Gravidez ectópica: causas, sintomas e tratamentos

Entenda os fatores de risco da gravidez ectópica

Por Redação Pais e Filhos 14 jan 2025, 12h00 •
Cuidado na gestação: Riscos de gravidez ectópica saiba os sinais
 (Karl Tapales/Getty Images)
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  • A gravidez ectópica é uma condição que afeta cerca de 1% das mulheres, mas sua gravidade exige atenção especial. Ela acontece quando um óvulo fecundado se implanta fora da cavidade uterina, frequentemente na trompa de falópio. Entender essa condição é fundamental para um diagnóstico precoce e para a saúde da mulher.

    O que é a gravidez ectópica?

    Na maioria dos casos, aproximadamente 98%, o óvulo não consegue seguir seu caminho até o útero e se desenvolve na parede de uma das trompas. Em raras ocasiões, a implantação pode ocorrer em locais como o ovário, colo do útero ou cavidade abdominal. Essa condição não pode evoluir como uma gestação normal e, se não tratada, pode levar a sérias complicações.

    Sintomas para ficar de olho

    Os sintomas da gravidez ectópica podem ser sutis e, muitas vezes, confundidos com os de uma gravidez normal. É importante observar:

    • Atraso menstrual
    • Dor abdominal
    • Sangramento vaginal

    Além desses, a mulher pode sentir inchaço, enjoos, sensibilidade nas mamas e tonturas. Esses sinais costumam surgir entre a sexta e a oitava semana de gestação. O reconhecimento precoce desses sintomas é essencial para evitar complicações.

    Causas da gravidez ectópica

    Diversos fatores podem contribuir para o desenvolvimento de uma gravidez ectópica. Infecções, anormalidades nas trompas ou inflamações são algumas das causas mais comuns. Problemas nas trompas, como cicatrizes de infecções anteriores, podem impedir que o óvulo se mova adequadamente para o útero. Portanto, um diagnóstico rápido é fundamental para minimizar os riscos.

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    Diagnóstico da gravidez ectópica

    O diagnóstico de uma gravidez ectópica geralmente envolve exames médicos, sendo a ultrassonografia transvaginal uma ferramenta essencial. Este exame permite identificar a localização do embrião e observar a evolução dos níveis do hormônio Beta hCG, que, em casos ectópicos, tende a aumentar de forma mais lenta do que o esperado. A confirmação pode levar alguns dias, dependendo da situação.

    Como é o tratamento?

    A gravidez ectópica não pode ser mantida, e o tratamento deve ser realizado rapidamente. Caso contrário, pode haver riscos significativos para a saúde da mulher, incluindo a possibilidade de óbito. O embrião pode sobreviver por semanas fora do útero, mas não encontrará o suporte necessário. Existem duas abordagens principais para o tratamento e ambas têm o objetivo de evitar complicações e garantir a saúde da mulher:

    • Cirurgia laparoscópica: é o método mais comum, que não apenas remove o embrião, mas também repara a área afetada.
    • Tratamento medicamentoso: indicado quando o embrião tem menos de 4 cm e não apresenta batimentos cardíacos, com menores riscos envolvidos.

    Fatores de risco

    É importante estar ciente dos fatores que podem aumentar a probabilidade de uma gravidez ectópica. Os principais incluem:

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    Risco elevado:

    • Cirurgias anteriores nas trompas
    •   Falhas na ligadura das trompas
    •   Gravidez ectópica anterior
    •   Uso de DIU
    •   Infecções ou inflamações nas trompas

    Risco médio:

    • Tabagismo
    • Infecções ginecológicas anteriores
    • Vários parceiros sexuais
    • Doenças inflamatórias pélvicas anteriores
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    Risco baixo:

    • Cirurgias abdominais ou pélvicas
    • Gravidez antes dos 18 anos
    • Ducha vaginal frequente

    Possibilidade de novas gestações

    Mesmo após a remoção de uma trompa, é possível engravidar. A ovulação ocorre em ovários distintos, e não é necessário que a trompa do mesmo lado esteja presente para que a comunicação entre ovário e trompa aconteça. Isso significa que a fertilidade pode ser preservada.

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