Amamentar ajuda a perder peso? Veja o que é mito ou verdade
Confira algumas dicas para voltar ao peso ideal após o parto
Depois da chegada do bebê, é comum que muitas mães queiram saber como voltar ao peso de antes da gestação. Entre as dúvidas mais frequentes no puerpério está: amamentar ajuda a emagrecer? A boa notícia é que sim, o aleitamento materno pode contribuir na perda de peso, mas há vários fatores envolvidos nesse processo e é importante entender o contexto.
A amamentação exige bastante energia do corpo da mulher, já que o organismo gasta calorias para produzir leite. Por isso, amamentar pode ajudar na queima de gordura acumulada na gravidez. Mas esse gasto energético vem acompanhado de outro efeito: o aumento do apetite.
Amamentação gasta caloria, mas também aumenta a fome
A produção de leite materno consome cerca de 500 a 700 calorias por dia. Esse gasto calórico pode, sim, acelerar a perda de peso. No entanto, é natural que a mãe sinta mais fome, já que o corpo pede reposição de energia.
Nesse momento, é comum buscar alimentos rápidos e práticos, como doces, bolos e lanches prontos, especialmente quando a rotina com o bebê é cansativa e corrida. O problema é que essas escolhas, ricas em açúcar e carboidratos simples, atrapalham o emagrecimento e ainda podem causar picos de energia seguidos de queda, aumentando o cansaço.
Organização alimentar: um passo importante para emagrecer com saúde
Para que a amamentação realmente ajude no emagrecimento, a alimentação precisa ser equilibrada. Ter um mínimo de organização, mesmo na correria com o recém-nascido, pode fazer toda a diferença.
Planejar as refeições da semana, deixar frutas lavadas e cortadas na geladeira, preparar marmitas saudáveis para congelar ou contar com a ajuda de alguém da rede de apoio são atitudes que facilitam o dia a dia. Priorizar alimentos naturais, como verduras, legumes, cereais integrais e proteínas magras, é essencial para manter o corpo nutrido e ajudar na perda de peso sem prejudicar a saúde.
Alimentação saudável também melhora o bem-estar emocional da mãe
Uma dieta balanceada não influencia apenas na balança, ela também impacta o emocional da mulher. O pós-parto é um período de muitas mudanças hormonais e, por isso, algumas mães podem enfrentar o chamado baby blues, caracterizado por tristeza leve, irritabilidade e sensações de cansaço extremo.
Certos alimentos ajudam na produção de neurotransmissores do bem-estar, como a serotonina e a dopamina. Abacate, sementes, oleaginosas e principalmente peixes ricos em ômega-3, como salmão e sardinha, podem contribuir para o equilíbrio emocional e dar mais disposição à nova mãe.
Saia de casa! Caminhar com o bebê melhora o humor e a saúde
Mesmo com a rotina intensa, encontrar tempo para caminhar ao ar livre com o bebê pode ser transformador. A exposição à luz natural, a mudança de ambiente e o simples ato de se movimentar ajudam a combater o estresse, melhorar o sono e até reduzir a ansiedade.
Além de ser um momento de respiro, essas caminhadas leves também contribuem para o gasto calórico e podem acelerar, de forma segura, o retorno ao peso ideal. O importante é respeitar o próprio tempo e o momento de cada mulher, não existe pressa no puerpério.
Amamentação e perda de peso: o que realmente funciona no pós-parto
Amamentar realmente pode ser um aliado para emagrecer depois da gravidez, mas não deve ser visto como solução única. O retorno ao peso anterior depende de um conjunto de fatores: alimentação saudável, hidratação, descanso (quando possível), apoio emocional e, claro, muita paciência.
Cada corpo tem seu ritmo e o mais importante nesse período é focar no bem-estar, tanto físico quanto mental. A pressão por voltar à forma rapidamente não deve tirar o protagonismo do que realmente importa: a saúde da mãe e do bebê nessa fase tão especial.





