Já são 2 milhões de crianças com coronavírus só nos EUA

O levantamento norte-americano mostrou que mais de 170 mil novos casos infantis aconteceram em menos de um mês.

Após um ano de pandemia, sabemos que crianças continuam sendo menos suscetíveis ao coronavírus e, quando são contaminadas, apresentam quadros mais leves. Mas isso não muda a necessidade de estarmos atentos aos dados da doença relacionados ao público infantil para que se entenda suas consequências a médio e longo prazo, como enfatiza o último relatório da Academia Americana de Pediatria (AAP) em conjunto com a Associação dos Hospitais Infantis, dos Estados Unidos.

Na publicação realizada no dia 29 de dezembro, as instituições pontuaram que o país já soma 2.000.681 crianças infectadas pela Covid-19, sendo que um milhão destes casos aconteceu entre os dias 12 de novembro e 24 de dezembro.

Ainda nas três semanas do último mês do ano, especificamente entre os dias 10 e 24 de dezembro, foram contabilizadas 360.953 crianças contaminadas pelo coronavírus. Sendo que, na semana da véspera de Natal, aproximadamente 179 mil novos casos infantis foram descobertos.

Os números tendem a ser maiores

E assim como se discute no Brasil, a AAP enfatiza que a tendência é que a quantidade de crianças infectadas pelo coronavírus seja maior do que a trazida pelos relatórios ao longo de 2020. Isso porque com os sinais mais leves da doença ou ainda a possibilidade dos pequenos serem assintomáticos, estima-se que uma grande parcela infantil não chegou sequer a ser testada para então ser incluída no levantamento.

Essa análise faz com que a instituição americana defenda a participação do público infantil nos grupos de estudos de vacinas contra a Covid-19, especialmente pelas consequências ligadas indiretamente ao vírus. Entre elas, a AAP cita a paralisação abrupta do ensino escolar presencial e o aumento da desigualdade social.

Em uma pesquisa realizado pelo governo norte-americano, ficou ainda mais evidente que famílias de baixa renda foram mais prejudicadas com a pandemia do coronavírus. Além do medo de contaminação, elas presenciaram a impossibilidade de terem acesso a serviços básicos, como atualização da caderneta de vacinação, exames, auxílio psicológico e até mesmo dentário.

Comentários

Olá,

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.