O Google não é doutor: a importância de buscar ajuda médica para seu filho

Procure um pediatra para diagnosticar seu filho e busque fontes confiáveis de informação

Por Redação Pais e Filhos
26 mar 2025, 17h00
médicos
 (Hero Images/Getty Images)
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Quando uma criança apresenta febre ou se queixa de dor, a primeira reação de muitos pais é procurar respostas na internet. Em poucos segundos, uma pesquisa rápida pode trazer centenas de resultados com explicações sobre possíveis doenças. Mas será que confiar nessas informações é seguro?

Consultar o Google em vez de um médico pode levar a diagnósticos errados e atrasar um tratamento necessário. Em casos mais graves, isso pode significar o agravamento do quadro da criança. Por isso, é essencial entender os riscos desse hábito e saber como usar a internet a favor da saúde da família.

Diagnóstico errado pode agravar o problema

Muitos sintomas podem indicar diferentes doenças. Um mesmo quadro de tosse pode exigir um xarope, um antialérgico ou até um antibiótico, dependendo da causa. Apenas um profissional de saúde pode avaliar corretamente a situação, considerando o histórico da criança e exames, se necessário.

O pediatra Claudio Len explica que, na prática médica, é comum encontrar pais que tentam diagnosticar os filhos por conta própria. Ele alerta que a internet não substitui a consulta médica e pode trazer mais confusão do que solução.

A pediatra Márcia Sanae Kodaira reforça que buscar informações sobre saúde na internet é um hábito comum e dificilmente deixará de existir. No passado, as mães costumavam recorrer a avós, vizinhas e amigas para tirar dúvidas sobre os filhos. O desafio atual é orientar as famílias sobre como e quando usar essas informações.

Quando a internet pode ser útil

Pais que recorrem ao Google em busca de respostas podem acabar passando por duas situações opostas: ignorar um problema sério ou entrar em pânico sem necessidade.

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Mas isso não significa que a internet deva ser evitada completamente. A pesquisa online pode ser útil no pós-diagnóstico, quando os pais já sabem exatamente o que a criança tem e querem entender melhor a condição.

Um pai que recebe o diagnóstico de autismo para o filho, por exemplo, pode usar a web para buscar informações de qualidade sobre o transtorno. O segredo está em saber onde procurar. Veja as dicas para encontrar fontes confiáveis:

  • Prefira sites de sociedades médicas, universidades e instituições reconhecidas.
  • Evite fóruns e redes sociais para diagnósticos e tratamentos.
  • Use as informações para esclarecer dúvidas e conversar com o pediatra.

Consultas médicas por mensagem e telefone são seguras?

Com a facilidade da tecnologia, alguns pais preferem tirar dúvidas com médicos por telefone ou mensagens. Essa prática pode ajudar em casos simples, como confirmar a dosagem de um remédio já prescrito. Mas para avaliar sintomas e diagnosticar doenças, a consulta presencial continua sendo indispensável.

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O pediatra precisa observar a criança, ouvir o histórico e, se necessário, solicitar exames antes de indicar um tratamento adequado.

Automedicação: um risco ainda maior para crianças

Além de buscar diagnósticos na internet, muitos pais acabam medicando os filhos sem orientação profissional. O problema é que um remédio usado de forma errada pode mascarar sintomas, dificultando o diagnóstico e agravando o quadro.

No Brasil, os medicamentos são a principal causa de intoxicação, segundo o Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox). Crianças menores de cinco anos representam 35% desses casos.

Se a criança está com febre e dor, o uso de um medicamento já receitado pelo pediatra pode ajudar, mas a consulta médica deve ser feita o quanto antes.

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Como escolher um bom pediatra

Ter um profissional de confiança faz toda a diferença para que os pais se sintam seguros ao cuidar da saúde dos filhos. Algumas dicas para encontrar o pediatra ideal:

  • Busque recomendações de outros médicos ou amigos próximos.
  • Agende uma consulta antes do nascimento do bebê para conhecer o profissional.
  • Observe se o pediatra é atencioso e esclarece suas dúvidas.
  • Não hesite em trocar de médico se não sentir confiança.

A internet pode ser uma aliada quando usada corretamente, mas nunca deve substituir a consulta médica. Buscar informações online pode gerar pânico desnecessário ou levar ao uso de tratamentos inadequados.

Se seu filho apresentar sintomas preocupantes, procure um pediatra. Afinal, quando o assunto é a saúde das crianças, a melhor escolha é sempre contar com a orientação de um especialista.

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