É verdade que bebês nascem com ossos a mais no corpo?

Por mais que a ideia possa parecer contraditória com o desenvolvimento da criança, ela é verdadeira. Mas existe um bom motivo médico para isso acontecer!

Por Alice Arnoldi 7 jul 2020, 16h34 | Atualizado em 4 jun 2026, 13h01
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 (Juliana Pereira/Bebê.com.br)
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O mundo dos recém-nascidos é cheio de cuidados específicos, mas também de curiosidades. Você sabia que, quando eles choram, não saem lágrimas? Ou que, no início da vida, conseguem enxergar apenas a uma distância de mais ou menos 30 centímetros, sem diferenciar as cores perfeitamente?

Ainda que tais restrições chamem atenção, elas seguem uma linha de raciocínio, afinal, o bebê acabou de chegar ao mundo e ele está em processo de desenvolvimento. Só que existem outras descobertas sobre os pequenos que dão um nó na mente por terem um caminho contrário, como o de que bebês nascem com ossos a mais do que os encontrados na sua fase adulta.

Mas calma, porque existe motivo para isso. A pediatra Andressa Tannure, membro da Sociedade Brasileira de Pediatria e especialista em Suporte de Vida em Pediatria pelo Instituto Sírio-Libanês e pelo HCOR, explica que o recém-nascido nasce com, em torno de, 300 ossos. Na fase adulta, eles reduzem para, em média, 206.

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Quebraram? Desapareceram? Não! “Os ossos dos bebês são cartilagens constituídas por fibras de colágeno e tecido conjuntivo, proporcionando mais flexibilidade. Isso explica porque o feto consegue ficar tão encolhidinho na barriga da mamãe. Ao longo da vida, eles vão se fundindo e, por isso, o número diminui”, esclarece a pediatra.

Exemplos de ossos que se unem no decorrer do tempo são do pulso, pelve, bacia, além do crânio. Neste último, a movimentação e a união dos ossos com o passar do tempo facilita a passagem da cabeça do bebê pelo canal vaginal na hora do parto.

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Outro fator curioso sobre o sistema esquelético dos bebês é a rapidez com que ele se transforma. A pediatra exemplifica que um bebê do sexo masculino nasce, em média, com 50 centímetros. Mas antes mesmo de completar quatro anos de idade, a criança tende a apresentar metade da altura que terá na vida adulta. Surpreendente, né?

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