Pintas: a partir de quando elas surgem no bebê e os sinais de alerta

Elas podem se desenvolver ao longo de toda a infância e a adolescência - e os pais devem estar atentos a qualquer indício de malignidade

Por Isabelle Aradzenka 1 set 2023, 14h24 | Atualizado em 4 jun 2026, 13h35
bebê com pinta no braço sorrindo para a câmera
 (Cavan Images/Getty Images)
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Enquanto algumas pessoas consideram as pintas charmosas, outras podem não gostar muito das marquinhas que têm. O fato é que, em geral, não nos lembramos quando cada um dos nossos “nevos melanocíticos” apareceu, muito menos sabemos até quando novos deles surgirão pelo corpo. Mas a resposta é simples: a maioria das pintas começa a aparecer nos primeiros anos de vida e podem continuar a se desenvolver até o início da adolescência.

Desde o nascimento até os primeiros 2 anos, as pintas são chamadas de “congênitas”, explica Nadia Almeida, dermatologista e chefe do Serviço de Dermatologia do Hospital Pequeno Príncipe. Normalmente, elas têm um componente familiar, ou seja, o fator principal que determina seu desenvolvimento é genético, porém a exposição solar também provoca o surgimento de novas lesões.

Cada criança é única e o ritmo de desenvolvimento de pintas pode variar de pessoa para pessoa. “É importante observar que a maioria é benigna e não representa uma preocupação médica”, ressalta Danilo Talarico (@drdanilotalarico), médico pós-graduado em Tricologia Médica e Cirurgia Capilar, Dermatologia Clínica e Cirúrgica, Medicina Estética e Perícia Médica.

Apesar disso, é fundamental monitorar qualquer alteração nas pintas da criança e do adulto, como mudanças de cor, tamanho, forma ou sintomas como coceira, sangramento e dor. A seguir, listamos as principais dúvidas sobre as marquinhas nos pequenos.

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(Pexels/Pexels)
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Até quando as pintas crescem na infância?

Tanto as pintas congênitas quanto as adquiridas no período da adolescência podem ter aumento de tamanho, ainda que o fenômeno seja particularmente mais evidente nos primeiros anos de vida. “Podem ficar mais salientes e mais escurecidas”, diz Nadia. À medida que a criança envelhece, muitas das pintas tendem a se estabilizar no tamanho e na forma. “No entanto, é possível que algumas continuem a crescer, enquanto outras podem diminuir de tamanho com o passar do tempo”, explica Danilo. Esses sinais não indicam obrigatoriamente malignidade, contudo, é sempre importante acompanhar.

A diferença entre pintas e marcas de nascença no bebê

As pintas são pequenas manchas ou lesões na pele que são resultado do acúmulo de células produtoras de pigmento, chamadas de melanócitos, diz o dermatologista. Já as marcas de nascença são formadas por vasos sanguíneos ou vasos linfáticos anormais na pele (que não se formam como deveriam). Elas estão presentes desde o nascimento e geralmente também são benignas. Podem ter várias cores e formas, um exemplo são as “manchas de vinho do Porto” (planas e de cor rosa ou vermelha) ou os hemangiomas, que apresentam elevação.

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Pode remover pintas na infância?

Pintas com risco de trauma ou irritação (como as que nascem na planta do pé) ou que apresentam mudanças suspeitas e causam desconforto físico podem ser avaliadas para a remoção, mas isto não é obrigatório e nem indicado. Elas devem ser acompanhadas clinicamente pelo dermatologista da criança a cada 6 meses ou 1 ano, com aparelhos próprios para isso.

Criança pode ter melanoma?

Não é comum, mas sim. O melanoma representa de 1 a 3% das doenças malignas na infância e 2% dos casos da população são em crianças, de acordo com a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica. Ele é o tipo mais grave de câncer de pele e ocorre quando os melanócitos se tornam cancerígenos – por isso, a importância de monitorar o desenvolvimento das marcas do pequeno.

É mais comum em indivíduos de pele branca. Vale a pena ressaltar que pessoas com histórico familiar de melanoma devem ter um acompanhamento mais próximo, “e orientação quanto aos danos da exposição solar”, alerta Nadia. Para identificar o melanoma, é importante prestar atenção em alguns pontos:

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  • A (Assimetria): verifique se a pinta é assimétrica, ou seja, uma metade é diferente da outra.
  • B (Bordas irregulares): as bordas de uma pinta benigna tendem a ser suaves e regulares. Pintas com bordas irregulares ou mal definidas podem ser um sinal de alerta.
  • C (Cor): múltiplas cores dentro de uma pinta ou uma cor que não é uniforme.
  • D (Diâmetro): embora o tamanho não seja o único indicador, pintas maiores podem ser consideradas suspeitas.
  • E (Evolução): fique atento a qualquer mudança na pinta, como crescimento, alteração de cor, coceira ou sangramento.
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