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Saúde

É estomatite!

Adriana Toledo Atualizado em 18.06.2012
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Getty Images

O diagnóstico é bem comum em fase escolar e os sintomas deixam os pais de cabelo em pé: febre, dor e a boca repleta de feridas. Conheça a doença e aprenda a aliviar o incômodo

O que é estomatite?

Embora remeta a estômago, a palavra vem do grego stoma, que significa boca. Portanto, a doença consiste em uma infecção viral que acomete a cavidade bucal, provocando lesões muito dolorosas, popularmente conhecidas como aftas, que podem se estender para a região da garganta.

 

O que causa o problema?

Na maioria das vezes, os vilões responsáveis pela encrenca atendem pelos nomes de Herpes simples (HSV-1) e Coxsackie, sendo o primeiro mais frequente.

 

A prevalência aumenta nas estações de outono e inverno?

Sim, por causa da aglomeração em ambientes fechados, típica desse período, com o intuito de se proteger do frio. Essa condição favorece a propagação viral.

 

Existe prevenção?

A melhor forma de proteção é evitar o contato com pessoas contaminadas. Os hábitos de higiene, como lavar as mãos com água e sabão frequentemente também ajudam a afastar não só os vírus da estomatite como outro micro-organismos nocivos.

 

Como ocorre o contágio?

A encrenca costuma das as caras, principalmente, na faixa etária entre 1 e 5 anos. É nessa fase que as crianças normalmente ingressam na creche ou na escolinha e convivem muito próximas aos coleguinhas, trocando secreções. Por esse motivo, a orientação é manter o pequeno com estomatite em casa, afastado do ambiente escolar, onde pode transmitir o vírus.

 

Quais os principais sintomas?

Feridas esbranquiçadas no centro e avermelhadas nas bordas surgem nas bochechas, na gengiva,  na língua, no pálato e/ou, em alguns casos, nas amígdalas. Dificuldade para engolir até mesmo líquidos faz com que a criança babe bastante. Outra manifestação comum é a febre, que pode chegar a 39 graus.

 

Há risco de complicações?

A consequência mais preocupante é a desidratação, já que a criança fica receosa em ingerir líquidos por conta da dor. Por isso, é importante insistir na oferta, variando entre água, sucos, água de côco e leite em temperatura ambiente. Observe se o seu filho fica mais de 8 horas sem urinar. Nesse caso, o melhor é comunicar ao pediatra. Há situações em que é necessária a internação do paciente.

 

Quanto tempo dura uma crise?

Até que o vírus cumpra seu ciclo, o que pode levar de 7 a 10 dias.

 

Como proceder, diante dos sintomas?

A primeira providência é consultar o pediatra. Ele prescreverá analgésicos, que devem ser administrados em horários fixos para manter a dor sob controle. Se necessário, o especialista  pode associar uma versão tópica, que facilita a ingestão de bebidas e de alimentos. A higiene bucal deve ser mantida com a frequência e procedimento corriqueiros, sem sucumbir à carinha de sofrimento do pequeno enfermo. Esse cuidado previne infecções secundárias por micro-organismos oportunistas, que se aproveitam da fragilidade do sistema imunológico. É o caso de fungos como a cândida, que podem arrastar a crise por até 20 dias.

 

E como deve ser a alimentação durante o quadro?

Dê preferência a alimentos pastosos, como purês de mandioquinha e de batata e aos líquidos mencionados anteriormente—chás, sucos,água-de-côco, leite... Frutas amassadinhas também são bem-vindas. Evite alimentos quentes e ácidos, que agridem ainda mais a mucosa.

 

Infecções de repetição são comuns?

Não. Em geral, a primeira crise é a mais agressiva, com lesões mais numerosas e muito desconforto. Depois que ela regride, porém, o micróbio não é eliminado do organismo. Ele se aloja nos nervos, esperando uma nova oportunidade para entrar em ação, quando o sistema de defesa abrir a guarda. É por isso que indivíduos que tiveram estomatite na infância podem apresentar aquelas lesões características da herpes, no lábio, quando chegarem à fase adulta. Mas, se o pequeno apresenta aftas em curtos intervalos de tempo, é necessário investigar outras causas, como traumas ou efeito colateral de medicamentos.

 

 

Fontes

Pediatra infectologista Marcio Caldeira Moreira, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo

Pediatra Maria Fernanda D’Amico, do Hospital Samaritano de São Paulo


Rede MdeMulher
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