Segundo estudo, 39 minutos de sono a menos já impactam o dia da criança

Pesquisa aponta que mesmo mudanças pequenas nos hábitos de dormir podem influenciar negativamente em fatores como alimentação e desempenho escolar

Por Da Redação
Atualizado em 3 abr 2023, 14h46 - Publicado em 22 mar 2023, 15h56
Na foto, criança dormindo na cama, coberta. No plano de fundo, uma mulher está apagando a luz e saindo pela porta. Há um filtro azul sobre a imagem, o que não permite ver as cores. Há uma ilustração de zzzz saindo da cabeça da criança.
 (Arte: Bebê.com.br/ Foto: Yuri_Arcurs/Getty Images)
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Um estudo publicado no JAMA Network observou como a falta de sono pode causar efeitos negativos em crianças e concluiu que 39 minutos a menos durante a noite já são suficientes para um bem-estar físico e mental consideravelmente menor.

Liderada por Rachel Taylor, PhD que atua no Departamento de Medicina da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, a pesquisa acompanhou 100 crianças saudáveis entre 8 e 12 anos escolhidas de forma randômica, e seguiu um experimento: durante uma semana, elas foram colocadas para dormir uma hora antes do usual. Depois, ao longo da semana seguinte, uma hora mais tarde do que estavam acostumadas.

Então, pais e crianças responderam a um questionário de HRQOL (health-related quality of life, “qualidade de vida relacionada à saúde”, em tradução livre, que abrange três áreas principais: física, mental e social). A partir das respostas, foi observado que, quando os pequenos dormiam menos, acabavam consumindo mais alimentos de baixa qualidade nutricional, passavam mais tempo sedentários e ocupados com atividades mais “leves” ao longo do dia. Além disso, o bem estar geral se mostrou afetado, interferindo até mesmo no desempenho das funções escolares.

Menina dormindo na cama, tem por volta de 10 anos, e está sendo coberta por mãos femininas.
(Artem Podrez/Pexels)

A importância do sono para as crianças

De acordo com os resultados compartilhados no artigo, durante a semana de restrição, as crianças, em média, foram dormir 64 minutos mais tarde e acordaram 18 minutos depois do usual, resultando em 39 minutos a menos de sono por noite em comparação à semana de extensão do tempo de dormir, o que teve consequências visíveis ao longo dos dias.

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“Mesmo reduções relativamente pequenas na duração do sono podem ter efeitos consideráveis na qualidade de vida das crianças”, afirmam os pesquisadores, que concluem o artigo: “Esses resultados mostram que garantir que elas tenham uma boa qualidade de sono é importante para a saúde infantil”, reforçando a necessidade de novas pesquisas.

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