Amazonas pede a transferência de 60 bebês prematuros por falta de oxigênio

Por conta do colapso no sistema de saúde pública, as autoridades verificam a possibilidade de outros estados receberem os pequenos que estão internados.

Por Flávia Antunes Atualizado em 15 jan 2021, 16h54 - Publicado em 15 jan 2021, 16h17

Enquanto o plano de vacinação não é posto em prática no país, estados continuam registrando uma disparada nos casos do novo coronavírus. E uma das situações mais alarmantes é o do Amazonas, que passa por uma crise sem precedentes nos hospitais com o crescimento de 183% na média móvel de mortes nos últimos sete dias.

O colapso no sistema público de saúde vem fazendo com que várias unidades hospitalares fiquem sem cilindros de oxigênio e a solução adotada, por enquanto, está sendo enviar os pacientes para outras cidades, para que recebam o tratamento adequado.

E para deixar o cenário ainda mais delicado, na sexta-feira (15) a história ganhou um novo capítulo. Isso porque além dos adultos internados com a doença, a falta de equipamento está sendo sentida por aqueles que acabaram de nascer.

Segundo informações confirmadas pelo presidente do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) e pelo secretário de saúde do Maranhão, Carlos Lula, à CNN, o Amazonas avisou aos outros estados que precisa transferir pelo menos 60 bebês prematuros internados – não infectados pela Covid-19 -, que correm o risco de ficar sem oxigênio nos hospitais afetados. 

  • Estados estão se mobilizando na ajuda

    O pedido feito é para que os governadores chequem se há leitos de internação neonatal disponíveis. Por enquanto, o que se sabe é que o Maranhão conseguirá receber nove bebês ainda nesta sexta-feira, que foram transferidos em aviões da FAB (Força Aérea Brasileira) junto com suas mães. Até o fechamento desta matéria, Paraná, Minas Gerais e São Paulo também se prontificaram a ajudar no acolhimento.

    Em coletiva para atualizar sobre a situação da pandemia no estado, o governador João Dória disse que já notificou ao secretário de saúde, Jean Gorinchteyn, e que tomarão providências o quanto antes.“Acolheremos todos que puderem ser transportados aqui para São Paulo. É o fim do mundo isso, para quem é pai ou mãe, não ter oxigênio para bebê”, declarou. O secretário ainda pontuou que está sendo realizado também um levantamento do número de grávidas com coronavírus que precisam de auxílio médico e transferência. 

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