O primeiro resfriado do bebê: como cuidar e saber se é algo mais grave
Saiba quando consultar um médico e como tratar os sintomas do pequeno

O primeiro resfriado do bebê costuma ser um momento desafiador para os pais. Ver a criança com tosse, coriza e dificuldade para respirar pode gerar preocupação, especialmente porque ela ainda não consegue expressar o que está sentindo. Saber como lidar com a situação e reconhecer os sinais de alerta é essencial para ajudar o bebê a passar por essa fase. Os resfriados geralmente duram de três a cinco dias. Durante esse período, o mais importante é acompanhar os sintomas do bebê e proporcionar conforto.
O que pode ser feito para evitar o resfriado?
Os bebês nascem com anticorpos que recebem da mãe durante a gestação por meio do cordão umbilical. Esses anticorpos ajudam a proteger contra resfriados nos primeiros meses de vida. Além disso, o leite materno é uma importante fonte de anticorpos que fortalece o sistema imunológico do bebê.
Apesar dessas defesas naturais, é difícil evitar completamente os resfriados, especialmente se o bebê tem irmãos mais velhos ou está em contato com pessoas resfriadas. Para minimizar os riscos, incentive todos em casa a lavarem as mãos com frequência e a adotarem bons hábitos de higiene, como evitar tossir ou espirrar sem cobrir o rosto.
Como ajudar o bebê a respirar melhor?
O nariz entupido é um dos sintomas mais incômodos do resfriado. Para aliviar o desconforto, o uso de soro fisiológico pode ser eficaz. Coloque duas gotas em cada narina e, em seguida, utilize um aspirador nasal de borracha para remover o excesso de muco.
Ao usar o aspirador, aperte o bulbo antes de inseri-lo na narina do bebê para evitar que o ar entre e cause desconforto. Depois, desaperte o bulbo para sugar a secreção. Finalize a limpeza com um lenço de papel. Esse procedimento pode ser feito antes das mamadas, para facilitar a alimentação.
O bebê perdeu o apetite. É normal?
Tosses, espirros e o nariz congestionado podem reduzir o apetite do bebê, já que a dificuldade para respirar torna a alimentação mais complicada. Para evitar a desidratação, ofereça refeições menores com intervalos mais curtos entre elas.
Limpar o nariz do bebê cerca de 15 minutos antes das refeições também pode ajudar. Caso note sinais de desidratação, como poucas fraldas molhadas em um intervalo de seis a oito horas, sonolência excessiva ou ausência de lágrimas ao chorar, entre em contato com o pediatra imediatamente.
Como saber se é algo mais grave?
Embora os resfriados e a gripe apresentem sintomas parecidos, como febre, tosse e coriza, alguns sinais podem indicar condições mais sérias.
- Ligue para o pediatra se o bebê tiver menos de três meses e apresentar temperatura acima de 37,7°C.
- Para bebês com mais de três meses, a febre acima de 38,8°C pode ser tratada com paracetamol, mas é importante consultar o médico se ela não ceder ou durar mais de um dia.
- Outros sinais de alerta incluem erupções cutâneas, respiração rápida ou dificuldade para respirar, e agravamento da tosse.
Na maioria das vezes, os sintomas serão tratados em casa, com medidas simples e acompanhamento próximo. Medicamentos para gripe geralmente não são recomendados para crianças menores de seis anos, salvo sob orientação médica.
Cuidados e paciência ajudam na recuperação
O primeiro resfriado pode ser um teste para os pais, mas é importante lembrar que faz parte do desenvolvimento do bebê. Durante esse período, ele precisará de atenção, carinho e cuidado. Com as orientações adequadas e o suporte do pediatra, é possível atravessar essa etapa de forma tranquila.
Consultoria: pediatra Anita Chandra-Puri, do Grupo de Médicos Memorial Northwestern