Acerte na escolha do pediatra

Reunimos orientações do que você deve pesar para que essa decisão seja a mais acertada e satisfatória possível.

Por Giuliano Agmont (colaborador) 29 Maio 2015, 13h37 | Atualizado em 3 mar 2017, 16h28
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1. Guie-se pelo QI (quem indica!)
Boas indicações de pediatras costumam produzir relações duradouras. Amigos e familiares tendem a dar referências certeiras. São pessoas que conhecem você e costumam pensar de forma parecida. O obstetra também é uma excelente fonte na hora de escolher o médico do pequeno. Afinal, ele também conhece bem a forma de pensar dos pais do recém-nascido.

2. Convênio ou particular?
Eis a eterna dúvida. O plano de saúde, além do preço mais em conta, oferece uma ampla rede de médicos, alguns deles perto de sua casa. Em cidades como São Paulo, o deslocamento é um item importante. Mas o tempo que se ganha no trânsito pode se perder na sala de espera, em geral lotada. Já o particular tende a ser mais disponível, mas, em compensação, cobra por isso. O sistema de reembolso é uma alternativa aos dois, porém é importante consultar limites e valores junto à assistência médica contratada. Seja qual for sua escolha, o importante é que o especialista atenda às suas necessidades fundamentais.

3. Qual é a qualificação do médico?

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Vale a pena levantar a titulação do pediatra antes de tomar sua decisão. Saber onde estudou, descobrir a que organizações está associado, confirmar se tem a especialidade em pediatria, ter certeza de que é membro de conselhos de medicina e da Sociedade Brasileira de Pediatra, enfim, informar-se sobre a atuação profissional do mesmo.

4. Resolva tudo antes do parto

Tente definir o médico de seu bebê antes do nascimento. Vá ao consultório dele com o barrigão mesmo para já tentar acertar tudo e não precisar fazer isso em meio à loucura dos primeiros meses de vida da criança. Definitivamente, um momento complicado para tomar uma decisão tão delicada.

5. O santo tem de bater

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Antes de confiar, é preciso simpatizar com ele. Sem empatia, será difícil manter uma relação saudável, mesmo que seja um pediatra renomado. Em duas ou três consultas, já dá para saber se a personalidade dele e sua maneira de atender a agradam.

6. Ele vai cuidar do seu filho

Confiança talvez seja o quesito mais importante aqui. Junte todas as informações que colheu a respeito do médico, some as impressões que teve e se pergunte: eu confio nesse pediatra? Se a resposta pender para o sim, pelo acolhimento ou por demonstrar competência, sua decisão estará praticamente tomada.

7. Puxe papo na sala de espera

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Reunir informações adicionais enquanto espera pela consulta pode ser uma maneira inteligente de conhecê-lo melhor. Às vezes, algo que uma mãe diz, querendo elogiar ou reclamar da conduta do médico, pode fazê-la desistir dele ou ter a certeza de que ele é o cara.

8. Observe detalhes do consultório
Mais do que atentar para a sofisticação e a parafernália tecnológica do lugar, vale observar a organização e a higiene das salas. Um médico preocupado com a limpeza e a ordem do seu espaço de trabalho possivelmente sabe administrar seu tempo para cuidar bem dos pequenos pacientes. A decoração e o jeito da secretária ou da recepcionista também podem falar muito sobre a personalidade e os valores dele.

9. Pergunte tudo e mais um pouco

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Foi-se o tempo em que o médico era o dono da verdade e os pais se sentiam intimidados de questioná-lo. Hoje, com a internet e outras fontes de informação, os pediatras sabem que têm de responder a muitas perguntas. Abuse dessa prerrogativa. Procure esclarecer cada uma de suas dúvidas. Além de tratar e monitorar o desenvolvimento da criança, outra função desse especialista é orientar os pais em relação à boa parte da rotina do bebê.

10. Ele vai te atender de madrugada?
A disponibilidade é mais um quesito vital para tomar a decisão certa. É importante saber do médico se ele vai, de fato, atendê-la quando seu filho precisar. Se ele fornecer celular e o telefone da casa, além do número consultório, já será um bom sinal. Lembre: as crianças não ficam doentes apenas em horário comercial. Também vale avaliar a disponibilidade dele em cada consulta. Em 15 minutos, é impossível travar uma conversa sobre a saúde de um bebê.

11. Controle a própria ansiedade

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A gravidez mexe com o estado emocional de qualquer casal. O pediatra sabe disso e normalmente se sai bem ao lidar com a situação. Mas os pais têm de colaborar. Procure não criar expectativas impossíveis de serem atendidas. Lembre-se de que ele será apenas o médico do seu filho. Procure ter paciência e não deixe a primeira impressão prevalecer. Um médico pode deixar de dar a atenção que você espera para cuidar de outro caso. Mas isso sinaliza que ele fará o mesmo por seu filho quando precisar. Um bom indício, por exemplo, é perceber se ele permite ser interrompido – pelo celular ou por uma ligação da secretária – durante a consulta. Em um primeiro momento, pode parecer descaso com você. Mas, olhando por outro viés, ele está demonstrando disponibilidade e atenção para cuidar de seus pequenos pacientes.

12. Tal pai, tal filho
Conhecer-se e saber o que se quer pode fazer muita diferença no momento da escolha do pediatra. Pais vegetarianos que queiram estabelecer essa dieta ao filho, por exemplo, precisam de um médico apto a orientá-los em relação a essa decisão. O mesmo vale para questões como homeopatia versus alopatia, tomar ou não todas as vacinas, entrar com antibiótico sempre ou esperar e assim por diante. A melhor referência é o tipo de tratamento que você recebe do seu médico. Quanto mais próxima a linha de abordagem, melhor.

13. Não gostou? Troque

A escolha de um pediatra não precisa ser eterna. Se no meio do processo as coisas pararem de funcionar conforme o esperado, mesmo depois de conversar abertamente com o médico, sinta-se à vontade para procurar outro profissional. Só não deixe de falar com ele a respeito do problema para evitar que um mal-entendido ponha tudo a perder.

Fontes:

Terapeuta familiar Quézia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia; endocrinologista pediátrica Isabel Rey Madeira, membro do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial da Sociedade Brasileira de Pediatria e professora da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

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