Covid-19: Anvisa libera vacina CoronaVac para crianças de 3 a 5

A decisão aconteceu por unanimidade e, agora, segue para análise do Ministério da Saúde. O imunizante será o mesmo já aplicado na população.

Por Carla Leonardi 14 jul 2022, 13h29

Na última quarta-feira, 13, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso da CoronaVac em crianças de 3 a 5 anos em uma decisão unânime – todos os diretores deram voto favorável à liberação.

O imunizante deverá ser aplicado em duas doses, com intervalo de 28 dias, e não haverá versão pediátrica. Será a mesma vacina já utilizada na população em geral. Além disso, ela poderá ser usada também em imunossuprimidos, ou seja, aqueles que têm baixa imunidade.

Durante seu voto, a relatora Meiruze Freitas ressaltou que os benefícios da vacina superam riscos conhecidos e potenciais, destacando o uso no Chile e na China nessa mesma faixa etária, sem alertas de segurança. “Os dados indicam que o uso da CoronaVac pode ajudar na prevenção de agravamento e óbitos por Covid-19“, afirmou.

Uma das exigências estabelecidas pela relatora foi a inclusão das crianças de 3 a 5 anos no estudo de farmacovigilância ativa para que possíveis eventos adversos sejam monitorados e registrados.

vacinação infantil
Lucemade/Getty Images
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Distribuição das doses e calendário vacinal

Agora, o Instituto Butantan aguarda a incorporação da vacina ao Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde. Porém, a pasta ainda vai avaliar junto à Câmara Técnica Assessora em Imunizações o uso da CoronoVac no novo grupo pediátrico.

Vale lembrar que, de acordo com uma análise conduzida pelo Observa Infância (projeto ligado à Fiocruz) com dados do Ministério da Saúde e das Secretarias Estaduais, entre 2020 e 2021, a Covid-19 levou a óbito duas crianças de até cinco anos por dia no Brasil – tanto de forma direta como contribuinte (quando um quadro de doença anterior é piorado pelo coronavírus). Neste ano, até 11 de junho, a média de mortes registrada passou para 1,8.

Nos Estados Unidos, a Pfizer e a Moderna começaram a ser aplicadas em bebês a partir dos seis meses de vida no último 21 de junho.

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