Esses dias, encontrei na porta da geladeira uma lista de compras, deixada pela moça que trabalha lá em casa. Fiquei super estressada, dei o maior ‘piti’. Eu simplesmente não queria passar mais um final de semana indo ao supermercado –acho que no último mês eu fui ao mercado praticamente todos os finais de semana. E, imagine só, para quem não tem babá e tem dois bebês em casa a facilidade que é ir à s compras. Problemas domésticos a parte, a questão é que eu adoraria ter um dia com 30 horas. É impressionante como eu não tenho tempo para nada, inclusive para mim mesma. E o que mais me aflige nisso tudo é que me sinto sempre em débito com os bebês. Percebi, há poucos dias, que Clara e Lucas acabaram de descobrir seus pés. E é fofo demais ver como eles se esforçam para tocá-los e o quanto se divertem quando cheiro seus dedinhos e digo que eles estão com chulé. Às vezes, fico com receio que a minha falta de tempo não me permita acompanhar cada etapa de descobertas dos meus pequenos. Tenho me esforçado para reservar um pedacinho da manhã para brincar com os dois: espalho os brinquedos, coloco os dois sentados e protegidos por almofadas e fico ali olhando pegarem os objetos, senti-los, levá-los a boca, balbuciarem os primeiros sons. Me sinto culpada por não poder estar presente 24 horas por dia ao lado deles e vivo me perguntando se estou sendo justa com cada um e na mesma medida. Talvez eu exija demais de mim. Mas, será que essa avalanche de sentimentos é algo comum em mães de gêmeos ou toda e qualquer mãe se sente assim? Enfim, a gente sonha uma vida inteira em ser mãe e daà quando isso se realiza percebe que os sonhos não nos preparam para a maternidade em si. Eles apenas nos alimentam para que a gente aprenda, na prática, as dores e as delÃcias de gerar, criar e educar um filho. Só que é tudo muito apressado… Pára relógio, pára. Beijos, Ana.



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13 / August / 2009 às 3:39
Olá Ana!
Sinto o mesmo que você querida. Minhas meninas estão com 2 meses agora e sempre me vejo não tendo tempo para nada. Nem pra casa, nem pra elas, nem para o meu marido, nem mesmo para mim…Estou tentando seguir a risca toda a tabela minuciosamente preparada para a chegada delas, mas, à s vezes é muito difÃcil, até porque elas têm sua própria rotina. Não tenho empregada nem babá! Então é quase tudo comigo mesma. Digo quase, pois o meu querido marido tem se mostrado um pai maravilhoso! Tem me ajudado muito se divide entre as meninas e a ajuda na “arrumação da casa” (pois, para nós, a casa só está mesmo bem arruma quando nós mesmas o fazemos né? hehehe!). Mas, acho que vamos acabar conseguindo. Bem, só para registro, minha filhotas se chamam Camila e Fernanda e mandam beijos!
Abraços e boa sorte para nós!
13 / August / 2009 às 4:49
Olá, tenho 2 meninos, um de 2a10m e outro de 5 meses. Quando planejava ter filhos mudei minha vida profissional p/ poder trabalhar em casa e poder acompanha-los. Mesmo assim, tb rola um sentimento de não poder me dedicar mais. É complicado ensinar que ‘agora a mamãe está trabalhando e não pode brincar’. E realmente a ‘administração doméstica’ é muito desgastante quando se tem tantas prioridades!! Uma solução parcial que eu achei foi fazer compras pela internet ou telefone: o mercado mensal pela internet e frutas, verduras e outras necessidades pontuais semanalmente, pelo telefone, no hortifruti aqui perto de casa, que entrega sem cobrar. Beijos!
14 / August / 2009 às 8:18
Ana, bem-vinda ao clube!rsrsrs…
Ser mãe é isso mesmo querida, é dormir na sua casa e de repente acordar….sem roupa no Alaska!
A sensação é que estaremos sempre dando menos do que nossos filhotes mereceriam, ou precisariam de nós mesmas e tanta cobrança em mim só fez gerar mais desgaste emocional e a sensação de estar sempre cansada sem saber exatamente porque! Sou mãe de um menino de 1 ano e meio e trabalho muito, o dia todo, sem empregada e sem babá. Resultado: estava tão estressada que não conseguia curtir meu bebê e me sentia culpada a maior parte do tempo por não ter tempo para mim e mais tempo para ele e para meu marido. Acho que o segredo é DELEGAR, e não querer ser a Mulher/Mamãe Maravilha…você simplesmente não irá conseguir (não sem uma considerável dose de stress). Portanto, aproveite aqueles 1, 2, 5 ou 20 minutos em que você pode olhar para seus pequenos e amá-los com o olhar, com o toque, com a sua vida, que eu bem sei, assim como a maioria das mães, viverÃamos e morrerÃamos um milhão de vezes se fosse preciso por eles! Acredite: filhos SABEM, INTUIEM, SENTEM as suas mães, portanto, Ana, ame-os e deixe que o resto de exploda!Daqui a 10, 20 ou 30 anos, as lembranças boas que deveremos guardar não serão as de ter a geladeira e os armários em dia ou as unhas e cabelos impecáveis (embora isso seja também importante), mas serão aqueles segundos especiais em que curtimos cada descoberta de nossos bebês, cada chorinho acalmado por nosso abraço, cada sorrido banguela de nossos pequenos que fizeram nossa alma sorrir…
Um beijo enorme e fique em paz!
14 / August / 2009 às 8:33
Ana, tudo bem!!! Qdo tenho um tempinho leio seus depoimentos e comentários que recebe. Hoje estou com 24 semanas esperando o Luca e a Nicole, estou com uma duvida muito grande e acho que poderia me ajudar, pois já passou por isso. Estou pensando em levar 1 bolsa para cada na maternidade, pois já pretendo usar depois no dia-a-dia. Vc acha que seria bom!!! mas penso em comprar uma malinha, pois acho que posso precisar. Penso em 1 bolsa para cada, pois sabe… Pai pega um body para Nicole e lá vem ele com um body do Luca. Já tendo duas isso não vai ocorrer rsrsrsrsrs
A lista da meternidade é pequena, mas é em dobro.6 conj bodys, 6 calcas 6 macacões, 2 mantas e 2 casacos, multiplicando sempre por 2 é claro.
Bjs
Sô
PS.:deixei o mesmo comentários em malas de maternidades.
14 / August / 2009 às 9:47
Entendo o que vc quer dizer. Mas acho que se a situação fosse outra (um filho só, em casa o dia inteiro, com empregada doméstica, dedicação exclusiva ao bebê) você continuaria achando que dá menos atenção do que seu bebê merece. É que existe a ilusão de que temos de ser mães e mulheres perfeitas. Eu também acho que dou menos atenção do que deveria. Meu Lucas é só dois dias mais velho que o seus seus bebês. Também acabou de descobrir seus pés, também está começando a sentar, também recebe atenção sempre que pode. Não estou 100% do tempo com ele, mas quando estou com ele, estou só com ele, não penso em trabalho, em compras, nada. Foi essa a maneira que encontrei de acalmar minha ansiedade. Então, leio pra ele, amamento sem pressa, danço com ele, deito-o na minha cama e dou muitos, muitos beijos. E depois o deixo aprender a se distrair sozinho, ou com os outros parentes, porque isso também é importante, enquanto faço o que precisa ser feito.
É triste, mas nunca seremos perfeitas. O mundo é assim. E nossos bebês não serão infelizes por causa disso.
Beijo grande