Pérolas de Epstein: entenda o que são estas bolinhas na boca do bebê

O aparecimento de pontinhos brancos no boca e na gengiva do recém-nascido pode preocupar os pais, mas essa é, na verdade, uma condição muito comum.

Por Isabelle Aradzenka 20 out 2021, 18h57

Ao sair do lugar quentinho e protegido que é a barriga da mãe, a rotina do bebê pode ser marcada por reações alérgicas ou até pelo aparecimento de condições estranhas aos olhos dos pais. Afinal, é o primeiro contato do pequeno com o mundo externo.

Um destes cenários pode ser o surgimento de pequenos cistos brancos no céu da boca, comumente conhecidos como pérolas de Epstein, que tem aspecto de pontilhado. Mas não se preocupem, pais! Esta é uma condição passageira e inofensiva para o bebê.

“As pérolas são cistos formados de queratina e existem três categorias para este tipo de condição, que a gente atribui o nome técnico de cistos de inclusão, mas as pérolas de Epstein são uma versão que se localiza só na região do palato do recém nascido”, explica a odontologista Cristina Giovannetti Del Conte, membro da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP).

O tamanho dos cistos pode variar entre 1 e 3 mm e geralmente aparecem em grupo, se assemelhando com um cachinho de uva. Mas também existem situações em que uma bolinha esbranquiçada pode surgir de forma isolada ou até na gengiva da criança, e nesses casos elas recebem outras denominações – nódulos de Bohn ou cistos da lâmina.

Afinal, por que aparecem?

Há crianças que já nascem com os cistos e outras os desenvolvem nos primeiros dias de vida, mas a sua causa não é complexa. “São resquícios da época em que a boca do bebê estava se formando. Então, ficaram aprisionados naquela região tecidos de queratina que resultam nessas bolinhas”, explica a odontologista.

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Além disso, é uma condição muito comum entre os bebês e não interfere de forma alguma na amamentação ou nas atividades do pequeno. Geralmente até o 6° mês de vida, as pérolas irão desaparecer espontaneamente e, por isso, não requerem nenhum tratamento para retirada.

“Os três tipos de cisto têm a mesma característica, eles aparecem e vão se dissolvendo, então, não precisa fazer nada. A gente fala que eles tem uma autorresolução e após o sexto mês do bebê eles já não vão ser observados”, esclarece Cristina.

Mas preste atenção…

Apesar de serem inofensivas e desaparecerem com o tempo, as pérolas de Epstein podem ser facilmente confundidas pelos pais com problemas um pouco mais sérios, como infecções fúngicas e até com dentes natais, caso os cistos estejam na região da gengiva.

“Às vezes, os pais podem ver que tem um branquinho na boca e achar que é pérola, e, na verdade, é fungo, por exemplo. O dentista ou o pediatra olhariam e saberiam identificar, as características são completamente diferentes, mas em um diagnóstico leigo pode sim haver confusão”, esclarece Cristina.

Então, pais, já entenderam: leve o pequeno a um especialista, caso haja qualquer alteração na região. Assim, o profissional poderá avaliar e fazer o diagnóstico correto.

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