Vitiligo em crianças: entenda as causas e o tratamento para as manchas na pele

Conheça mais a condição que tem a perda de pigmentação como principal sintoma

Por Redação Pais e Filhos
11 fev 2025, 12h00
menino com vitiligo
 (cookie_studio - Freepik/Reprodução)
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O surgimento de manchas brancas na pele pode causar uma grande preocupação, e muitas vezes as pessoas associam esse fenômeno ao vitiligo. Esta condição genética e autoimune, que pode afetar a pele, os cabelos e até os olhos, ocorre devido à diminuição ou desaparecimento dos melanócitos, as células responsáveis pela produção de melanina, o pigmento que dá cor à pele. Embora afete 1% a 2% da população mundial, é importante estar atento aos sinais do vitiligo, principalmente na infância, quando a doença pode começar a se manifestar.

O que é o vitiligo?

O vitiligo é uma condição que causa o aparecimento de manchas brancas na pele devido à perda de pigmentação. Embora sua origem exata ainda não seja totalmente compreendida, acredita-se que ele tenha uma forte relação com fatores genéticos e autoimunes. Em muitos casos, cerca de 30% das pessoas afetadas têm familiares com a mesma condição. Por isso, é essencial que os pais fiquem atentos ao surgimento de qualquer sinal nos filhos, já que o diagnóstico precoce pode ser fundamental para controlar o desenvolvimento da doença.

Causas e tipos de vitiligo

Embora o vitiligo não tenha causas definitivas, fatores como estresse, traumas emocionais e problemas no sistema imunológico podem desencadear o aparecimento das manchas. É importante manter a criança em um ambiente equilibrado e saudável para prevenir o surgimento de sintomas.

Existem dois tipos principais de vitiligo: o não segmentar (bilateral) e o segmentar (unilateral). O tipo não segmentar é mais comum e grave, com manchas aparecendo em ambas as partes do corpo. Já o vitiligo segmentar é mais frequente em crianças, com manchas isoladas em um lado do corpo, geralmente respondendo melhor ao tratamento.

Sinais e sintomas do vitiligo

O vitiligo pode se manifestar de várias formas, sendo as manchas brancas ou mais claras que a pele normal as mais comuns. O surgimento de manchas é muitas vezes acompanhado de coceira na região, sensibilidade ao sol e até a perda de pigmento nos cabelos, cílios e sobrancelhas. Embora as manchas possam surgir repentinamente, é importante que os pais fiquem atentos, principalmente durante a primavera ou o verão, quando a exposição ao sol pode intensificar o contraste entre a pele afetada e a não afetada.

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Em casos raros, as primeiras manchas podem surgir logo nos primeiros dias de vida, o que torna a atenção dos pais ainda mais importante. O diagnóstico do vitiligo deve ser feito por um dermatologista, que utilizará uma análise clínica e, se necessário, exames complementares, como biópsia ou luminária de Wood.

Tratamento para vitiligo em crianças

Embora não exista cura para o vitiligo, o tratamento pode ajudar a controlar o aparecimento e o crescimento das manchas. As medicações tópicas, como pomadas e loções, são as mais indicadas para crianças, pois são menos invasivas e eficazes para o controle da condição. Quando o vitiligo é identificado precocemente, muitas vezes é possível evitar o agravamento das manchas.

Cada caso de vitiligo é único e pode responder de maneira diferente aos tratamentos. Além dos medicamentos, é essencial o uso constante de protetor solar específico para a pele infantil, já que as manchas podem ficar mais sensíveis à luz solar. Além disso, roupas apertadas ou que causam atrito devem ser evitadas, pois podem contribuir para o aparecimento de novas manchas.

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O acompanhamento psicológico também pode ser um fator importante, já que o vitiligo pode afetar a autoestima da criança. Ensinar desde cedo a importância do amor próprio e aceitar o próprio corpo é fundamental para que a criança aprenda a lidar com a doença e desenvolva uma boa autoestima.

O impacto emocional e psicológico do vitiligo

Além das questões físicas, o vitiligo pode afetar emocionalmente a criança, gerando sentimentos de vergonha e insegurança. Para muitas crianças, a diferença nas manchas pode ser motivo de bullying, o que pode afetar sua saúde mental. Por isso, o papel dos pais é essencial no apoio emocional, ajudando os filhos a entenderem que o vitiligo não define sua identidade e que todos são bonitos do jeito que são.

Consultoria: dermatologista Luciana Passoni e Cíntia Guedes, psicoterapeuta infantil Monica Pessanha

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