Chiado no peito do bebê: o que é a síndrome do bebê chiador e como tratar

Todo cuidado e atenção é pouco, e é importante que o pediatra seja procurado em qualquer situação de desconforto

Por Redação Pais e Filhos 16 mar 2025, 07h00 • Atualizado em 19 mar 2025, 17h07
Bebê chorando no colo
 (Freepik/Reprodução)
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  • Observar o filho dormindo serenamente é um momento especial para qualquer mãe ou pai. Mas quando surgem ruídos diferentes, como chiados ou roncos frequentes, é natural que a preocupação apareça. Esses barulhos podem ser um sinal da chamada síndrome do bebê chiador, um quadro que afeta muitos bebês nos primeiros anos de vida e que merece atenção.

    O que é a síndrome do bebê chiador?

    A síndrome do bebê chiador é caracterizada por chiado no peito, tosse persistente e, em alguns casos, dificuldade para respirar. Cerca de 90% das ocorrências estão associadas a infecções virais, que inflamam as vias respiratórias e tornam a passagem de ar mais estreita. Isso faz com que a respiração produza um som semelhante a um assobio, principalmente durante a expiração.

    Essa síndrome é mais comum em bebês de até 2 anos e tende a aparecer com maior frequência no outono e no inverno, períodos em que as infecções respiratórias são mais recorrentes. Fatores como exposição à fumaça de cigarro, prematuridade ou contato com muitas crianças, como em creches, também aumentam as chances do bebê desenvolver o chiado.

    Quais são as causas do chiado no peito?

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    O chiado é um sintoma que pode ter diversas origens. As causas mais comuns incluem:

    • Infecções virais: resfriados e bronquiolite são causas frequentes do chiado, especialmente em bebês.
    • Asma ou bronquite: algumas crianças desenvolvem essas condições respiratórias logo nos primeiros anos de vida.
    • Alergias: poeira, pelos de animais ou mofo podem desencadear crises respiratórias com chiado.
    • Refluxo gastroesofágico: o retorno do conteúdo gástrico para o esôfago pode irritar as vias aéreas e provocar o chiado.
    • Corpo estranho nas vias respiratórias: embora menos comum, é importante descartar essa possibilidade se o chiado surgir de repente e sem sintomas gripais.

    Quais são os sintomas que acompanham o chiado?

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    Além do som característico ao respirar, o bebê pode apresentar:

    • Tosse seca ou produtiva.
    • Respiração acelerada ou ofegante.
    • Dificuldade para mamar ou se alimentar.
    • Irritabilidade ou cansaço excessivo.
    • Febre (em casos de infecção).

    Se houver sinais de esforço respiratório, como as narinas abrindo muito ou a pele entre as costelas afundando ao respirar, é importante buscar atendimento médico imediato.

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    Como tratar e aliviar o chiado no peito?

    O tratamento depende da causa do chiado. Após a avaliação, o pediatra pode recomendar:

    • Hidratação e lavagem nasal: manter o bebê bem hidratado e fazer a limpeza das narinas com soro fisiológico ajudam a desobstruir as vias respiratórias.
    • Inalação com soro ou medicação: a nebulização alivia a inflamação e facilita a respiração.
    • Broncodilatadores ou corticóides: em casos mais graves, esses medicamentos ajudam a abrir as vias aéreas.
    • Antivírus ou antibióticos (quando necessário): se houver infecção, o médico orientará o melhor tratamento.
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    Como prevenir o chiado no peito?

    Embora nem sempre seja possível evitar, algumas atitudes ajudam a reduzir as chances de crises respiratórias:

    • Manter a casa arejada e livre de poeira e fumaça.
    • Evitar ambientes fechados ou muito cheios durante surtos de doenças respiratórias.
    • Oferecer leite materno, que fortalece o sistema imunológico.
    • Seguir o calendário de vacinação, incluindo a vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR), causador da bronquiolite.
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    Confie no seu instinto e busque ajuda quando necessário

    O chiado no peito do bebê pode ser assustador, mas com a orientação de um pediatra e os cuidados adequados, é possível aliviar os sintomas e promover mais conforto para a criança. Se o barulho persistir ou vier acompanhado de outros sinais de alerta, não hesite em buscar atendimento médico. Estar atento ao bem-estar do bebê e agir com tranquilidade é o caminho para enfrentar essas situações com mais segurança.

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