Febre infantil: o que fazer?

Resposta natural do organismo a ameaças externas exige atenção dos pais para não gerar crises de saúde mais graves

Por Maurício Brum 24 ago 2024, 07h00
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Enquanto resposta do sistema imunológico, a febre também pode ocorrer em situações particularmente estressantes (Freepik/Reprodução)
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A febre infantil é uma realidade tão preocupante quanto inevitável. Parte de uma resposta natural do nosso corpo a infecções, situações estressantes e outros problemas de saúde em geral, ela é uma constante ao longo da vida – e já aparece nos primeiros meses após o nascimento.

Em bebês e mesmo em crianças um pouco maiores, a febre muitas vezes pode não ser óbvia à primeira vista. Um sinal de que algo está errado é a alteração no comportamento, quando a criança parece menos disposta a brincar e interagir. Caso haja qualquer mudança nos hábitos rotineiros, vale recorrer a um termômetro para auferir a temperatura.

O que causa a febre?

As causas mais comuns de febre estão relacionadas a infecções. O corpo reage a agentes estranhos como vírus, bactérias ou fungos, e a elevação de temperatura é um reflexo da resposta do organismo para tentar eliminá-los.

Por estar relacionada a uma resposta do sistema imunológico, a febre também pode ocorrer em situações particularmente estressantes, que fazem com que o corpo reaja de forma exagerada a ameaças externas que, em situações normais, não levariam a essa situação.

Embora seja uma resposta natural, a febre muito elevada e persistente pode afetar o funcionamento normal dos órgãos, o que exige medidas para tentar reduzi-la.

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Que temperatura significa febre em um bebê?

A “tabela” de febre em bebês definida pela Sociedade Brasileira de Pediatria varia conforme o local em que o termômetro foi posicionado. Considera-se febre quando:

  • a temperatura na axila supera a faixa de 37,2 a 37,3 °C
  • a temperatura no reto supera a faixa entre 38 e 38,3 °C
  • a temperatura na boca supera patamares de 37,5 a 37,8 °C

Como baixar a temperatura do bebê?

Algumas medidas emergenciais podem ser utilizadas em casos de febre muito elevada, como o uso de compressas frias ou, mesmo, banhos com água em temperaturas baixas. Essas alternativas, porém, só resolvem o problema temporariamente, sem atacar a causa de fundo.

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Caso sua criança esteja apresentando um quadro de febre, deve-se sempre buscar orientação médica. Somente o pediatra pode diagnosticar corretamente o que está causando o problema, indicando o melhor tratamento.

A temperatura alta preocupa, mas é preciso lidar com a razão para ela ocorrer — o que pode exigir antibióticos, antifúngicos, antivirais ou outras abordagens, conforme o agente causador da crise.

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