O que é a imunoglobulina anti-RhD e quando ela é indicada?

Gestantes com sangue Rh negativo e feto com Rh positivo devem receber a injeção para evitar o risco de desenvolver anticorpos nocivos ao sangue do bebê

Por Maurício Brum 25 dez 2024, 17h00 •
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 (Ashton Mullins/Unsplash)
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  • A imunoglobulina anti-RhD é utilizada em situações específicas relacionadas à gravidez e ao parto. Trata-se de um imunizante que busca prevenir casos de incompatibilidade sanguínea entre a gestante e o bebê, em situações nas quais há uma discrepância do fator Rh.

    Em linhas gerais, quando a mãe tem sangue Rh negativo e o feto tem Rh positivo, o corpo da gestante está em risco de desenvolver anticorpos que podem vir a atacar as células do sangue da criança. A presença desses anticorpos é particularmente preocupante caso haja uma nova gestação de um bebê com Rh positivo.

    Para evitar que isso aconteça, a equipe médica pode administrar injeções com a imunoglobulina anti-RhD, de forma profilática, em dosagens que podem variar conforme a avaliação de cada caso.

    Quando a imunoglobulina é indicada?

    Diferentes situações podem ter indicação para a injeção. Elas incluem:

    • Gestantes com Coombs indireto negativo e parceiros com Rh positivo; neste caso, recomenda-se a aplicação entre a 28ª e 34ª semana de gestação
    • Em até 72 horas após o parto se há Coombs indireto negativo e o recém-nascido tem Rh positivo
    • Em até 72 horas após algum evento de risco para a sensibilização materna ao Rh, como situações de aborto (ou ameaça de aborto), procedimentos invasivos intrauterinos (como amniocentese e biópsia de vilo corial, por exemplo), hemorragias transplacentárias, sangramento vaginal, entre outros;
    • Nas primeiras 12 semanas de uma gravidez molar ou ectópica
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    O uso da imunoglobulina reduz drasticamente o risco de sensibilização materna frente a gestações de fetos Rh positivos – em condições normais, cerca de 16% das gestantes com Rh negativo tinham esse risco após duas gestações com Rh positivo; com o imunizante, o número cai para 1,5% se a aplicação é feita após o parto, e para menos de 0,3% quando há administração profilática no terceiro trimestre.

    Quem não deve tomar a imunoglobulina?

    Algumas contraindicações devem ser observadas: pessoas com alergia a algum componente do imunizante, com problemas de coagulação ou baixa contagem de plaquetas (trombocitopenia) estão entre os grupos que não devem fazer uso da imunoglobulina anti-RhD.

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