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Ansiedade na gravidez: como reconhecer os sinais e o que realmente pode ajudar

Dicas para lidar com esse momento delicado e seus desafios

Por Redação Pais e Filhos
6 set 2025, 17h00
Grávida deitada, com a barriga à mostra, angustiada
 (Zanzibarz/Thinkstock/Getty Images)
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A chegada de um bebê é um momento esperado com muito carinho, mas é normal que esse período também desperte preocupações. Algumas mulheres experimentam ansiedade intensa durante a gravidez, o que pode ser um desafio emocional comum, ainda que pouco discutido. Apesar de impactar várias gestantes, esse estado frequentemente passa despercebido ou sem o apoio adequado. Felizmente, há caminhos eficazes para lidar com essa experiência com mais serenidade.

Entendendo a incidência na gravidez

Durante a gestação, cérebro e corpo passam por mudanças hormonais e físicas. Estima-se que cerca de 20% das gestantes enfrentam algum tipo de questão emocional, sendo que até 30% podem apresentar ansiedade significativa. Mesmo com tantos casos, muitas vezes não há diagnóstico, devido ao medo de julgamento ou à dificuldade de encontrar suporte adequado. Saber que esse quadro é frequente e trata-se com atenção pode fazer toda a diferença.

Suporte integrado: o modelo de apoio em rede

Uma abordagem que tem se mostrado eficaz no cuidado emocional é o modelo integrado ou colaborativo. Nessa ideia, diferentes profissionais da saúde como obstetras, psicólogos e enfermeiras, trabalham juntos para oferecer um acompanhamento abrangente. Esse método permite uma avaliação mais completa do bem-estar da gestante, ajudando a tratar a ansiedade de forma coordenada e contínua. A parceria entre os profissionais favorece intervenções mais suaves e assertivas.

Sinais de ansiedade na gestação

A ansiedade pode se manifestar de maneiras diversas, nem sempre evidentes. Alguns dos sintomas incluem: preocupação intensa com o bem-estar do bebê; desconforto estomacal sem causa física; dificuldade para dormir, mesmo estando cansada; aumento do ritmo cardíaco em situações de estresse; pensamentos repetitivos e inquietantes. Se você identificar esses sinais em si mesma, é importante buscar apoio e iniciar um diálogo com alguém de confiança.

Impactos na saúde da mãe e do bebê

Ignorar a ansiedade durante a gravidez pode trazer consequências. Estudos mostram que esse estado emocional pode aumentar o risco de parto prematuro, de bebês com baixo peso ao nascer e de complicações no momento do parto. Também há maior probabilidade de depressão pós-parto, dificuldades no vínculo afetivo e até impactos no desenvolvimento comportamental da criança. Por isso, cuidar da saúde emocional é um passo essencial.

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Abordagens para alívio e bem-estar

Entre os métodos mais comuns e eficazes para lidar com a ansiedade na gravidez estão a terapia cognitivo-comportamental (TCC), práticas de atenção plena (mindfulness), conversas motivacionais e acompanhamento psicológico com foco no acolhimento. Essas estratégias ajudam a gestante a lidar com pensamentos recorrentes, a acalmar o corpo e a fortalecer a sensação de segurança emocional. Em muitos casos, começar com essas abordagens mais sutis é ideal antes de considerar intervenções mais intensas.

Educação emocional durante a gestação

Compreender a transformação física e emocional pela qual a mulher passa — fenômeno algumas vezes conhecido como “matrescência” — é fundamental. Ao entender que hormônios, autoestima e expectativas mudam nesse período, a gestante pode contextualizar seus sentimentos e reduzir a sensação de medo sem explicação. Conhecer os próprios sinais de ansiedade e aprender estratégias práticas para lidar com eles ajuda no enfrentamento diário.

Cada gestante é única: encontre o caminho certo para você

O ideal é lembrar que cada gestação tem sua singularidade e, portanto, o plano de cuidado emocional também deve ser personalizado. Não ignore os sinais enviados pelo corpo ou pela mente. Busque apoio profissional que ofereça escuta atenta e respeitosa. O modelo colaborativo é uma ótima porta de entrada para quem busca cuidado integral, mas o mais importante é garantir um atendimento humanizado e conectado às suas necessidades.

Com acolhimento, estratégias adequadas e apoio emocional, é possível passar por esta fase com mais leveza, preparando corpo e mente para a chegada do bebê.

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