tipo de parto que você deve fazer. A maior parte das gestantes tem uma história para contar de algum conselho que recebeu ao longo dos nove meses. Algumas vezes, a pessoa pode ter a melhor das intenções, mas em outras os comentários são mesmo bem maldosos. 

14. Inclusive, querem participar da escolha do nome do SEU filho

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“A melhor coisa na hora de escolher um nome é pensar em quais pessoas você odeia”

Já é difícil o casal entrar num acordo (seja menino ou menina), agora imagina quando a tia, a avó, o padrinho, a colega do trabalho e até mesmo pessoas completamente desconhecidas querem “ajudar” na escolha no nome? Na verdade, isso só serve para deixar os pais ainda mais confusos! Se você já sabe o sexo do seu filho e está indecisa, algumas dicas podem ajudá-la nessa missão. E a nossa ferramenta com os significados dos nomes de bebês também!

15. Você tem medo de a bolsa estourar a qualquer momento

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São tantas cenas na TV e no cinema que mostram uma grávida indo desesperadamente para a maternidade quando a bolsa estoura, que é impossível não ficar com essa imagem na cabeça e se apavorar só de pensar que isso pode acontecer a qualquer hora e, pior, em algum lugar público. Antes de mais nada, calma! Primeiro porque na maioria das vezes a bolsa se rompe durante o parto. Em geral, o primeiro sinal de que o bebê está para nascer são as contrações. Segundo porque mesmo que ela estoure, ainda demora algumas horas para o parto acontecer de fato. Então, fique tranquila e só corra imediatamente para o hospital se o líquido que sair da bolsa estiver escuro.

16. Quando o bebê nasce, os olhares de reprovação continuam

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Infelizmente, a amamentação em público ainda é tabu em muitos países. Em um estudo de 2015, 47,5% das brasileiras relataram que já sofreram preconceito por alimentar seu bebês na frente de outras pessoas, colocando o Brasil no topo dos países que mais censuram a mulher por este ato de amor, que só traz benefícios e estreita o vínculo entre entre mãe e filho. Além disso, recentemente, uma mulher criou polêmica nas redes sociais ao dizer que dar de mamar em público é “coisa de pobre”. Inacreditável!

17. E dormir por oito horas seguidas vira artigo de luxo

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Passar noites em claro e não ter tempo nem mesmo para escovar os dentes, tomar banho ou pentear o cabelo é bem comum nos primeiros dias com um recém-nascido em casa. Por sinal, o pijama nunca esteve tão na moda! Mas, aos poucos, você e seu bebê vão aprendendo a ser mãe e filho e começam a estebelecer uma rotina, que fará bem para o seu sono e o dele. Contar com a ajuda do parceiro, pedir ajuda sempre que necessário, organizar a sua alimentação e pedir para os parentes e amigos ligarem antes de fazer uma visita também são dicas que vão ajudá-la a dormir melhor no pós-parto.

18. Você vai se tornar expert na arte do equilibrismo

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Casa, trabalho, filhos, vida amorosa… Lidar com tantos compromissos é o maior dilema das mulheres depois que se tornam mães. Com essa preocupação toda vem a famosa culpa, que muitas vezes faz você se sentir a pior mãe do mundo. Mas não precisa ser assim! Com pequenas mudanças nos hábitos da família toda, é possível levar uma vida mais tranquila, sem mal-estar e de bem com você, para que tenha realizações em todas as esferas que desejar – sejam elas pessoais ou profissionais. 

19. E ter orgulho das marcas que seu filho deixou

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“Marcas de estrias? Você quer dizer listras de tigre?”

Depois de dar à luz, o seu peso e o seu abdômen podem não ser mais os mesmos. Mas isso não é motivo para se envergonhar – muito pelo contrário! A fotógrafa americana Natalie McCain acredita tanto nisso que lançou o The Honest Body Project (O Projeto do Corpo Honesto), retratando mulheres e todas as transformações físicas pelas quais passaram depois de gerar um filho. O objetivo é ajudar as mães a aceitarem seus corpos e tentar acabar com a pressão que elas sofrem em busca de um corpo perfeito. Natalie defende: “Aprecie suas estrias, elas mostram que uma criança cresceu dentro de você. Ame os seus seios no pós-parto, eles mostram que o seu corpo produziu leite para amamentar o seu pequeno. Ame você mesma”.

20. No fim, sabe que tudo valeu a pena!

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Isso porque você tem o maior dom do mundo: o de gerar um bebê! heart

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