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Descolamento de placenta: causas, riscos e sinais de alerta

Saiba quais os sinais de riscos e quando você deve ir para o hospital

Por Redação Pais e Filhos
29 jan 2025, 07h00 •
Como Vencer o Descolamento de placenta? Conheça a prevenção e cuidados
 (gorodenkoff/Getty Images)
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  • O descolamento prematuro de placenta (DPP) é uma condição séria e rara que pode ocorrer durante a gestação, afetando a saúde da mãe e do bebê. Apesar de ser incomum, a ocorrência exige atenção imediata, já que a placenta desempenha funções essenciais para o desenvolvimento do bebê.

    O que é descolamento prematuro de placenta?

    O DPP acontece quando a placenta se descola da parede do útero antes do parto. A placenta é responsável por garantir a troca de nutrientes e oxigênio entre a mãe e o bebê. Quando ocorre o descolamento, essas trocas são interrompidas, o que pode representar um risco significativo, especialmente no terceiro trimestre de gestação, quando o problema costuma acontecer.

    A condição é presente em cerca de uma a cada mil gestações. O sangramento entre a placenta e o útero é uma característica frequente nesses casos, podendo gerar complicações graves.

    Principais funções da placenta

    • Fornecer oxigênio e nutrientes ao bebê
    • Estimular a produção de hormônios importantes para a gestação
    • Proteger o bebê contra impactos externos
    • Oferecer proteção imunológica
    • Eliminar resíduos metabólicos produzidos pelo bebê

    A placenta é formada a partir de células do útero e do bebê, e seu crescimento acompanha o desenvolvimento gestacional. Ela é eliminada após o parto, seja cesárea ou vaginal.

    Como identificar o descolamento de placenta

    Os sinais do DPP são claros e devem ser tratados como emergência médica:

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    • Sangramento vaginal de cor vermelho vivo
    • Dor pélvica intensa
    • Contração do útero, que permanece rígido ao toque

    O diagnóstico não depende de exames de imagem, pois a condição exige uma ação imediata. Caso os sintomas estejam presentes, a orientação é procurar um hospital para que o parto seja realizado o mais rápido possível.

    Causas do descolamento prematuro de placenta

    Ainda não se sabe exatamente o que provoca o DPP, mas algumas condições aumentam a predisposição, como:

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    Apesar dessas condições estarem associadas ao DPP, nenhuma delas é determinante para que o problema aconteça, reforçando o caráter raro dessa ocorrência.

    Riscos do descolamento de placenta

    O DPP representa um risco significativo para o bebê e, em casos graves, pode resultar em óbito fetal intraútero se o parto não for realizado a tempo. Para a mãe, o principal risco está na hemorragia intensa, que pode causar complicações graves.

    Por isso, é fundamental que o acompanhamento gestacional identifique possíveis fatores de risco, como hipertensão ou distúrbios de coagulação, para que sejam monitorados de perto.

    Diferença entre DPP e outros sangramentos na gravidez

    É importante diferenciar o descolamento prematuro de placenta de outros tipos de sangramento. No início da gestação, é comum ocorrer a hemorragia do primeiro trimestre, relacionada ao descolamento ovular. Essa condição é diferente do DPP, já que a placenta só está completamente formada a partir das 16 semanas de gestação.

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    Além disso, sangramentos leves e escuros próximos ao final da gravidez são comuns e não devem ser motivo de preocupação. O alerta está em sangramentos intensos, de cor vermelho vivo, acompanhados de dor e contração uterina.

    Existe prevenção para o descolamento prematuro de placenta?

    Infelizmente, o DPP não pode ser prevenido, mas a atenção ao pré-natal e o monitoramento de condições como hipertensão e distúrbios de coagulação são importantes para minimizar os riscos.

    O que acontece com a placenta após o parto?

    Após o nascimento do bebê, a placenta é expelida naturalmente ou removida em caso de cesárea. Em algumas culturas, há o costume de dar destinos alternativos à placenta, como a placentofagia. No entanto, em muitos locais, o órgão é tratado como descarte hospitalar.

    Consultoria: Dr. Igor Padovesi, ginecologista e obstetra

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