Entenda o que é o megacólon congênito  

Especialista esclarece essa alteração no intestino que, em alguns casos, pode estar associada a outras anomalias.

Por Laís de Andrade Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 4 out 2017, 12h33 | Atualizado em 4 out 2017, 14h14
Entenda os sinais de alerta nas fezes do seu bebê: cores e frequência
Entenda os sinais de alerta nas fezes do seu bebê: cores e frequência (jgaunion/Thinkstock/Getty Images)
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“Meu filho está com suspeita de megacólon congênito. O que é essa doença?”

“‘Mega’ quer dizer ‘grande’ e ‘cólon’ é o nome científico do intestino grosso, logo, o megacólon congênito (também chamado de doença de Hirschsprung) é uma dilatação de parte do intestino grosso causada por uma falha na condução dos impulsos nervosos (falta de inervação). A área em que está localizada essa falha da inervação não relaxa para a passagem das fezes – o que acaba gerando uma obstrução intestinal. Assim, as fezes do bebê se acumulam e causam uma dilatação progressiva do intestino. O problema pode ter um fator familiar envolvido ou estar associado a outras alterações como, por exemplo, a Síndrome de Down. Em 70% dos casos, porém, está isolado. A enfermidade tem uma incidência de, aproximadamente, 1 para 5 mil nascidos”, explica Mônica Carceles, neonatologista da Maternidade Pro Matre Paulista, de São Paulo.

Sintomas, diagnóstico e tratamento

“O principal sintoma é a demora para evacuar já nos primeiros dias de vida, mas depende muito da extensão e da localização da falha de inervação. Quando uma área pequena do intestino é atingida, os sintomas são mais leves e pode ser mais difícil identificar a complicação. Por não conseguir fazer cocô sem que seja feita uma lavagem intestinal, a criança pode apresentar fortes dores de barriga. O diagnóstico é feito pela suspeita clínica em razão desses sinais e confirmado por uma biópsia do intestino – o exame mostra a alteração da inervação. Já o tratamento é cirúrgico, com a retirada da parte afetada do órgão – isso pode ser feito já no período neonatal, dependendo de quando o problema for identificado e da gravidade. O bom resultado depende da intensidade da alteração”, finaliza a especialista.

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