“Isto é mastite”: mãe se abre sobre dificuldades para amamentar

A britânica Remi Peers lembrou da luta contra a inflamação causada pelo leite empedrado que a fez passar duas noites no hospital

A amamentação exclusiva até os seis meses de vida é importantíssima para o desenvolvimento do bebê, e a Organização Mundial da Saúde recomenda que o aleitamento materno seja complementar à alimentação do bebê pelo menos até que ele complete dois anos de idade. Mas quase ninguém avisa às futuras mamães que amamentar pode ser bem difícil.

Leia mais: O que toda mãe precisa saber para a amamentação dar certo

Pois a britânica Remi Peers, mãe do pequeno Rudy, de 1 ano, resolveu fazer a sua parte na rede de apoio materna que grávidas e mães formam no Instagram. Em uma postagem recente, ela mostrou uma foto tirada no hospital 10 meses atrás, quando precisou ser internada por causa de uma mastite.

This is mastitis. After hitting the 1 year breastfeeding mark last Sunday I felt compelled to share my story. Breastfeeding did NOT come easy for me. My milk came in after 5 days. I wasn't aware that it could take that long, I didn't even necessarily know what "milk coming in" meant. (Nobody ever taught me.) I was the only mother breastfeeding on my ward. One women did try to breastfeed, but switched to formula after 12 hours because she "had no milk" (nobody taught her either.) While the other babies slept with full bellies, my son screamed and cried attached to my breast through the night. (What was cluster feeding? Nobody told me) When I got home, problems started to arise-my nipple literally cracked in half. I have never felt such pain, I dreaded every feed, but persisted with tears in my eyes until I was healed. (Nobody taught me that breastfeeding could be painful, nobody taught me what a good latch looked like) When feeding my son out in public I would either go to the bathroom or pump at home and feed him with a bottle. Because I felt embarrassed and as though I would make others uncomfortable. This resulted in clogged ducts and engorgement. (I feed freely in public now, and have done for a long time. Fuck this backwards society!) Then came mastitis. I remember waking up at 3am shivering, putting on my dressing gown and extra blankets and trying to feed my son. The pain. It was excruciating. I was shaking and sweating but freezing to my bones. At 5 am I woke up my boyfriend and told him I thought I needed to go to the hospital. We got my stepdad, a doctor, he took my temperature and said it was slightly high, but to take a paracetamol and try and sleep. 7am comes, I've had no sleep, and now I'm vomiting, he takes my temp again. 40 c. I had developed sepsis overnight. This was because I was not able to recognise the more subtle signs of mastitis (as I had seen no redness that day) I was rushed to resus, given morphine, anti sickness and the strongest antibiotics they could give, and separated from my baby for two nights. I was Heartbroken. Continued in comments…

A post shared by MamaClog (@mamaclog) on

“Ao completar a marca de um ano amamentando, senti necessidade de compartilhar minha história. Amamentar NÃO foi fácil para mim”, escreveu na legenda. “Meu leite desceu depois de 5 dias. Eu não sabia que poderia demorar tanto. Eu nem sabia o que “descer o leite” significava. (Ninguém nunca me ensinou.)”

Ela contou que era a única mulher amamentando na ala do hospital em que Rudy nasceu, e que enquanto os outros bebês dormiam com a barriga cheia de fórmula, o dela gritava e chorava grudado no peito dela.

Já em casa, ela teve rachaduras nos bicos dos seios por causa da pega errada, mas persistiu. “Ninguém me ensinou que amamentar poderia ser dolorido, ninguém me ensinou o que era uma boa pega”.

Assim como acontece com muitas mães aqui no Brasil, Remi sentia vergonha ao amamentar em público – mas isso já passou, hoje ela amamenta em qualquer lugar –, o que acabou resultando em uma mastite (uma inflamação das glândulas mamárias causada pela obstrução de um ou mais canais de leite – o famoso “leite empedrado”).

Depois de sentir todos os sintomas da doença – calafrios, dor nas mamas, febre, calor – ela pediu para o namorado levá-la ao hospital, onde desenvolveu infecção generalizada e ficou internada por duas noites.

Hoje, Remi amamenta Rudy sem problemas e faz campanha pela naturalização da amamentação.

Comentários
Deixe um comentário

Olá, ( log out )

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s