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Olhos azuis e grandes de bebê eram, na verdade, sinal de uma doença rara

A garotinha, que sempre chamou a atenção por essa característica, foi diagnosticada com uma condição genética grave. Entenda!

Por Carla Leonardi
19 set 2023, 15h31

Imagine descobrir que os olhos grandes e azuis da sua filha, sempre tão elogiados por aí, carregam consigo uma séria doença. Foi o que aconteceu com Louise Bice, mãe da pequena Aretria, na Inglaterra.

Mesmo sem ninguém da família ter aquela característica física, a bebezinha veio ao mundo com olhos tão claros que chamava a atenção por onde passava. Aos seis meses de vida, porém, um deles começou a ficar com aspecto mais leitoso, e os pais desconfiaram da possibilidade de Aretria ter se ferido com algum brinquedo. Além disso, qualquer intensidade de luz fazia a menina gritar de dor, relatou Louise ao Mirror.

A teoria do machucado, porém, estava errada. Depois de ser examinada, foi descoberto que a pequena tem um grave glaucoma bilateral congênito, e a aparência de seus olhos eram justamente uma evidência disso. Trata-se de uma anomalia genética que gera extrema e crescente pressão no nervo óptico. Uma cirurgia foi necessária para tentar diminuir essa pressão.

Entretanto, o acompanhamento médico mostrou que os resultados não foram os esperados e, então, mais uma operação seria necessária. O segundo procedimento aconteceu em agosto passado, e os pais ainda esperam para saber o que vem pela frente (embora Aretria já tenha perdido quase 100% da visão de um dos olhinhos).

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Print da notícia do site The Mirror, que mostra uma foto da bebê com os olhos azuis bem abertos e, embaixo, o título da notícia em inglês
(The Mirror/Reprodução)

Alerta para os pais

Louise acha importante aproveitar a situação para alertar outras famílias a ficarem atentas a sintomas escondidos. “Eu nunca imaginei que os lindos olhos grandes de Ari seriam algo ruim. Um dia, um deles ficou leitoso. Em um minuto estava tudo bem e, 15 minutos depois, tudo mudou completamente”, disse a mãe da bebê ao tabloide britânico.

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Ela ainda reforça que, se tivessem levado a filha a uma consulta antes de a pressão ficar totalmente fora de controle, talvez o caso não evoluísse de forma tão grave. “Mas nenhum de nós sabia que [os grandes olhos] eram um sinal de alerta”, lamentou.

Vale lembrar que é importante visitar o oftalmologista com os pequenos ainda nos primeiros meses de vida, justamente para saber se está tudo bem com a saúde dos olhos – e, dependendo do caso, entender de quanto em quanto tempo as consultas são necessárias.

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