O que causa hemorragia pós-parto tardia e quando buscar ajuda

Entenda as causas dessa condição e como evitar

Por Redação Pais e Filhos 12 nov 2025, 17h00
bebe recém nascido
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Após o nascimento do bebê, o corpo materno passa por um processo natural de recuperação. Um dos sinais mais visíveis é o sangramento vaginal conhecido como lóquios, resultado da eliminação de restos do útero, como tecido e sangue acumulados durante a gestação. Esse fluxo geralmente começa com cor vermelha intensa, torna-se rosado e, com o passar dos dias, adquire tons mais escuros até desaparecer. Essa transição é parte do ajuste natural do organismo. No entanto, quando o sangramento não segue esse padrão ou volta a se intensificar, pode indicar uma complicação chamada hemorragia pós-parto tardia, que exige atenção imediata.

O que é hemorragia pós-parto tardia?

A hemorragia pós-parto tardia acontece quando o sangramento intenso surge entre 24 horas e até 12 semanas após o parto. Ela difere da hemorragia imediata, que ocorre logo após o nascimento. Embora rara, afetando cerca de 1% das mulheres, trata-se de uma condição séria que pode colocar a vida da mãe em risco se não for diagnosticada e tratada rapidamente.

Sinais de alerta no sangramento pós-parto

É importante diferenciar o sangramento esperado daquele que pode indicar um problema. Procure atendimento médico imediato se observar:

  • Troca de absorventes a cada hora devido ao excesso de sangue.
  • Sangue vermelho vivo persistente por mais de quatro dias.
  • Presença de coágulos grandes, maiores que uma bola de golfe.
  • Odor forte no fluxo vaginal, acompanhado de febre ou calafrios.
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Esses sinais não devem ser ignorados, pois podem indicar complicações que exigem intervenção médica urgente.

Sintomas graves que exigem atendimento emergencial

Além dos sinais acima, existem sintomas associados à perda significativa de sangue que indicam necessidade de socorro imediato. Entre eles:

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  • Tontura e sensação de desmaio.
  • Fraqueza intensa e corpo sem energia.
  • Respiração acelerada.
  • Pele fria e úmida.
  • Confusão mental.

Esses sintomas sugerem perda de grande volume sanguíneo e possível estado de choque, que requer atendimento hospitalar emergencial.

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Principais causas da hemorragia pós-parto tardia

A condição pode ser causada por diferentes fatores, sendo os mais comuns:

  • Contração uterina insuficiente, que impede o fechamento adequado dos vasos sanguíneos.
  • Restos de placenta ou membranas que permanecem no útero.
  • Infecções uterinas, que dificultam a cicatrização.
  • Distúrbios de coagulação sanguínea, como a doença de Von Willebrand.
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Em alguns casos, mesmo após exames, a causa não é totalmente identificada, o que reforça a importância do acompanhamento profissional.

Tratamentos mais indicados

O tratamento geralmente requer internação hospitalar. Entre as abordagens mais comuns estão:

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  • Administração de medicamentos intravenosos para estimular as contrações uterinas.
  • Uso de antibióticos quando há infecção associada.
  • Exame de ultrassonografia para verificar presença de restos placentários.
  • Curetagem, caso sejam detectados tecidos no útero.
  • Em situações extremas, a histerectomia (remoção do útero) pode ser necessária para salvar a vida da mãe.

Cuidados pós-tratamento e recuperação

Após o controle da hemorragia, o foco passa a ser o fortalecimento da mãe. Os cuidados incluem:

  • Repouso absoluto nos primeiros dias.
  • Alimentação rica em ferro, vitaminas e líquidos para repor nutrientes.
  • Suplementação de ferro e ácido fólico, quando indicada.
  • Transfusão de sangue em casos de grande perda sanguínea.

O acompanhamento médico é essencial durante todo o processo de recuperação para evitar novas complicações.

A hemorragia pós-parto tardia, embora rara, pode ser grave e até fatal se não for identificada rapidamente. Conhecer os sinais de alerta, buscar atendimento imediato e seguir corretamente o tratamento são medidas essenciais para garantir a saúde e a segurança da mãe nesse momento tão importante da vida.

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